quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Estudo revela que prevenção da AIDS vai custar três vezes mais em 2031

Quando a epidemia da Aids completar meio século em 2031, a despesa em tratamentos nos países em desenvolvimento será de cerca de US$ 35 bilhões anuais, o triplo do custo atual, segundo um recente estudo. O economista Robert Hecht, diretor do Instituto Resultados para o Desenvolvimento, com sede em Washington, e uma equipe de pesquisadores publicaram os estudos sobre saúde e economia elaborados em 14 países em desenvolvimento na última edição da revista "Health Affairs", produzida pela fundação People-to-People Health. Os pesquisadores sustentam que se fossem investimentos e esforços de prevenção e tratamentos eficientes, os Governos poderiam cortar em mais da metade o custo de combater a pandemia causada pelo HIV. O estudo revela que mesmo com essas ações implementadas, a cada ano haverá mais de um milhão de pessoas infectadas. Atualmente, em todo o planeta cerca de 33 milhões de pessoas estão infectadas pelo vírus HIV. O estudo aponta ainda que se não forem feitas campanhas sérias de prevenção, por exemplo, na África, haverá mais de 10 milhões de pessoas sob tratamento em 2031, comparado com os 4 milhões de pacientes sob tratamento hoje. Os especialistas destacam ainda que países como Brasil, China, Índia e África do Sul, terão suas economias muito afetadas pela doença. De acordo com os pesquisadores, os países em desenvolvimento precisam substituir políticas evasivas de “respostas de emergência”, por programas mais estruturados e de longo prazo para fazer frente a expansão da doença. Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas de EUA, enfatizou que é preciso incrementar um financiamento global, através de um fundo, para uma agenda de medidas que visem pesquisas, que incluam desde vacinas a novas modalidades de prevenção. Segundo Hecht, "o impacto do uso de preservativo e os compostos microbicidas é modesto, limitado" na prevenção da infecção, mas mesmo assim ambos métodos profiláticos são recomendáveis.

Fontes: Agência EFE; Folha de São Paulo.

Ricardo Ferreira

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