
Os corais fazem parte da Ordem Madreporaria, que são os principais formadores dos recifes nas regiões tropicais do planeta. Eles a são tão rígidos que resistem as ondas, mas se tornam frágeis aos desastres produzidos pelos homens e a recuperação pode ser prolongada ou nunca acontecer. Também sofrem com os furacões ou marés baixas. Os corais são formados por pequenos animais chamados pólipos, estes, vivem em simbiose com algas unicelulares, as chamadas zooxantelas e muitos animais que vivem dentro dos corais, como microorganismos, peixes, crustáceos, poríferos, cnidários, moluscos, plantas aquáticas e outros organismos. Estes são considerados berçários de vida do mar e se formam em geral em águas claras, rasas e com temperatura entre 20° e 30 ° C. Vivem desde a superfície até a profundidade de cerca de 36 metros. Aparecem em abundância na Flórida, Índias Ocidentais, no Mar dos Corais do Havaí, Filipinas, Austrália e África Oriental. São considerados uma das paisagens mais belas da natureza. Embora sejam submersas, às vezes aparecem como ilhotas, formando um atol. Também formam recifes de franjas, recifes de barreiras e um atol de recife circular, circundante a uma laguna e não incluindo uma ilha. O mais famoso é o “Great Barrier Reef” localizado ao longo do nordeste da Austrália com cerca de 2.000 Km de comprimento e afastado da costa até 150 Km, onde mais de 200 espécies contribuem para a formação deste recife. Os ventos e as ondas desgastam os corais transformando-os em areia que formarão as praias ou até mesmo novas ilhas arenosas, que não demorarão muito a serão colonizadas. Há séculos isso ocorre, mas de uns tempos para cá, os corais estão morrendo devido a ação dos homens, pois estes são sensíveis às mudanças de temperatura, se esta ultrapassa dos 30° C (aquecidas) as primeiras a morrerem são as zooxantelas e devido a poluição, aumento da temperatura dos oceanos, provocada pelo aquecimento global e explosões para a pesca predatória, sem controle, os corais serão prejudicados e acabarão por morrer. Com a morte deles, morrem juntos muitos organismos e microorganismos que vivem e se reciclam neste habitat. Por exemplo: em Mancha no Porto Castle, nunca houve recuperação do recife depois da construção de uma base aérea durante a 2ª Guerra Mundial. Sedimentos e fertilizantes despejados por grandes indústrias agrícolas destruíram ou danificaram recifes em franja de vários locais do mundo. A lavagem de navios, extravazamento de tanques e desastres com petroleiros também matam os recifes, junto com várias formas de vida. A retirada de corais para uso de construção ou fabricação de cimento por uso de vários países subdesenvolvidos por terem os corais formação rochosa calcária... No Japão os corais são retirados para a fabricação de jóias... Então, passarão os anos e o que a natureza demorou para construir, devagarzinho, será destruido e não haverá recuperação. Extinção também deste habitat rico e fantástico. Será que nossos netos só tomarão conhecimento da existência deles pelos filmes dos documentários ou por desenhos como “Procurando Nemo”?
Fonte: Zoologia dos Invertebrados, Robert D. Barnes, Ed. Roca; Zoologia Geral, Tracy I. Storer, Robert L. Usinger, Companhia Ed.Nacional; Grande Enciclopédia Larousse Cultural, Nova Cultural; A Vida na Terra, Fernando Gewandsznajder, Ed. Ática; Ciências da Terra e do Universo. Da Geologia à Exploração do Espaço, Ed. Moderna; Segredos do Mar. O Mundo Fascinante dos Oceanos e das Ilhas, Seleções do Reader's Digest.
Maria Celia Amorim
Fonte: Zoologia dos Invertebrados, Robert D. Barnes, Ed. Roca; Zoologia Geral, Tracy I. Storer, Robert L. Usinger, Companhia Ed.Nacional; Grande Enciclopédia Larousse Cultural, Nova Cultural; A Vida na Terra, Fernando Gewandsznajder, Ed. Ática; Ciências da Terra e do Universo. Da Geologia à Exploração do Espaço, Ed. Moderna; Segredos do Mar. O Mundo Fascinante dos Oceanos e das Ilhas, Seleções do Reader's Digest.
Maria Celia Amorim







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