
Como diz o nome, é uma gripe que envolve as aves. É uma epizootia - podendo ocorrer epidemia em animais - de aves e pode ser transmitida para alguns mamíferos. Esta é uma virose que existe há mais de um século e é conhecida como "gripe do frango". É uma enfermidade infecciosa das aves e é causada pelo vírus influenza H5N1. Foi identificada pela primeira vez na Líbia há mais ou menos 100 anos e hoje aparece em várias regiões diferentes dela. Também foi estudada na Itália por volta de 1900, e recebeu então o nome de Doença da Lombardia (região italiana), mas só no ano de 1955 ela foi descrita como uma doença provocada pelo vírus da família Influenza A. Este vírus foi então isolado pela primeira vez em 1961, na África do Sul, em aves, como as galinhas, patos e gansos, sendo que a maioria das galinhas infectadas morriam num curto período de tempo e que os patos e gansos eram hospedeiros deste vírus. Esta doença pode provocar graves problemas econômicos para vários países, pois afeta a entrada de dinheiro pelo comércio (venda/exportação) das aves, como ocorre com a Tailândia. É um vírus que se propaga rapidamente e causa grande mortandade de aves exigindo o sacrifício de toda uma granja para a erradicação da doença e dos focos, pois a maioria morre em 24 horas após o contágio. É na Ásia que a doença se alastra rapidamente. E foi em 1997 que foram relatados 18 casos com quadros graves em humanos, onde todos apresentavam complicações respiratórias. Mas o vírus H5N1 só foi isolado, de humano, pela primeira vez em uma criança de Hong Kong, neste mesmo ano. A preocupação em relação a esta doença vem aumentando devido a sua patogenicidade e também devido a migração do pato selvagem que é hospedeiro do vírus, que pode espalhar o vírus durante a fase migratória. Desde 2003, o vírus H5N1 vem provocando surtos em aves em vários países da Ásia, em países africanos e na Europa. No início de 2004, foram eliminadas mais de 20 milhões de aves após a detecção do vírus. Em 2005 infectou pessoas no Vietnã, Tailândia, Indonésia e Camboja e infectou aves no Laos, China, Turquia, Inglaterra, Alemanha, Grécia e Canadá. Em 2006, foi comprovado na Alemanha a morte de gatos infectados pelo vírus. No entanto o risco do Brasil apresentar esta virose é mais baixo, devido a não existência do vírus em países vizinhos que poderiam ser focos para nossos animais, como na Ásia. Além disso, o Brasil produz o suficiente para o seu próprio consumo e consegue ser um dos maiores exportadores de galinhas. Temos também outro aspecto que nos coloca um pouco mais afastado deste problema: as aves migratórias que passam por aqui, vêm de países que ainda não apresentaram a contaminação pelo H5N1. O contágio desta virose se dá pelo ar, pela água, alimentos e roupas contaminadas e pelo contato direto com secreções de aves infectadas. Passando pelos sintomas iguais aos de qualquer virose, o que dificulta a sua identificação, como febre alta, dores musculares, dificuldades em respirar e ressecamento da garganta. A problemática da prevenção esbarra em vários fatores como a alta contagiosidade, dificuldades de preparo de vacinas eficientes, não existe vacina para este vírus, dificuldades de prática de medidas de isolamento e a impossibilidade de conhecer e isolar os focos e os indivíduos infectados. As medidas tomadas no sentido de controlar a doença passam pelo abate de todas as aves contaminadas num raio de 10 quilômetros e os que tiveram contato, incluindo a aves de criação em escala indústrial e as de criação caseira, notificar as autoridades sanitárias local, fazer vigilância internacional, comunicar à OMS (Organização Mundial de Saúde) para evitar surto ou aparecimento de casos isolados e deve-se fazer a educação sanitária, sempre lavando as mãos e não as colocando nos olhos, na boca e nariz. Deve-se procurar sempre um médico e um veterinário que possa reconhecer a doença e auxiliar nas medidas a serem tomadas. O tratamento em todas as granjas deve ser feito com rigor.
Fontes: Geografia do Brasil, Aspectos físicos, econômicos e sociais, Ed. Moderna; Geografia Geral. Os fenômenos físicos e humanos do planeta, Ed. Moderna; E. Sounis, Epidemiologia. Livraria Atheneu, Ed. da Universidade Federal do Paraná.
Maria Célia Amorim
Maria Célia Amorim







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