
Esta é uma micose ou dermatomicose, assim chamada por acometer am sua grande maioria atletas, por usarem tênis para suas atividades ou também por frequentarem descalços os vestiários alagados ou chuveiros contaminados, onde o chão é um grande foco, também as saunas e as piscinas de clubes. Ela também tem o nome comum de frieira. Esta infecção casada por fungos tem como agente o Trichophyton purpureum e ocorre entre os dedos dos pés e em volta da base do pé, pois têm a afinidade pelo tecido córneo penetrando pela pele de homens e de animais. É considerada a doença dermatológica mais frequente que existe. Ela é caracterizada pelo prurido (coceira) e seguida de fissuras dolorosas. É um fungo encontrado em todo o mundo mas sempre como parasita do homem pois ele perdeu a capacidade de se manter na natureza fora deste ambiente. Esta micose, para quem tem, é um problema desconfortável, podendo levar anos para a cura e pode ser transmitida para várias pessoas da mesma família, sendo difícil dizer se nestes casos a transmissão é direta ou indireta. Esta dermatomicose ocorre com mais frequência no inverno onde as pessoas usam mais sapatos fechados com meias grossas ou de fibras sintéticas e há a formação neste local de um microclima e que junto com a sudorese ocorre o favorecimento para a doença. Pode-se tornar crônica. No verão, devido ao uso de sapatos mais leves e abertos, é mais rara a ocorrência dela. Também é mais difícil de ocorrer em indivíduos que andam descalços ou em crianças na faixa etária de 4 a 5 anos de idade. Se no verão a pessoa usa mais tênis, com o calor da temperatura, haverá o aumento da sudorese dos pés e aí o aparecimento da micose no mesmo tipo de sapato.
A infecção tem como característica as escamações e lesões que sempre aparecem entre o 3° e 4° dedos dos pés (pododáctilos), com prurido; encontra-se aí uma pele branca, umedecida com evidentes lesões e fissuras, com descamação laminar sem nunca atingir o dorso do pé, só a sola do pé, calcanhar e artelhos, podendo na fase aguda aparecer bolhas. Se ocorre uma complicação, pode haver contaminação bacteriana e pode também aparecer uma erisipela no terço inferior da perna. Para ajudar a cura é preciso desinfectar o chão do chuveiro e locais de uso comum de clubes e em casa. Os hábitos de higiene contribuem muito para evitar tais micoses ou diminuir sua incidência, e manter os pés e dedos bem secos é também uma forma de manter afastada a possibilidade de contaminação. Como também as meias devem ser bem lavadas e os sapatos arejados e secos antes de serem guardados. Como diagnóstico de laboratório é necessário a coleta do material do fundo da bolha, apesar de ser doloroso por ser uma região sensível, das escamas por raspagem, de fragmentos cutâneos, de fragmentos da sola do pé, entre outros. Este material é coletado e devidamente etiquetado com as informações do peciente e semeado em meio ágar Sabouraund enriquecido a 2% de glicose com a adiçao de antibacterianos (para evitar o crescimento de bactérias que contaminem o material e só deixe crescer o fungo), onde após este procedimento, coloca-se o material em estufa e espera-se o tempo devido para o crescimento do fungo para fazer sua identificação. Para trabalhar com fungos em laboratórios diagnósticos, devem ser tomados cuidados especiais e seguir normas de segurança, por este motivo deve ser feito, este tipo de exame, em laboratórios especializados, com técnicos devidamente treinados e capacitados.
Fonte: Micologia Clínica, Guia para a Prática Interdisciplinar, U. Jehn, Ed. Roca; Enciclopédia Familiar da Saúde, Ed. Clube Internacional do Livro; Micologia Médica, J. A. Esteves, J. D. Cabrita, G. N. Nobre, Fundação Calouste Gulbenkian; Grande Enciclopédia Larousse Cultural, Nova Cultural.
Maria Célia Amorim







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