
A conferência sobre o clima em Copenhague, em dezembro, acontece em meio a uma das maiores catástrofes da Natureza, um dos maiores símbolos da África, o Monte Kilimanjaro dentro de 20 anos não terá mais nenhum campo de gelo, segundo previsão de especialistas, por causa do aquecimento global. Por coincidência, o tema foi matéria do Programa Fantástico deste domingo. Possivelmente, em dez anos não haverá neve, indicou a pesquisa, a mais detalhada já realizada. Geleiras tropicais, como o Kilimanjaro, estão entre os lugares mais vulneráveis da Terra à elevação da temperatura. Localizado na Tanzânia e com 5.892 metros de altura, o Kilimanjaro é o ponto mais elevado do continente africano - e também uma das suas imagens mais conhecidas, atraindo 40 mil turistas por ano. Mas dificilmente Ernest Hemingway teria inspiração hoje para escrever "As neves do Kilimanjaro", publicado pela primeira vez em 1936. A paisagem atual é um arremedo daquela vista nas primeiras décadas do século passado. Na verdade, hoje existe 15% do gelo registrado em 1912, quando começaram medições regulares. E análises do gelo e das rochas indicam que a montanha nunca teve uma cobertura de neve tão pequena nos últimos 11.700 anos, nem mesmo durante períodos de seca severa, que duraram mais de 300 anos.
Ricardo Ferreira







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