


As Ilhas Feroe ficam no Atlântico Norte, entre Escócia e Islândia, mas estão politicamente associadas à Dinamarca, ainda que gozem de autonomia desde 1948. Com cerca de 48 mil habitantes, as Ilhas Feroe são um dos poucos lugares do mundo onde a população masculina supera em número a feminina. A economia se baseia tradicionalmente na criação de carneiros e sobretudo na pesca - em especial de bacalhau e arenque. Todos os anos a população das ilhas Feroe, na Dinamarca, pesca e se alimenta com cerca de 1000 baleias entre 2 e 5 metros de comprimento. A carne do golfinho "Calderon" ou baleia piloto abrange cerca de um quarto do total do consumo de carne nesta área. Esta atividade envolve adolescentes para provar a sua entrada na vida adulta. Ainda hoje se repete todos os anos este sanguinolento massacre dos calderones nas Ilhas Feroe. Despendidos confrontos ocorrem entre os pacifistas e os habitantes destas ilhas, quando há pesca de baleias, mas as pessoas não percebem porque é que todo o mundo acha que é errado o que eles fazem. Dizem que é uma tradição muito antiga e que a espécie calderone não está ameaçada. Estudos científicos demonstram que a população dos calderones é composta por cerca de 800.000 exemplares das baleias. Em zoologia, um Calderon (Globicephala melas ou Globicephala macrorhynchus), é um cetáceo Odontoceti, família dos golfinhos. É também conhecida pelo nome de globicefalo negra ou baleia piloto. Pode não parecer verdadeiro, mas, ainda assim, a cada ano, tem lugar um brutal, dantesco massacre nas Ilhas Feroe, na Dinamarca. Um país que faz parte da União Européia. Uma tradição milenar dos ilhéus é a caça à baleia-piloto. Estas se aproximam da costa das ilhas na primavera, seguindo suas rotas migratórias. Embora o arquipélago já não dependa da carne de cetáceos, a tradição continua viva. Mas, é o massacre de golfinhos um ritual de iniciação à vida adulta para jovens feroenses, o evento mais assustador.
Fazendo uso de barcos, eles empurram os golfinhos até uma baía, fechando a saída para o oceano com redes. A maioria dos animais termina encalhando na costa. Os que permanecem nas águas mais profundas são arrastados até a praia por um gancho que é introduzido no orifício respiratório. Uma vez em terra, começam a matá-los cortando as principias artérias e a espinha dorsal na altura do pescoço. A agonia do animal pode prolongar-se por minutos, dependendo de como o corte é feito. Embora se afirme que estes massacres não representem um perigo para a estabilidade da população de cetáceos, a brutalidade da caça a estes mamíferos tem provocado críticas em nível internacional, assim como a indignação de organizações defensoras dos animais. Soma-se a isto o fato de que as autoridades de saúde alertam que comer carne de cetáceos implica em altos riscos. A carne tem hoje altas concentrações de mercúrio e cádmio, o que pode ser nocivo, especialmente no caso de crianças e mulheres grávidas. Os jovens "demonstram" através deste massacre ritual de sangue, que se tornaram adultos. É absolutamente incrível que não se faça nada para evitar esta barbárie cometida contra os Calderones, que é uma espécie de golfinho inteligentíssimo e que tem a particularidade de se aproximar dos cidadãos por curiosidade.
Fonte:Radio Nederland Wereldomroep (RNW); Jornal A Paulista; Jornal O Rebate. (Todos na Íntegra)
Maria Célia Amorim







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