Atualmente, podemos dizer que a desertificação é um problema mundial e maior que a mudança climática, pois é um processo que destrói as terras agrícolas e férteis e outras regiões em desertos. Isso ocorre quando há atividade humana, como o desmatamento e as queimadas e o solo fica sem proteção contra a erosão, perde sua camada fértil e torna-se estéril e inútil. 70% das terras secas como campos e florestas estão correndo risco de virar desertos, e isto não tem volta, o que é equivalente a 1/3 de toda a terra do planeta e acabando por afetar as pessoas, plantas e animais. Esse processo de transformação de uma região semi-árida em deserto é infinitamente mais rápida, se comparando com outros tipos de mudança ambiental e coloca em perigo de morte tudo e todos que ali vivem e também o equilíbrio ecológico do planeta. Podemos dizer que cerca de ¾ dessas terras correm o risco de secar e de se tornar desertos. Os estados brasileiros mais afetados pela desertificação são: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Para reverter esse processo é preciso que sejam tomadas atitudes severas por parte dos governantes e também da população, como estimular o reflorestamento e a reconstituição da vegetação natural dessas regiões, a assistência técnica aos agricultores e pecuaristas, serem feitos investimentos para captação de água, mas além disso tudo, o que é muito difícil de ser realizado, pelos costumes e falta de conhecimento das pessoas, haver a consciência de que ocorrendo a desertificação daquela região não haverá recuperação dela e a degradação de uma área só faz empobrecer a região e os moradores de seus arredores. Então é preciso também haver melhorias no nível de educação de toda a população. Podemos comentar outras causa da desertificação, além das já citadas, como de grande importância: superpopulação em regiões como as margens de desertos como o do Saara, Gobi e Atacama, onde há mais vegetação e que faz a contenção da areia. Essas pessoas, nestas regiões, esgotam o solo pelo cultivo e criação de rebanhos, destruindo as plantas existentes. Com a terra exposta, o vento leva a camada de cima, deixando a areia e as rochas para ampliar a área deserta; o fogo com as queimadas, não só das florestas, mas também nas áreas urbanas, onde os moradores para limpar seus terrenos, fazem fogueiras com plantas secas ou mesmo mato e lixo e ateiam fogo. Isso mata as plantas nativas da região, também empobrecendo o terreno e destruindo o habitat de vários animais. A irrigação feita artificialmente pelo homem ajuda as plantas mas com o tempo e a evaporação, tornam a terra estéril, pois minerais que ali estão depositados, formarão uma crosta salgada, a chamada salinização, que impede o crescimento dos vegetais e também leva-os para a superfície se ocorrerem ventos que os deixarão à mostra, danificando o solo. Podemos também citar alguns modos de evitar esta desertificação, fora as já citadas acima, como proteger as árvores nativas, elas ajudam a frear o vento e a evitar a erosão do solo; essas espécies sobrevivem com menos água, pois suas raízes vão buscar água em locais mais profundos (se forem longas) ou mais longe, se forem esparramadas, ajudando deste modo a estabilizar o solo; também como já foi comentado, fazer as cercas de proteção com novas gerações de vegetação para frear o deserto, de onde as árvores foram removidas. Por exemplo: na China existe um projeto chamado “ Barreira Verde” e ele consiste em evitar que o deserto de Gobi chegue às terras agrícolas; também existe na África cercas verdes nos locais onde existiam árvores nativas e que foram retiradas pelos moradores que vivem na pobreza e sem recursos para servir de lenha. A mata nativa que existe nas margens dos rios ajuda a proteger a terra da erosão. Podemos citar como exemplo de degradação ambiental o que está acontecendo com o Lago Chad (foto 2), do centro do continente Africano. Sua água é usada em plantações e também para dar de beber aos animais, porém sua quantidade é limitada e está se esgotando. Além disso, está chovendo menos na região e o rio que alimentava o lago foi desviado. Então o lago não é mais reabastecido e está encolhendo rapidamente, sendo em breve outra área desértica. O ano de 2006 foi escolhido para ser o Ano Internacional dos Desertos e da Desertificação pela Nações Unidas como parte da Convenção para Combater a Desertificação (CCD). Então, a África Subsaariana e o sul da Ásia foram apontados como as áreas mais ameaçadas do planeta. Estima-se que, nas próximas duas décadas, cerca de 60 milhões de pessoas devam deixar as terras atingidas pela desertificação, migrando para outras regiões da África, da Ásia ou mesmo para a Europa. Outras regiões que são motivo de preocupação são a América Latina e a Europa Central e do Leste. Um bilhão de pessoas em mais de 100 países sofrem com a desertificação e a sua maioria é pobre e sem força política. No Brasil, a área de desertificação aumentou de 900 mil Km² em 2003 para mais de 1,3 milhão de Km² em 2007. Isso é muito preocupante...
Fonte: Grande Enciclopédia Larousse Cultural, Nova Cultural; Enciclopédia de Ecologia, Planeta Terra, O Mundo em Nossas Mãos, David de Rothschild, Ed. Abril; A Vida na Terra, Fernando Gewandsznajder, Ed. Ática; Ecologia, Roger Dajoz, Ed. Vozes.
Maria Celia Amorim
Fonte: Grande Enciclopédia Larousse Cultural, Nova Cultural; Enciclopédia de Ecologia, Planeta Terra, O Mundo em Nossas Mãos, David de Rothschild, Ed. Abril; A Vida na Terra, Fernando Gewandsznajder, Ed. Ática; Ecologia, Roger Dajoz, Ed. Vozes.
Maria Celia Amorim







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