
Krill são pequenos crustáceos (microcrustáceos) que fazem parte do zooplancton, lembrando o formato de camarões. Seu nome é de origem norueguesa e quer dizer peixes acabados de nascer ou que tem a forma de jovem. Medem aproximadamente 5 centímetros de comprimento, são marinhos e se alimentam de algas (Diatomáceas do fitoplancton) constituindo a base de quase toda a cadeia alimentar das populações de pinguins, peixes, focas e baleias. Muitos deles são luminescentes e transparentes, sendo algumas formas de superfície e outras podendo viver a níveis profundos ou sofrendo migrações verticais com 5 metros ou mais. O krill vive em grupos e pode atingir a densidade de 10.000 a 30.000 unidades por m³. Eles crescem até 6 centímetros e pesam dois gramas, podendo viver até 6 anos. Ele se encontra em todos os Oceanos e no Antártico ele perfaz uma biomassa superior a 500 milhões de toneladas, aproximadamente o dobro da biomassa constituída pelo total dos seres humanos. Desta biomassa, mais da metade é consumida todos os anos por seus predadores, já citados, sendo substituída por seu crescimento e reprodução. Por exemplo, a baleia-azul pode consumir 1 tonelada de krill em uma única refeição e elas fazem até 4 refeições por dia (!!!). O cardume de krill pode cobrir uma área imensa e visto do ar parece uma ameba gigante, sempre mudando de forma. O krill (Euphausia superba) está recebendo especial atenção para ser uma fonte de alimento humana e os japoneses e russos, desde 1975 já estudavam esta possibilidade. Neste mesmo ano, os pescadores russos pescaram cerca de 6 toneladas de krill para obter sucos dos quais a proteína é extraída através de coagulação pelo calor e serve para enriquecer outros alimentos. A pesca comercial é feita no Oceano Antártico e em águas ao redor do Japão. Estima-se a produção anual em 150.000 a 200.000 toneladas e em sua maioria, o Krill é pescado no Mar de Scotia. Atualmente o krill pescado já é usado em aquicultura, servindo de alimento dos peixes de aquário, serve também para a pesca desportiva e também na indústria farmacêutica e alimento humano. No Japão, o krill é comercializado como Okiami. Apesar do volume de animais capturados estar em crescimento, "ainda" não atingiram níveis perigosos. Mas não é só a pesca que está alterando a população deles, conforme a Antártica esquenta por causa do aquecimento global, ocorre degelo e com isso acontece a diminuição da quantidade de gelo nos mares. Este fenômeno altera e afeta a cadeia alimentar, pois com a redução de gelo, há a diminuição das algas que são alimentos do krill. Se diminui o volume de diatomáceas, diminui o de krill, por cadeia. Por diminuir o de krill, também a população de pinguins-imperadores diminui, porque eles tem o krill como alimento e só por curiosidade, ao longo dos últimos 50 anos, a população destes pinguins caiu pela metade. Tudo em cadeia...
Fonte: Planeta Terra, David de Roths Child, Ed. Abul; Grande Enciclopédia Larousse Cultural, Nova Cultural; Ecologia, Ecossistemas e Desenvolvimento Sustentável, Ed. Moderna; Segredos do Mar. O Mundo Fascinante dos Oceanos e das Ilhas, Seleções do Reader's Digest; Zoologia dos Invertebrados, Robert D. Barnes, Ed. Roca; Animais da Terra: dos Pólos ao Equador. Seleções do Reader's Digest.
Fonte: Planeta Terra, David de Roths Child, Ed. Abul; Grande Enciclopédia Larousse Cultural, Nova Cultural; Ecologia, Ecossistemas e Desenvolvimento Sustentável, Ed. Moderna; Segredos do Mar. O Mundo Fascinante dos Oceanos e das Ilhas, Seleções do Reader's Digest; Zoologia dos Invertebrados, Robert D. Barnes, Ed. Roca; Animais da Terra: dos Pólos ao Equador. Seleções do Reader's Digest.
Maria Célia Amorim







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