O robô-cirurgião Da Vinci, do hospital Albert Einstein, em São Paulo, foi a grande vedete de um simpósio internacional sobre cirurgia robótica que ocorreu em São Paulo. Extremamente preciso, Da Vinci é o sistema robótico cirúrgico mais moderno disponível no Brasil. Sentado em uma mesa de controle, o médico opera os braços mecânicos do robô como um videogame. Na mesa de operações, o Da Vinci responde às ordens obedientemente. Ele é usado para todas as cirurgias que se pode fazer por via laparoscópica e mais algumas feitas pelo acesso aberto, convencional. É o caso das cirurgias de cabeça e pescoço. A empresa Intuitive Surgical Inc. lançou o Da Vinci Surgical System, seguindo a tendência dos cirurgiões que estão se voltando para equipamentos robóticos de alta tecnologia, especialmente para operar pacientes com câncer de próstata e outras em condições semelhantes. Nos EUA, em 2008, houve mais de 80 mil prostatectomias. Os médicos estão optando por este equipamento por ser considerado menos invasivo e mais preciso. As vantagens são grandes, porque os instrumentos do Da Vinci são articulados – ao contrário dos usados em uma operação laparoscópica convencional. Eles também podem girar 360º, o que permite a realização de movimentos que o punho humano não consegue fazer. Além disso, o sistema também traz um filtro de tremor, pois todo ser humano tem um tremor das extremidades que é normal. Quando a cirurgia se prolonga por um tempo acima de quatro, cinco horas, normalmente o cirurgião começa a tremer um pouco. O filtro impede que o leve tremor das mãos do médico seja transmitido ao Da Vinci. O resultado é uma recuperação mais rápida e tranqüila do paciente. O sangramento é menor, bem como o índice de infecções. No pós-operatório, ele sente menos dor, porque não há necessidade de fazer grandes incisões, segundo relatam alguns médicos que já estão lançando mão do equipamento. O sistema do Da Vinci só reproduz os movimentos que o cirurgião está fazendo. O cirurgião é que está operando, é ele quem toma todas as decisões. Apesar de ser novidade no Brasil, a cirurgia robótica já é largamente utilizada nos Estados Unidos e na Europa.
Fontes: Caderno Digital – Jornal O Globo e G1 – Portal de Notícias da Globo.
Ricardo Ferreira
Fontes: Caderno Digital – Jornal O Globo e G1 – Portal de Notícias da Globo.
Ricardo Ferreira







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