quinta-feira, 12 de novembro de 2009

De Novo As Nossas Mãos...



Como já citei a algumas matérias anteriores, nossas mãos são a porta de entrada para muitas doenças e o pior que acaba sendo natural o modo de como acontece esse contágio. As pessoas não percebem e, então, podem se tornar um verdadeiro celeiro de bactérias, vírus e fungos. As mãos, desde que mal limpas, podem transmitir doenças simples de serem tratadas, como a gripe sazonal até as mais complicadas como a gripe suína, a hepatite e diarréias. Nossas mãos contêm cerca de 98,69 micróbios por cm² e disseminar muitas complicações por aí. Não é a toa que a Organização Mundial de Saúde tem recomendado lavar bem as mãos como uma medida preventiva contra a gripe suína e contra todas as outras doenças, devendo ser hábito ou mesmo rotina das pessoas lavar bem as mãos. Devemos lembrar que usamos nossas mãos para tudo: ir ao supermercado e mexer em vários tipos de mercadorias (frutas, desinfetantes, massas, biscoitos, peixes, carnes, etc) empurrando o carrinho e sem querer vai o dedo à boca...
Chegando ao caixa, vai a mão ao dinheiro ou cartão e aí também existem microorganismos potenciais, esperando chegar também à boca pelo lanchinho após as compras, junto com o suor que ali está e com toda a sujeira acumulada dentro deste estabelecimento, nas embalagens, nos carrinhos e nos balcões dos caixas. E sabemos que o suor é um dos elementos que tornam as notas de dinheiro um campo fértil para todo tipo de microorganismo. É por isso que ouvimos desde pequeninos, através de nossas avós ou mães: “não coloque a mão na boca depois de mexer com dinheiro, isso é sujo...” (elas sabem de tudo..). Sabemos que o dinheiro pode ser um foco disseminador de dores de cabeça. Como também lavarmos as mãos após as idas aos banheiros ou mesmo antes de comer qualquer alimento. Alguns banheiros de shoppings, aeroportos, hospitais ou mesmo de empresas e escritórios já contam com torneiras ou portas com sensores que não requerem o uso das mãos, mas é recomendado evitar tocar nas portas, maçanetas, descargas e mesmo nos assentos dos vasos nos locais que não estejam adaptados para essas situações. Então o que fazer? Depois de usar estes locais, lave bem as mãos e use toalhas descartáveis, até mesmo para abrir as portas e depois jogue-os na primeira lixeira que encontrar do lado de fora sem que haja a necessidade de tocar sem proteção e se contaminar. Devemos também lavar as mãos, quando chegando ao nosso destino, após andarmos de ônibus, trens, metrôs e outras conduções, pois também os “ferros” onde nos seguramos para evitarmos quedas, está contaminado, pelo uso da mão de outros passageiros, os telefones celulares, os alimentos de lanchonetes, os copos e salgadinhos dos “pés sujos”, entre tantas outras opções de contaminação...
Dentre os microorganismos estão as bactérias fecais como a Escherichia coli, Salmonelas, Shigellas, Proteus, Pseudomonas que provocam desde intoxicações alimentares até infecções severas, passando por conjuntivites entre outras enfermidades; os Estafilococos que podem provocar intoxicações alimentares e furúnculos; os Estreptococos, os Pneumococos, as bactérias resistentes de infecções hospitalares transmitidas pelo manuseio de pacientes e medicações e outras mais. Pelos vírus vêm as gripes, resfriados, hepatite A, rubéola, catapora, etc, que pegam carona em nossas mãos, pelo espirro e tosse, e invadem nosso corpo através das membranas do nariz, olhos e boca. Sem falar nos fungos, que causam alergias, tanto respiratórias quanto de contato. O que fazer? Lave bem as mãos, sempre. Dê preferência aos sabonetes líquidos, os de barra são capazes de reter os microorganismos. Lave bem suas mãos, pelo menos por um minuto, fricionando, que é o recomendado, para que sua higienização seja eficiente. Esfregue a palma e o dorso, esfregue também entre os dedos e os espaços entre eles, sem esquecer as unhas, que é o local preferido dos micróbios e tente mantê-las sempre aparadas, para não acumular sujeira embaixo. Não adianta usar o álcool-gel sem ter lavado as mãos. E nunca esqueça de enxugar as mãos com o papel toalha que depois seu uso devem ser descartadas, pois molhadas também se tornam “abrigo” para os microorganismos, por ser poroso. Mas não só as toalhas descartáveis são abrigos, as toalhas de pano também devem estar sempre limpas para não transmitirem para outras mãos o que acabou de ser deixado ali pela pessoa que a usou antes de você...Devemos prestar atenção aos detalhes sem nos tornarmos paranóicos. Higiene deve ser um hábito como já falei e uma atitude passada para nossas crianças.

Fonte: Revista Saúde é Vital, Ed. Abril; Microbiologia, Pelczar, Reid, Chan, Microbiologia, Ed. MacGraw Hill; Manual de Procedimentos Básicos em Microbiologia Clínica para o Controle de Infecção Hospitalar, Ministério da Saúde, Secretaria Nacional de Assistência à Saúde.


Maria Celia Amorim

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