quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Sedimentos no Ártico revelam aquecimento desde 1950




Uma análise dos sedimentos de 2000 anos a partir de amostras glaciais de um lago no Ártico revelam mudanças biológicas e químicas ocorridas em 1950 e resultado de um aquecimento sem precedentes. A revelação consta em um estudo publicado pela revista Science de Setembro desse ano. Este estudo reconstituiu a evolução das temperaturas no Ártico a partir de amostras glaciais, de camadas de lagos e círculos de crescimento de árvores revelando que o recente aquecimento inverte um ciclo natural de esfriamento de vários milênios, que é produto da mudança do eixo de rotação da Terra. "As últimas décadas são únicas em 200 mil anos em termos de mudanças biológicas e químicas observadas em sedimentos" do lago da ilha de Baffin, no Canadá, explicou Yarrow Axford, especialista da Universidade do Colorado, em Boulder (oeste), principal autor deste trabalho difundido nos Anais da Academia Americana de Ciências (PNAS). "Observamos indicações claras de um aquecimento em um dos locais mais isolados da Terra, em um período no qual o Ártico vivia um ciclo natural de esfriamento". As mudanças ambientais neste lago durante o milênio passado estão estreitamente ligadas a causas naturais da evolução climática, como modificações periódicas da órbita terrestre, mas a partir de 1950 mostram que o ciclo de esfriamento do clima foi modificado por emissões de gases do efeito estufa de origem humana, destacaram os autores.

Fonte: WASHINGTON, EUA (AFP); R7;IG; Folha Online.
Maria Célia Amorim

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