sábado, 19 de setembro de 2009

Cinco vezes maior do que a Terra

Não tem jeito, não consigo perder a oportunidade para colocar alguma informação que acho relevante no campo da Ciência. Pessoal, tenho reparado que quase niguém tem feito comentário ou postado alguma crítica. Esse espaço é para discussão e para que possamos trocar ideias, por isso não fiquem acanhados. A novidade está por conta do anúncio feito por cientistas da detecção do planeta mais parecido com a Terra jamais achado fora do Sistema Solar. A descoberta faz parte de um projeto internacional, que inclui o Brasil, que, desde o lançamento do satélite Corot, em 2006, rastreia o espaço em busca de vida extraterrestre. Com ela, dizem os cientistas envolvidos, se chega cada vez mais perto da detecção de um planeta favorável à vida. O CoRoT-7b, como foi batizado, é cinco vezes maior do que a Terra. Tem uma superfície rochosa bem similar à do nosso planeta e a densidade parecida. O problema, dizem os cientistas, é que o CoRoT-7b é quente demais para abrigar vida. O CoRoT-7b é um exoplaneta, como são chamados aqueles localizados fora do nosso Sistema Solar. Até agora, já foram encontrados 374 exoplanetas orbitando outras estrelas além do Sol. A maioria, porém, é de gigantes gasosos com características semelhantes às de Netuno, que tem 17 vezes a massa da Terra. Mas, o CoRoT-7b é diferente dessa turma. Ele tem cinco vezes a massa da Terra. Combinado com seu raio, isso sugere que tenha uma superfície sólida e uma densidade semelhante à do nosso planeta. Além da Terra, outros três planetas no Sistema Solar têm uma superfície rochosa: Mercúrio, Vênus e Marte. O CoRoT-7b completa uma órbita a cada 20 horas, a uma distância de apenas 2,5 milhões de quilômetros da sua estrela. Seu raio é cerca de 80% maior que o da Terra. E é quente, muito quente: sua temperatura oscila entre 1,5 mil graus Celsius e 1,5 mil graus Celsius. Não pode abrigar vida. O CoRoT-7b foi descoberto em março deste ano. Para "ver" o planeta, os pesquisadores analisaram o brilho da estrela que é sua referência. De tempos em tempos, o planeta passa em frente à estrela, fazendo com que o astro fique ofuscado. A capacidade de detectar com precisão essas variações de luz é um dos diferenciais dessa sonda. Agora que outro planeta rochoso foi encontrado, os cientistas declaram-se mais confiantes de que, logo, vão encontrar mais planetas semelhantes à Terra, talvez apresentando condições mais favoráveis à vida.
Fontes: Com informações dos sites de notícia e mais o Globo Online.
Ricardo Ferreira

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