quarta-feira, 6 de março de 2013

Olhos azuis e canto permitem identificar duas espécies de corujas

Cientistas da Universidade do Estado de Michigan, nos Estados Unidos, identificaram duas novas espécies de corujas das Filipinas. Os animais eram conhecidos há cerca de 15 anos, mas só agora houve a confirmação de que se tratam de novos tipos de animais, dizem os pesquisadores. Uma das espécies, chamada de Ninox rumseyi, era considerada extinta até agora, diz a pesquisadora Pam Rasmussen, responsável pela descoberta. Na região filipina de Cebu, onde a coruja-águia foi encontrada, o desmatamento praticamente acabou com as florestas. A espécie foi identificada graças ao seu canto diferente do pio de outras corujas, disse Pam em entrevista ao site da universidade. "As corujas não aprendem a cantar. O som faz parte do seu DNA, é usado para atrair parceiros ou defender o território. Então se um chamado é diferente, deve ser uma nova espécie", afirma a pesquisadora. A outra coruja-águia, a Ninox leventisi, foi encontrada na ilha filipina de Camiguin. Ela possui olhos azuis, o que a diferencia de outras espécies. Além disso, o animal possui canto e características físicas distintas, segundo o estudo. A demora para o reconhecimento da espécie ocorreu porque há uma variação muito grande entre as corujas e porque o canto das duas espécies não havia sido objeto de estudo, de acordo com a pesquisadora.
Foto: Ilustração mostra espécies de corujas descobertas nas Filipinas (Foto: John Gale/MSU/Divulgação)
Fonte: G1

Pilares do Santuário

Arqueólogos acreditam que os pilares do templo de Göbekli Tepe, na Turquia, que têm 11.600 anos e medem cerca de 5,5 metros podem representar dançarinos rituais em uma cerimônia.
Foto: Vincent J. Musi / National Geographic Image Sales
Fonte: Último Segundo

Saiba como descartar fraldas descartáveis

 

As fraldas descartáveis são recicláveis, mas ainda não existe no Brasil um sistema de reaproveitamento. Um bebê consome cerca de 3,6 mil fraldas durante a vida. Para evitar a contaminação do planeta, o melhor a fazer é reduzir o consumo e evitar o desperdício. Procure evitar usar as fraldas de forma desnecessária. Também tente usar a alternativa mais sustentável: as fraldas de pano. Longe de serem “coisas da vovó”, essas fraldas foram repaginadas nos últimos anos e voltam a ganhar adeptos.
Foto: Sxcf.hu
Fonte: EcoD
 



 

 

Agência Europeia alerta sobre riscos de alta quantidade de lixo espacial


Uma nave espacial tripulada se choca com um pedaço de lixo espacial e fica orbitando à deriva. Esse é o tema do filme "Gravity", estrelado por George Clooney, com data de lançamento prevista para 2013, que fez a Agência Espacial Europeia (ESA) anunciar com preocupação que esta é possibilidade real. Em comunicado, o órgão aponta que dos mais de 6 mil satélites lançados desde o começo da era espacial, menos de mil seguem operacionais, enquanto o restante entrou novamente na atmosfera ou segue em órbita abandonado. A situação, de acordo com a agência, significa um alto risco da geração de novos fragmentos de lixo espacial, caso as baterias ou o combustível desses equipamentos causem explosões. Sobre o potencial destrutivo do material que está em órbita, a ESA explicou que um parafuso, com cerca de dois centímetros que sobrevoe a Terra a uma velocidade de 7,5 quilômetros por segundo pode destruir um satélite. A entidade apontou ainda que mesmo não se lançando novos satélites, as simulações mostram que os níveis de fragmentos em órbita seguiriam aumentando. Por isso, a ESA criou a iniciativa "Clean Space" (espaço limpo). A agência investiga métodos que contribuam para minimizar o impacto das atividades especiais europeias, reduzindo a geração de resíduos tanto na Terra como no espaço. Os projetos incluem controlar o impacto das tecnologias espaciais sobre o meio ambiente, desde seu desenho e fabricação até sua eliminação no fim de sua vida útil. Entre os novos processos industriais que se incluem nessa filosofia, por exemplo, estão métodos inovadores de soldagem, por exemplo, que permitem o uso de menos materiais e menos energia, para produzir resultados de maior qualidade.
Foto: Mapa mostra quantidade de lixo espacial na órbita terrestre. (Foto: Nasa / AP Photo)
Fonte: G1; Último Segundo

Mico visto somente em Rondônia está na lista de risco de extinção


O Mico rondoni é o mais recente primata descoberto no mundo e já está na lista de animais em risco de extinção do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da União Internacional de Conservação da Natureza (UICN), conforme a bióloga e pesquisadora Mariluce Rezende Messias, da Universidade Federal de Rondônia (Unir). Encontrada somente em Rondônia, a espécie de 2008 foi publicada em 2010 na revista científica International Journal of Primatology pelo pesquisador Stephen Ferrari, que coletou um exemplar do macaco e o depositou na coleção científica de primatas do Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém (PA), procedimento que segundo bióloga, torna possível o reconhecimento da nova espécie pela comunidade científica. A espécie ainda está em processo de estudos, não sendo possível estimar a quantidade de exemplares da região. O mico de Rondônia, como é conhecido popularmente, foi encontrado pela primeira vez em 2008, em pontos da Zona Zoológica 5 (ZZ5) que inclui a região esquerda do Rio Machado em Ji-Paraná, lado direito do Rio Madeira, e ao sul de Rondônia acima da Serra dos Pacaás Novos em Guajará-Mirim. “É uma espécie que infelizmente é rara, isso fez com que a espécie já fosse considerada em estado de vulnerabilidade pelo Ibama”, explica a bióloga. Outro motivo desta classificação é a redução do espaço territorial do macaco que se alimenta de frutas, insetos e goma de árvores. A Floresta Nacional (Flona) do Jamari em Itapuã do Oeste, a Estação Ecológica de Samuel e uma fazenda particular ao lado da Flona do Jamari são os pontos que o Mico rondoni já foi encontrado e catalogado. A espécie também aparece constantemente na mata em torno da Universidade Federal de Rondônia, em Porto Velho. "Essa mata residual em torno da Unir é o habitat natural do macaco, mas como há obras, ainda não sabemos o que fazer e nem como ele vai sobreviver”, diz a bióloga. O Mico rondoni pode pesar até 400 gramas, o comprimento máximo do corpo é de 260 milímetros e a cauda pode chegar a 295 milímetros. “É um animal muito territorialista, arisco e com hábitos que ainda estão sendo estudados. Faltam informações para sabermos quais ações tomar”, diz a bióloga. Mariluce diz que as obras na universidade são prejudiciais ao animal, porque estão reduzindo o espaço natural, além de obrigar o macaco a se adaptar a áreas mais abertas, aumentando o risco de extinção do mico de Rondônia. "Precisamos estabelecer um plano de conservação, porque daqui alguns anos a única espécie endêmica de primatas, que só ocorre em Rondônia, não vai mais existir", conclui a bióloga.
Foto: Mico rondoni é arisco e está em situação de vulnerabilidade (Foto: Ibama/Divulgação)
Fonte: G1

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Esperma congelado evita extinção de corais do Havaí, Caribe e Austrália

Pouco antes do pôr-do-sol no campus do Instituto de Biologia Marinha do Havaí, Mary Hagedorn aguardava a desova de seus corais-cogumelo. Em relação aos outros corais, o Fungia é bastante confiável, geralmente liberando seu esperma e seus ovos dois dias após a lua cheia. Já haviam se passado três. "Às vezes ficamos frustrados", contou, aflita. Os corais recalcitrantes ficavam ao ar livre, em pratos de vidro cheios de água, dispostos em fileiras em uma mesa de laboratório feita de aço. Cada um deles tinha aproximadamente o tamanho e a forma da parte de cima de um cogumelo portobello, com um resplendor de arestas marrons que irradiava a partir de uma boca cor de rosa, hermeticamente fechada. Sob o olhar atento de Hagedorn e sua assistente, um dos corais apertava a boca e parecia soltar o ar, lançando uma nuvem de esperma no prato com um vigor surpreendente. A água borbulhava como se fosse aveia quente. Fisiologista da reprodução do Instituto Smithsonian, Hagedorn está basicamente construindo um banco de esperma de corais do mundo todo. Sua expectativa é de que a coleção – criada nos últimos anos a partir de corais encontrados no Havaí, Caribe e Austrália – seja um dia usada para restaurar e até mesmo reconstruir recifes danificados. Ela estima ter congelado 1 trilhão de amostras de esperma de corais, o suficiente para fertilizar de 500 milhões a 1 bilhão de ovos. Além disso, existem 3 bilhões de células embrionárias congeladas; algumas delas têm características de células estaminais, o que significa que podem ter potencial para se desenvolver como corais adultos. Em relação ao número de corais presentes no mar, a coleção de Hagedorn – armazenada em seu laboratório e em vários repositórios de zoológicos – é pequena. Até agora, porém, é a única do gênero. Embora os corais possam se reproduzir de modo assexuado – isto é, fragmentos de corais podem se desenvolver como clones de seus pais – Hagedorn assinala que apenas a reprodução sexual mantém a diversidade genética de populações, e com ela a capacidade de sobrevivência e adaptação de uma espécie frente às mudanças. No caso dos corais, o número de parceiros prováveis está diminuindo: com o aquecimento dos oceanos provocado pela mudança climática, os corais estão se tornando mais vulneráveis a doenças – e ao branqueamento, um problema que faz os corais estressados expelirem as algas coloridas que são fundamentais para o seu suprimento alimentar. Nos últimos anos, os eventos de branqueamento têm deixado de ser curiosidades locais e se tornado fenômenos mundiais, e em alguns casos, são tão graves e de duração tão longa que os corais não conseguem se recuperar. Enquanto isso, níveis crescentes de dióxido de carbono estão acidificando os oceanos, impedindo o crescimento dos esqueletos dos corais e enfraquecendo lentamente os ossos de carbonato de cálcio dos recifes de todo o mundo. No Caribe, as altas temperaturas da água, os surtos de doenças, a pesca predatória e outras calamidades já mataram 80 por cento dos corais da região, reduzindo muitos recifes a algas e entulhos. Uma série de problemas similares está matando corais no Pacífico, e acredita-se que a extensão de corais vivos diminuiu pela metade nas partes central e ocidental do oceano entre o início dos anos 1980 e 2003. Se esse declínio continuar, quase todos os recifes do mundo devem desaparecer até 2050. Estima-se que um quarto de todas as espécies marinhas das quais se tem conhecimento têm alguma associação com recifes de corais; algumas talvez consigam sobreviver com algas, mas não todas. Neste mês, pesquisadores que participaram do Simpósio Internacional de Recifes de Coral em Cairns, na Austrália, resumiram a situação: "Considerados em conjunto, esses fatores de tensão relacionados ao clima representam um desafio sem precedentes para o futuro dos recifes de coral e os serviços que eles prestam às pessoas". Para os cientistas marinhos cujas carreiras dependem dos recifes de coral, a coleção de Hagedorn pode trazer tranquilidade. "A Mary é minha apólice de seguro", disse Greta Aeby, bióloga que trabalha em um laboratório montado em um cais na Ilha Coconut e estuda doenças de corais em todo o Pacífico. "Estamos trabalhando o mais rápido possível", acrescentou, "mas não é suficiente. Eu sempre digo aos meus alunos: 'Pesquisem mais rápido!'". Durante décadas, preservacionistas têm trabalhado para proteger os recifes com reservas marinhas, regulamentos de pesca e outras medidas. Apesar de algumas conquistas importantes, apenas 27 por cento dos recifes do mundo se encontram dentro de reservas, e a criação delas, na melhor das hipóteses, ocorre sem regularidade. Com o aumento das pressões trazidas pelas mudanças climáticas, até mesmo os biólogos marinhos mais otimistas dizem que o futuro dos recifes de corais depende de refúgios – lugares onde as ameaças locais são mínimas, ou onde os corais ficam biologicamente mais adaptáveis às pressões da mudança climática. Embora Hagedorn apoie essas estratégias tradicionais de preservação, ela está se preparando para vê-las fracassar. Enquanto congela amostras de esperma e ovos de corais para utilização no futuro, colegas seus estão aperfeiçoando técnicas para criar corais em cativeiro, a fim de reintroduzir corais jovens em seus habitats naturais. Ela e seus colegas, porém, têm que se esforçar para arrecadar dinheiro de modo a sustentar suas iniciativas, que são muitas vezes vistas como uma distração em relação à urgência do trabalho da proteção do habitat. "Em um mundo ideal, gostaríamos de fazer as duas coisas", disse Stephen Palumbi, diretor do Estação Marinha Hopkins, da Universidade Stanford. "Claro que, em um mundo ideal, não haveria restrições de financiamento." Ainda assim, as duas estratégias podem vir a ser necessárias. "Proteger as comunidades de peixes, garantir que a qualidade da água seja boa, todos esses esforços podem assegurar a existência de diversos corais por décadas", disse Nancy Knowlton, renomada bióloga especializada em recifes de coral do Instituto Smithsonian. "Mas se continuarmos nessa trajetória de emissão de gases do efeito estufa, o único lugar onde conseguiremos encontrar muitos corais serão os congeladores da Mary." Desde 1949, quando o biólogo britânico Christopher Polge congelou e descongelou com sucesso um frasco de esperma de galo, os cientistas utilizaram a técnica em dezenas de espécies, incluindo seres humanos, porcos, ostras e zangões. No entanto, cada espécie reage de um modo ao congelamento de seu esperma, e dominar a criopreservação de uma única espécie pode levar anos de experimentos. Os ovos e as amostras de esperma, por serem muito maiores, são ainda mais difíceis de preservar. "Às vezes, é preciso levar vários tapas na cara para chegar ao próximo passo", disse Kenneth Storey, pesquisador de criopreservação da Universidade de Carleton, em Ottawa. "Esse é um trabalho árduo, um trabalho empírico árduo. É difícil." Em seu trabalho no Havaí e em outros lugares, Hagedorn encontrou não apenas as frustrações, mas também a natureza peculiar e misteriosa dos corais. Ao mesmo tempo vegetais, animais e minerais, os corais são colônias de criaturas simples, chamadas de pólipos, alojadas em esculturas distintas de carbonato de cálcio que formam os recifes de coral. Pouco se sabe a respeito da reprodução dos corais: a desova periódica de esperma e ovos de coral era basicamente desconhecida pelos cientistas até o início de 1980, quando uma equipe de pesquisadores australianos, ao realizar um mergulho noturno, começou a encontrar inúmeras ovas de cabeça para baixo. Os pesquisadores ainda não sabem ao certo o motivo de tantas desovas estarem ligadas às fases da lua. Como o coral Fungia do campus do Instituto de Biologia Marinha do Havaí, os corais, por vezes, alteram seus horários de desova previstos, e Hagedorn passou noites na costa de Porto Rico e Belize ansiosa, à espera de que corais ameaçados começassem a sua desova anual em águas abertas. Mas a sorte esteve com ela no segundo semestre do ano passado, quando viajou com um grupo de colegas para a Austrália, a convite do Instituto Australiano de Ciência Marinha. Usando técnicas desenvolvidas por Hagedorn, eles coletaram e congelaram o esperma e as células de colônias de Acropora tenuis e Acropora millepora, duas das cerca de 400 espécies de corais nativas da Grande Barreira de Corais. Hoje, as células e as amostras de esperma dos corais estão armazenadas em nitrogênio líquido no Zoológico Taronga Western Plains, em Nova Gales do Sul, juntamente com amostras congeladas de esperma de coalas, cangurus da espécie Petrogale xanthopus e dugongos. Em 2009, JoGayle Howard, pesquisadora do Zoológico Nacional conhecida como a "rainha do esperma", produziu grupos saudáveis de furões-do-pé-preto por meio da inseminação de um furão fêmea com esperma coletado e congelado mais de 20 anos antes, proporcionando uma diversidade genética valiosa para as espécies ameaçadas de extinção. Howard, que morreu em 2011, continua sendo uma inspiração para Hagedorn: quando o clima tropical ou os caprichos da desova de corais interrompem o seu trabalho, ela gosta de lembrar que até mesmo um frasco de esperma congelado pode fazer todos os problemas valerem a pena. "Lembremos do furão-do-pé-preto", disse ela. "Apenas alguns poucos indivíduos podem fazer com que uma população comece de novo." 
Foto: Bruce Dale / National Geographic Image Sales/Cientistas estão construindo um banco de esperma de corais do mundo todo  
Fonte: Último Segundo

Fotógrafo registra momento em que camaleão capturava gafanhoto



Um camaleão foi fotografado no exato momento em que capturava um gafanhoto. A cena foi registrada pelo fotógrafo Thomas Marent no parque nacional de Andasibe-Mantadia, em Madagascar, segundo o jornal inglês "Daily Telegraph".
Foto: Camaleão foi fotografado no exato momento em que capturava um gafanhoto. (Foto: Reprodução/Daily Telegraph)  
Fonte: G1

RioTurag

Diversos barcos navegam pelo rio Turag, perto de Dacca em Bangladesh. Centenas de hidrovias cortam o país asiático que tem poucas elevações acima do nível do mar. 
Foto: Dick Durrance II / National Geographic Image Sales  
Fonte: Último Segundo

Árvores maiores e mais velhas estão ameaçadas de extinção

As árvores maiores e mais velhas do mundo correm risco de desaparecer. A informação é de um estudo publicado no dia 7 de dezembro, na revista Science. Segundo os cientistas responsáveis pelo estudo, os organismos vivos mais antigos do planeta estão desaparecendo de forma alarmante. "É um problema mundial que ocorre em quase todos os tipos de florestas", observou o líder da pesquisa, David Lindenmayer, da Universidade Nacional da Austrália, à Agência France Presse. Árvores entre 100 e 300 anos de idade, localizadas em regiões como Europa, Américas do Norte e do Sul, África, Ásia e Austrália, estão desaparecendo. Destaque para sorveiras da Austrália, os pinhos dos Estados Unidos, as sequoias da Califórnia e os baobás da Tanzânia. "Da mesma forma que os grandes animais, como os elefantes, os tigres ou os cetáceos [ordem que inclui baleias e golfinhos], cuja população está em forte declínio, uma série de indícios mostra que estas árvores correm o mesmo risco", frisou o estudo. Os cientistas apontaram também que o fenômeno é resultado da combinação de fatores como o aquecimento climático, o desmatamento e a necessidade de terras agrícolas. Além de servirem como habitat para espécies, sobretudo aves, essas árvores agem como poços de carbono, tendo papel fundamental no ciclo hidrológico. 
 Foto: O fenômeno é resultado de um conjunto de fatores/Foto: Mullenkedheim  
Fonte: EcoD

Fósseis de tigre-dente-de-sabre são achados em deserto nos EUA

Cientistas americanos anunciaram a descoberta de fósseis de tigres-dente-de-sabre em um deserto do oeste do país. O material foi encontrado em junho, mas só agora será exposto em um museu do Condado de San Bernardino, na Califórnia. Segundo os especialistas, a descoberta de um fóssil do tipo seria considerada rara em qualquer lugar do mundo, mas é particularmente significativa para a região. O fóssil estava no deserto ao norte de Las Vegas, no estado de Nevada, onde nunca tinha sido feita nenhuma descoberta com este impacto. 
Foto: Fósseis de ossos das patas de tigres-dente-de-sabre (Foto: AP Photo/San Bernardino County Museum)  
Fonte: G1

domingo, 23 de dezembro de 2012

Desastres naturais colocam governos e opinião pública em alerta

Terremotos, furacões, tempestades e tsunamis sempre causaram pânico e morte em diferentes regiões do mundo. Apesar dos governos aperfeiçoarem as medidas para lidar com esses fenômenos, estabelecendo fortes programas de prevenção, muitos são os países que ainda não conseguem administrar o impacto das forças da natureza. No dia 16 de setembro é celebrado o Dia Internacional para a Prevenção contra Desastres Naturais. Relembre na galeria a seguir as últimas tragédias que mais chocaram a população mundial.


Foto 1: Japão 2011: O tsunami que devastou a costa nordeste do Japão, e que contribuiu para provocar os terríveis acidentes envolvendo a usina nuclear de Fukushima, formou ondas de até 23 metros de altura. A estimativa é que 15 mil morreram; o medo da contaminação radioativa ainda continua na região.

Foto 2: Haiti 2010: Um terremoto que atingiu sete pontos na escala Richter provocou uma tragédia em várias cidades do Haiti, principalmente na capital do país, Porto Príncipe. Desabrigados, feridos e mais de 50 mil mortos foi o saldo da passagem do fenômeno no local. Centenas de edifícios desabaram, inclusive o palácio presidencial de Porto Príncipe.

Foto 3: Mianmar 2008: O ciclone Nargis aterrorizou Mianmar por mais de 10 horas em 2208. Com ventos de até 190 km/h, o fenômeno deixou 78 mil mortos e provocou estragos principalmente na região litorânea, destruindo residências e modificando até os contornos das regiões à beira-mar.


Foto 4: Hungria 2007: A forte onda de calor que castigou a Hungria em 2007 provocou a morte de 500 pessoas. A temperatura média em julho permaneceu acima dos 30° em quase todas as regiões, inclusive na capital, Budapeste.

Foto 5: Indonésia 2006: A cidade de Yogyakarta, localizada na ilha de Java, território da Indonésia, foi a principal afetada pelo terremoto de 6,3 pontos na escala Richter que atingiu a região em 2006. O tremor provocou a morte de aproximadamente 6,2 mil pessoas e deixou mais de 200 mil desabrigadas.

Foto 6: Caxemira 2005: A região da Caxemira, localizada na fronteira entre Paquistão e Índia, foi palco de uma catástrofe provocada por um terremoto em 2005. Apesar do tremor ter durado apenas 10 segundos, prédios e casas desabaram mesmo em regiões de até 100 km de distância do epicentro. Cerca de 80,5 mil pessoas morreram.


Foto 7: Ásia 2004: Um dos mais violentos tsunamis que o mundo já vivenciou foi o que castigou oito países localizados no sudeste da Ásia em 2004. A força do maremoto deixou cinco milhões de pessoas desabrigadas e 158 mil mortas.


Foto 8: França, Espanha e Itália, 2003: Uma das mais intensas ondas de calor da atualidade castigou em 2003 várias regiões da França, Espanha e Itália e deixou mais de 50 mil mortos. A temperatura permaneceu acima dos 40° na maioria dos dias do mês de julho.

Foto 9: Afeganistão 2002: O Afeganistão vivenciou uma série de terremotos em 2002, que provocaram a morte de 2,5 mil pessoas. Apenas 24 horas após o primeiro tremor ter causado destruição e pânico nas cidades, outro forte tremor afetou ainda mais a região norte do país.

Foto 10: Índia 2001: Em 2001 a cidade de Gujarat, na Índia, foi aterrorizada por dois terremotos que, somados, deixaram mais de 50 mil mortos. Um mês após o primeiro tremor ter provocado destruição e a morte de 20 mil pessoas, outro tremor encerrou a tragédia com mais 30 mil mortos. 
Fonte: MSNVERDE

Túmulos de mais de 3 mil anos são encontrados no Paquistão

Arqueólogos italianos descobriram túmulos de mais de 3 mil anos no Vale do Swat, sugerindo que existiam ritos funerários complexos nesta região paquistanesa controlada pelos talibãs há alguns anos, indicou uma autoridade. Esta missão arqueológica italiana iniciou as escavações nos anos 50, no sítio de Udegram, no Swat, uma região do noroeste do Paquistão também conhecida como a "Suíça do Paquistão", devido a seus vales verdes que também escondem tesouros de um passado budista. Os arqueólogos, que sabiam da existência de uma necrópole pré-budista em Udegram, descobriram recentemente nesta região "cerca de 30 túmulos, reunidos e parcialmente entrelaçados uns sobre os outros", disse à AFP Luca Maria Olivieri, chefe da missão arqueológica italiana no Paquistão. "O cemitério parece ter funcionado entre o fim do segundo milênio antes de Cristo e a primeira metade do primeiro milênio" da mesma era, acrescentou.  
Ritos: "Estes túmulos nos dizem muito acerca destas culturas antigas... que tinham ritos funerários complexos", com uma primeira etapa de decomposição dos corpos em um túmulo aberto, depois da qual os ossos eram queimados parcialmente, e guardados em um túmulo fechado, antes que um montículo fosse erguido sobre ele, explicou Olivieri. Até o momento, os arqueólogos não encontraram evidências de armas, mas apenas fragmentos de ferro, "que são, talvez, um dos rastros mais antigos deste metal no subcontinente" indiano, acrescentou Olivieri. Esta região está repleta de sítios budistas, pouco visitados pelos turistas estrangeiros, e que são alvo dos insurgentes talibãs, hostis à herança desta religião. Os talibãs paquistaneses tomaram o controle do Swat entre 2007 e 2009, antes de serem derrubados por uma ofensiva do exército paquistanês. 
Foto: Túmulo encontrado no Paquistão (Foto: AFP) 
Fonte: G1

EUA incluem focas do Ártico em lista de animais em risco de extinção

Duas espécies de focas encontradas no Ártico foram incluídas em uma lista de animais em risco de extinção mantida pelos Estados Unidos, informa o órgão americano responsável pelos mares e pela atmosfera, o NOAA. Segundo o NOAA, a foca anelada (Pusa hispida) e a foca-barbuda (Erignathus barbatus) foram reconhecidas oficialmente como em risco devido à perda de habitat pelo derretimento do gelo no Oceano Ártico. Os ursos polares já integravam a lista, informou uma nota do órgão no dia 21 de dezembro. A Lei de Espécies Ameaçadas de Extinção dos EUA, que define uma lista de animais nestas condições que requerem cuidados especiais para sua preservação, diz que uma espécie em risco "é qualquer espécie que possivelmente se tornará ameaçada em um futuro próximo, em todo seu habitat ou em uma porção significativa dele". Portanto, as espécies de focas estão a um degrau de serem consideradas em grande ameaça de extinção, diz o NOAA. A decisão não vai resultar em restrições imediatas a ações humanas, como caça ou pesca de subsistência realizada por nativos no Alasca, diz o órgão dos EUA. No entanto, fundos federais que financiem projetos com potencial para atingir as espécies de focas devem ser revistos. A medida visa garantir proteção às focas, segundo o NOAA. 
Degelo no Ártico: "Nossos pesquisadores revisaram extensamente as melhores informações científicas sobre o assunto. Eles concluíram que houve redução significativa no gelo oceânico [do Ártico] e que esta mudança deve atingir a população de focas", disse o diretor de proteção ambiental do NOAA para o Alasca, Jon Kurland, em entrevista ao site da instituição. O órgão federal espera trabalhar em conjunto com o estado do Alasca e com comunidades nativas da região para "identificar regiões em que houve perda crítica de habitat para as duas espécies de focas". As mudanças climáticas que aceleraram o degelo no Ártico afetaram também a formação de neve ao longo do ano, o que deve atingir em cheio as focas aneladas, já que elas "protegem e cuidam de seus filhotes em cavernas de gelo na região", diz o NOAA.


Foto 1: Filhote de foca anelada deixa caverna de neve; espécie vai receber medidas de proteção devido à ameaça, diz NOAA (Foto: Michael Cameron/NOAA/Reuters)


Foto 2: Foca-barbuda no litoral do Alasca, nos Estados Unidos (Foto: John Jansen/NOAA/Reuters)  



Fonte: G1

Cientistas criam antídoto para veneno letal de água-viva

Cientistas da Universidade do Havaí descobriram que a ação do veneno proveniente da queimadura da água-viva-caixa-australiana, que, segundo pesquisadores, é um dos animais mais letais do mundo, pode ser retardada com a administração de um composto com zinco. Uma pesquisa sobre o novo tipo de tratamento foi publicada no dia 12 de dezembro no periódico científico “PLoS ONE”. O veneno desses cnidários é capaz de matar rapidamente se entrarem na pele e atingirem o sistema sanguíneo. Em testes feitos com o sangue humano e com camundongos, foi possível verificar que o veneno, ao entrar em contato com poros da parede celular, faz com que as células vermelhas do sangue liberem uma grande quantidade de potássio, causando parada cardíaca e até morte. Segundo Angel Yanagihara, principal autor do estudo, o grupo de pesquisa buscou entender como o veneno da água-viva-caixa podia agir de forma tão rápida. Ele afirma que os estudiosos descobriram hemolisinas, um tipo de exotoxina produzida por bactérias, presentes no veneno da água-viva. Tais substâncias seriam responsáveis por uma “avalanche” de reações nas células. “Isso inclui uma liberação maciça, quase que instantânea, de potássio, que pode causar colapso cardiovascular agudo”, explicou o pesquisador em um comunicado. Os autores então trataram as células atingidas com um composto de zinco chamado de gluconato de zinco, que conseguiu inibir o processo de liberação do potássio. Eles verificaram que o composto tornou lenta a formação de poros na parede das células sanguíneas e elevou o tempo de sobrevivência de camundongos testados. A pesquisa sugere que a administração rápida do composto com zinco pode ser um potencial antídoto para salvar a vida de humanos vítimas de picadas das água-vivas. 
Foto: Imagem de exemplar da água-viva-caixa-australiana. Veneno deste animal pode ser letal para humanos (Foto: Robert Hartwick/PLoS ONE)  
Fonte: G1

Litoral do país perdeu 80% de recifes de corais em 50 anos

Estudo inédito realizado que monitorou a saúde dos recifes de corais aponta que nos últimos 50 anos o país perdeu cerca de 80% desse ecossistema devido à extração e à poluição doméstica e industrial. O restante existente está ameaçado pelos efeitos da mudança climática. O primeiro “Monitoramento de recifes de corais no Brasil”, executado de 2002 a 2010 pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), aponta os recifes que existem próximo a a grandes metrópoles do Nordeste, região onde se concentra esse ecossistema, são os mais prejudicados. Os dados do estudo serão divulgados durante a sétima edição do Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação, realizado em Natal (RN) pela Fundação Grupo Boticário. Coordenado pela professora Beatrice Padovani, do Departamento de oceanografia da UFPE, o monitoramento constatou a presença de recifes de corais desde a costa nordeste do Rio Grande do Norte até o Sul da Bahia, se espalhando por cerca de 2 mil km do litoral brasileiro. Os recifes de corais no país são ecossistemas costeiros compostos por ao menos 18 espécies diferentes de corais, além de algas e peixes como garoupas, peixes-papagaio e peixes-cirurgião. Podem ser encontrados até cem metros de profundidade ou na costa de grandes cidades, como Recife (PE), Maceió (AL) e Salvador (BA). Porém, constatar a presença de corais próximos às grandes capitais pode representar, em alguns casos, sua sentença de morte. Isso porque nessas regiões os recifes sofrem com o lançamento de esgoto não tratado direto no mar ou com a remoção ilegal de organismos. “Os danos são causados por impactos de origem terrestre como a poluição doméstica, industrial e da agricultura, o aumento da sedimentação (envio de terra para o fundo do mar) causado pelo desmatamento da Mata Atlântica e dos mangues, além do fácil acesso que leva à retirada de organismos para construção, ornamentação e pesca”, disse. Dados do estudo, baseados em pesquisas feitas anteriormente, mostram que em cinco décadas houve uma redução de 80% dos recifes de corais brasileiros. “Até a década de 1980, houve muita extração de corais para fabricação de cal no país. Essa remoção era feita com picaretas ou explosivos. Só houve uma redução após a criação de leis específicas”, disse Beatrice. Outro problema grave que afeta esse ecossistema é a sobrepesca, que ameaça espécies de peixe que dependem desses organismos. Segundo a pesquisa, mesmo com a criação de unidades de conservação de proteção integral ao longo do litoral, peixes maiores e com ciclo de vida longo continuam a ser afetados, como a garoupa e o budião. “Como essas espécies têm papel fundamental nos recifes, controlando outras populações, (...) as consequências da redução de exemplares são a perda da resiliência do ecossistema, ou seja, a diminuição da capacidade de retornar ao estado anterior quando perturbado”, explica a pesquisadora. 
Mudança climática pode afetar ainda mais ecossistema: Outro grande problema que ameaça os recifes brasileiros é o aquecimento dos oceanos, devido à elevação da temperatura global -- resultado da mudança climática. Eventos cíclicos de branqueamento e mortalidade de corais têm aumentado dramaticamente à medida que a temperatura do mar alcança valores mais altos e há maior ocorrência de eventos climáticos como El Niño (fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico perto dos trópicos). A acidificação dos mares, consequência das emissões de carbono da atmosfera, é outro fator agravante. A água capta esse carbono e se torna mais ácida. De acordo com a pesquisadora, o Brasil foi bastante atingido por branqueamento em 1998, 2003 e 2010. Em 1998 e 2010, 50% da população de corais ficou branca, mas a recuperação foi considerada boa – apesar de reduções localizadas de cobertura. “Em 2012, é provável a ocorrência de um novo El Niño. Os recifes que vão sofrer mais serão aqueles em pior estado de conservação, afetados pela poluição, e que podem ser afetados por doenças”, explica.  
Unidades de conservação protegem organismos: O estudo diz ainda que os recifes de corais mais protegidos no Brasil são aqueles localizados dentro de unidades de conservação, como no Arquipélago de Fernando de Noronha (PE). A pesquisa aponta para o poder público formas de aumentar a preservação deste ecossistema, como aumentar a recuperação de matas ciliares e controlar o manejo de bacias hidrográficas. “É preciso controle de poluição, turismo e pesca, proteção para os grupos de peixes mais afetados, incluindo as áreas de berçário e desova dessas espécies”, diz a pesquisadora. Ela cita ainda a importância de conservar as áreas de mangues, que têm ligação importante com os recifes – além de servir como ambiente alternativo para diversos animais e organismos marinhos ao longo de seu ciclo de vida. O programa de monitoramento será mantido pelo MMA, através do Instituto Chico Mendes (ICMBio).


Foto 1: Recife saudável em Fernando de Noronha (PE). A espécie na fotografia é a 'Montastrea cavernosa', dominante na região de Noronha. (Foto: Divulgação/Zaira Matheus)

Foto 2: À esquerda, mergulhador durante monitoramento de recifes de corais. À direita, corais saudáveis e branqueados em Maracajau (RN). (Foto: Divulgação/Zaira Matheus)



Foto 3: Desde Atol das Rocas, no Rio Grande do Norte (primeiro ponto amarelo no topo do mapa), até Abrolhos, no Sul da Bahia (último ponto azul do mapa). Monitoramento englobou 2 mil km de recifes de corais. (Foto: Divulgação)  


Fonte: G1

Animal mais antigo viveu 30 milhões de anos antes do previsto

Pesquisadores da Universidade de Alberta, no Canadá, descobriram no Uruguai uma prova física de que animais existiram há 585 milhões de anos, 30 milhões de anos antes que as evidências científicas mostravam até agora. Os resultados do estudo estão publicados na revista “Science”. Até então, o fóssil mais antigo do mundo tinha 555 milhões de anos e havia sido localizado na Rússia. O achado foi por geólogos da equipe de Ernesto Pecoits e Natalie Aubet, que encontraram trilhas fossilizadas de um animal semelhante a uma lesma, com cerca de 1 centímetro de comprimento. O rastro foi deixado em um terreno sedimentar com lodo. A equipe chegou à conclusão de que as trilhas foram feitas por um bicho primitivo bilateral, que se diferencia de outras formas de vida simples por ter uma simetria superior diferente da parte inferior, além de um conjunto único de “pegadas”. Os pesquisadores dizem que as faixas fossilizadas indicam que a musculatura desse animal mole lhe permitia mover-se pelo solo raso do oceano. O padrão de movimento da “lesma” indica uma adaptação evolutiva para buscar comida – o material orgânico do sedimento. A idade precisa dos rastros foi calculada pela datação de uma rocha vulcânica que se “intrometeu” na rocha sedimentar onde os caminhos foram achados. O processo incluiu um retorno ao Uruguai para coletar mais amostras da rocha fossilizada e várias sessões de análise por um método chamado espectrometria de massa, que identifica diferentes átomos presentes em uma mesma substância. Ao todo, os autores do estudo levaram mais de dois anos para ficarem satisfeitos com a precisão da idade de 585 milhões de anos. Segundo o paleontógo Murray Gingras, da mesma equipe, é comum que animais de corpo mole desapareçam, mas suas trilhas virem fósseis. O geomicrobiólogo Kurt Konhauser diz que a descoberta abre novas questões sobre a evolução desses animais – como foram capazes de se mover e procurar alimento – e as condições ambientais envolvidas. Além desses pesquisadores, o trabalho contou com a participação de Larry Heaman e Richard Stern. 
Foto: Rastros de animal são comparados ao tamanho de uma moeda canadense, para dar a dimensão do tamanho das 'pegadas' deixadas por 'lesma' primitiva (Richard Siemens/Universidade de Alberta). 
Fonte: G1

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Cientista batiza novas aranhas em homenagem a Obama e Bono Vox

Um pesquisador do Museu de História Natural da Universidade de Auburn, nos Estados Unidos, descobriu 33 novas espécies de aranha na região sudoeste do país. Duas foram batizadas com nomes de celebridades: Aptostichus barackobamai, em homenagem ao presidente dos EUA, Barack Obama; e Aptostichus bonoi, cujo nome homenageia Bono Vox, vocalista do grupo de rock irlandês U2. odas as espécies pertencem ao gênero Aptostichus, que agora passa a conter 40 espécies, sendo uma delas já famosa - ela leva o nome de Aptostichus angelinajolieae, homenagem à atriz Angelina Jolie, e foi descoberta em 2008 pelo pesquisador Jason Bond, da Universidade de Auburn, o mesmo encontrou as 33 novas espécies. Outras homenagens feitas pelo pesquisador são as aranhas Aptostichus edwardabbeyi, cujo nome remete ao ambientalista Edward Abbey; e a Aptostichus chavezi, uma homenagem ao ativista César Chávez, que atuou pelos direitos civis, segundo o estudo. A pesquisa com os detalhes das novas espécies foi publicada no periódico "ZooKeys", no dia 19 de dezembro. Aranha de alçapão: Os aracnídeos descobertos são do tipo conhecido popularmente nos EUA como "trapdoor spider" (aranha de alçapão), e foram encontrados na Califórnia e em outros estados. As aranhas deste tipo são raramente vistas, porque vivem em buracos no solo cobertos por "alçapões", formados com uma mistura de teia, terra, folhas e galhos de plantas. Estas "tampas" das tocas permitem que a aranha se esconda de dia e fique à espreita de presas desavisadas que passem à noite, de acordo com o estudo. "As aranhas deste grupo, em particular, estão entre algumas das mais belas com as quais eu já lidei. Algumas espécies possuem listras no abdômen que lembram a pele de um tigre", disse Bond, na pesquisa.  
As espécies recém-descobertas são: Aptostichus dantrippi, Aptostichus cabrillo,Aptostichus pennjillettei, Aptostichus asmodaeus, Aptostichus nateevansi, Aptostichus chiricahua, Aptostichus icenoglei, Aptostichus isabella, Aptostichus muiri, Aptostichus barackobamai, Aptostichus sinnombre, Aptostichus hedinorum, Aptostichus aguacaliente,Aptostichus chemehuevi, Aptostichus sarlacc, Aptostichus derhamgiulianii, Aptostichus anzaborrego, Aptostichus serrano, Aptostichus mikeradtkei, Aptostichus edwardabbeyi,Aptostichus killerdana, Aptostichus cahuilla, Aptostichus satleri, Aptostichus elisabethae,Aptostichus fornax, Aptostichus lucerne, Aptostichus fisheri, Aptostichus bonoi, Aptostichus cajalco, Aptostichus sierra, Aptostichus huntington, Aptostichus dorothealangeae e Aptostichus chavezi.


Foto 1: Aranha fêmea da espécie 'Aptostichus barackobamai', batizada em homenagem ao presidente Obama (Foto: Divulgação/"ZooKeys")



Foto 2: Estruturas da espécie de aranha 'Aptostichus bonoi' (Foto: Divulgação/"ZooKeys")


Foto 3: Aranha macho da espécie 'Aptostichus barackobamai' (Foto: Divulgação/"ZooKeys")


Foto 4: Aranha fêmea da espécie recém-descoberta 'Aptostichus chavezi' (Foto: Divulgação/"ZooKeys")


Foto 5: Aranha fêmea da espécie recém-encontrada 'Aptostichus cabrillo' (Foto: Divulgação/"ZooKeys")


Foto 6: Aranha macho da espécie 'Aptostichus angelinajolieae', descoberta em 2008 pelo mesmo pesquisador (Foto: Divulgação/"ZooKeys")  


Fonte: G1

Brasília abriga exposição de patrimônios mundiais listados pela Unesco

Você sabe quais são os 19 sítios culturais e naturais do Brasil que foram reconhecidos pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como patrimônios mundiais da humanidade? A cidade de Brasília inaugurou no dia 17 de dezembro uma exposição que reúne 59 painéis sobre o tema na Estação Central do Metrô. O evento comemora os 25 anos da inscrição da capital federal na lista. Organizada pela Unesco e pelo governo do Distrito Federal, a exposição deverá passar por outras estações de metrô em 2013. A lista da Unesco tem mais de 900 bens inscritos em todo o mundo. De acordo com o secretário de turismo do Distrito Federal, Luis Otávio Neves, a mostra é uma homenagem à importância de Brasília, que segundo ele se tornou um grande marco da modernidade. Para o representante da Unesco no Brasil, Lucien Muñoz, a responsabilidade de cuidar de Brasília, como Patrimônio Histórico, não deve ser só do governo, mas também de toda a sociedade. Entre os demais sítios da Unesco no Brasil estão: Ouro Preto, Olinda, o Parque Nacinal da Serra da Capivara, a Mata Atlântica e a Praça de São Francisco, na cidade de São Cristóvão, no Sergipe, entre outros bens. Sítios brasileiros e datas de inscrição como patrimônios da humanidade 
1. Cidade Histórica de Ouro Preto (1980) 
2. Centro Histórico de Olinda (1982) 
3. Centro Histórico de Salvador (1983) 
4. Missões Jesuíticas de São Miguel (1985) 
5. Santuário do Bom Jesus de Matosinhos (1985) 
6. Parque Nacional do Iguaçu (1986) 
7. Brasília (1987) 
8. Parque Nacional da Serra da Capivara (l981) 
9. Centro Histórico de São Luís (1997) 
10. Centro Histórico de Diamantina (1999) 
11. Mata Atlântica - Reservas do Sudeste (1999) 
12. Costa do Descobrimento (1999) 
13. Área de Conservação do Pantanal (2000) 
14. Parque Nacional do Jaú (2000) 
15. Ilhas Atlânticas Brasileiras - Reservas de Fernando de Noronha e Atol das Rocas (2001) 
16. Áreas protegidas do Cerrado: Chapada dos Veadeiros e Parque Nacional das Emas (2001) 
17. Centro Histórico de Goiás (2001) 
18. Praça de São Francisco, na cidade de São Cristóvão, SE (2010) 
19. Rio de Janeiro, paisagens cariocas entre a montanha e o mar (2012) 
Foto: Brasília, Ouro Preto, Salvador e Rio de Janeiro integram a lista da Unesco  
Fonte: EcoD

Árvores da Amazônia podem resistir a aquecimento da Terra

Análise genética feita em árvores por pesquisadores dos Estados Unidos e do Reino Unido aponta que muitas espécies existentes na Amazônia continental conseguiriam sobreviver aos efeitos mudança climática causada pela atividade humana, aponta estudo divulgado no dia 13 de dezembro no periódico científico “Ecology and Evolution”. Um sequenciamento genético feito em espécies de árvores encontradas no bioma conseguiu detectar mutações que datam de 8 milhões de anos. Tais evoluções encontradas indicaram que as árvores sobreviveram a períodos anteriores com alta temperatura global, comparados àqueles que podem ser registrados futuramente no planeta devido às emissões de gases-estufa – conforme previsão do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC). No entanto, incêndios florestais provocados e a superexploração de recursos naturais ameaçam o futuro do bioma, que cobre uma extensão de 7,8 milhões de km² e abrange nove países da América do Sul (Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela). De acordo com pesquisadores, durante o período Mioceno (entre 11,5 milhões a 5,3 milhões de anos atrás) as temperaturas que atingiram a região amazônica se aproximavam à projeção do IPCC para 2100, utilizando o pior cenário de fortes emissões de carbono. Relatório do grupo divulgado em 2007 aponta para uma alta de  6,4 ºC se a população e a economia continuarem crescendo rapidamente e se for mantido o consumo intenso dos combustíveis fósseis (pior cenário). Isso poderia causar secas extremas no bioma e um fenômeno chamado de savanização, quando a floresta mudaria de perfil, com uma existência maior de plantas que conseguem sobreviver a altas temperaturas (seleção natural), assim como aquelas que já existem no cerrado brasileiro. Previsão do IPCC aponta aumento médio global das temperaturas entre 1,8 ºC e 4,0 ºC até 2100, com possibilidade de alta para 6,4 ºC, no pior cenário  
Maior proteção contra ação humana: Os cientistas analisaram 12 espécies de árvores existentes em regiões do Panamá e Equador. Além disso, foram usadas amostras encontradas no Brasil, Peru, Guiana Francesa e Bolívia. Christopher Dick, autor do estudo e professor da Universidade Michigan, nos EUA, afirma que a pesquisa fornece evidências de que as árvores da Amazônia que já enfrentaram temperaturas altas podem até tolerar, a curto prazo, mudanças ambientais futuras. No entanto, Simon Lewis, University College London e da Universidade Leeds, ambas britânicas, que também participou do estudo, adverte que a sobrevivência dessas espécies às alterações climáticas dependerá de uma maior proteção da floresta, que enfrenta forte influência humana – o que não acontecia há milhões de anos. Por conta disto, pede uma maior política de conservação para combater o desmatamento voltado à agricultura ou mineração. “Nós também precisamos de ações mais agressivas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, com o intuito de minimizar o risco da seca e impactos das queimadas, além de garantir o futuro da maioria das espécies amazônicas”, explica o pesquisador em comunicado.  
Desmate avança na Amazônia sul-americana em 10 anos: Entre 2000 e 2010, a Amazônia continental perdeu o total de 240 mil km² devido ao desmatamento, o equivalente a uma Grã-Bretanha, de acordo com dados reunidos pela Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georreferenciadas (RAISG), divulgados por 11 organizações não governamentais. É como se, em 11 anos, “sumisse do mapa” área equivalente a quase seis vezes o tamanho do estado do Rio de Janeiro. Os números integram o documento “Amazônia sob pressão”, que reúne informações sobre a degradação registrada ao longo da última década na região englobada pelo bioma. No período, o Brasil foi o principal responsável pela degradação da floresta (80,4%), seguido do Peru (6,2%) e Colômbia (5%). A quantidade é proporcional à área de floresta englobada pelo país (uma participação de 64,3% no território amazônico). Apesar do número alto, nos últimos anos o Ministério de Meio Ambiente tem divulgado redução na degradação da Amazônia Legal (que abrange nove estados do país). De acordo com dados do sistema Prodes (Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal), entre agosto de 2011 e julho de 2012 houve a perda de 4.656 km² de floresta, área equivalente a mais de três vezes o tamanho da cidade São Paulo. O índice é 27% menor que o total registrado no período entre agosto de 2010 e julho de 2011 (6.418 km²).  
Ameaças e pressões: Sobre a influência humana na floresta amazônica, o documento divulgado por ONGs afirma que todas as sub-bacias do bioma foram afetadas por algum tipo de ameaça ou pressão -- construção de estradas, exploração de petróleo e gás, construção de hidrelétricas, implantação de garimpos para mineração, desmatamento e queimadas. Em relação à construção de estradas, o documento diz que planos para conectar os oceanos Atlântico ao Pacífico aceleram a pressão sobre a Amazônia, e que o Peru e a Bolívia são os países que detêm o maior número de rodovias construídas no meio da floresta. O relatório aponta também que em toda a Amazônia existem 171 hidrelétricas em operação ou em desenvolvimento, além de 246 projetos em estudo. No caso da mineração, as zonas de interesse somam 1,6 milhão de km² (21% do território do bioma), em especial na Guiana. Sobre a exploração de petróleo e gás, atualmente existem 81 lotes sendo explorados, mas há outros 246 que despertam interesse da indústria petrolífera. Referente às queimadas, o relatório diz que o sudeste da Amazônia, entre o Brasil e a Bolívia, concentra a maior quantidade de focos de calor -- a região recebe o nome de "arco do desmatamento". Esta faixa territorial vai de Rondônia, passando por Mato Grosso, até o Pará.
 

Foto: Garimpo ilegal localizado no meio da floresta amazônica, na fronteira entre a Bolívia e Brasil (Foto: Jorge Silva/Reuters)  


Fonte: G1

Cientistas acham bactérias vivendo em condições extremas na Antártica

Pesquisadores americanos anunciaram a descoberta de bactérias que vivem em um lago salgado da Antártica sem luz nem oxigênio, um ambiente extremo que pode existir em outras partes do nosso Sistema Solar. Esse lago, chamado Vida, tem concentrações muito elevadas de substâncias como amoníaco, nitrogênio, hidrogênio, enxofre e óxido nitroso. O local abriga micro-organismos sob 20 metros de gelo, com uma taxa de salinidade superior a 20% e temperatura inferior a 13° C negativos. "A descoberta desse ecossistema nos dá pistas não apenas sobre outros ambientes gelados e isolados da Terra, mas também sobre um modelo de vida em outros planetas cobertos de gelo que podem abrigar depósitos de sal e oceanos, como Europa, uma das luas de Júpiter", disse Nathaniel Ostrom, da Univerisdade de Michigan e coautor do trabalho publicado na revista "Proceedings of the National Academy of Sciences" (PNAS). As altas concentrações de hidrogênio e óxido de nitrogênio em forma gasosa provavelmente proporcionam a fonte de energia química para a existência desse ecossistema isolado, estimam os cientistas. Esses gases se formam a partir de reações químicas da água muito salgada com rochas ricas em ferro. "Não conhecíamos até agora quase nada sobre esses processos geoquímicos e da vida microbiana nesses ambientes gelados, especialmente em temperaturas abaixo de zero", disse Alison Murray, do Instituto de Pesquisas do Deserto na Universidade de Nevada. Apesar das temperaturas baixas, da ausência de luz e da forte salinidade, a Antártica abriga uma fauna abundante de bactérias capazes de sobreviver sem energia solar. Estudos prévios no lago Vida revelam que esses ecossistemas bacterianos estiveram isolados de qualquer influência externa por quase 3 mil anos, ao contrário de outros ambientes extremos que vivem sem luz próximos a fontes hidrotermais no fundo dos oceanos. 
Foto: Lago Vida, na Antártica, está a - 13º C (Foto: Courtesy of Emanuele Kuhn/Desert Research Institute/Reno NV)  
Fontes: G1; Último Segundo