Apesar de estar entre os cinco maiores países poluidores, a Índia que deveria estar trabalhando para diminuir a emissão de gás de efeito estufa, reconheceu deve triplicar a emissão nas próximas duas décadas, como aponta relatório do próprio governo indiano. O relatório deve afetar as negociações com o país, um dos mais resistentes a adotar medidas e metas de redução que atrapalhe o seu desenvolvimento, na Conferência da ONU sobre o Clima, marcada para dezembro em Copenhague. Nessa reunião será discutido um novo tratado internacional que substitua o Protocolo de Kioto, que expira em 2012. Sendo o segundo país mais populoso do mundo, com cerca de 1,1 bilhão de habitantes, a Índia tem um papel decisivo nas negociações, ou seja, na prática sem ela o acordo praticamente fica inviabilizado. As emissões na Índia devem subir dos atuais 1,2 bilhão de toneladas anuais para algo em torno de 4 bilhões e 7 bilhões até 2030, porém, isso não vem acompanhado de aumento de renda para a população. Embora reconheça o grande aumento no volume de gases emitidos, o Ministro do Meio Ambiente da Índia, Jairam Ramesh, tentou justificar a situação, dizendo que as emissões per capita do país ainda serão menores se comparadas com as dos países desenvolvidos. Ele diz que o documento reflete a posição da Índia e sua preocupação com a questão do aquecimento global, apesar do país ter uma matriz energética suja (carvão e óleo), mas Ramesh ressaltou que a Índia gera 8% de sua energia a partir de fontes renováveis e anunciou investimentos em energia solar e eólica. Fonte: Caderno Ciência – Jornal O Globo (04/09/09) p. 32
Ricardo Ferreira







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