
A revista Superinteressante de outubro desse ano trouxe uma matéria muito oportuna, falando sobre um recente estudo da Universidade de Maryland apontando que o desequilíbrio na atmosfera começa a alterar a luz que chega a Terra. O levantamento baseia-se em 3.250 medições atmosféricas feitas em diversos cantos do planeta. Nas regiões mas críticas, o Céu está 20% menos azul do que na década de 70. O efeito é provocado pelo excesso de aerossóis na atmosfera - uma camada de sujeira flutuante que junta moléculas de poeira, fuligem e dióxido de enxofre produzida por indústrias, carros e queimadas. Além de provocar o efeito estufa, a poluição está modificando a luz que chega à Terra. A luz do sol é branca. Mas, quando entra na atmosfera, ela esbarra nas partículas que estão suspensas no ar (água, nitrogênio e moléculas de oxigênio) e se decompõe em diversas cores. Por isso quando olhamos para o alto vemos um so, amarelo e um céu azul. O amarelo e o azul são subprodutos da luz branca – separados e espalhados pelas moléculas de atmosfera. Só que os aerossóis alteram essa divisão, como explica o físico atmosférico Kaicun Wang. Os aerossóis “seguram” os raios de luz azul, impedindo que eles desçam e cheguem com plena força aos nossos olhos e, com isso, o céu adquire um aspecto leitoso, menos azul. A região mais afetada é o sul da Ásia, seguida por África, Oceania e América do Sul. Os pesquisadores também notaram um enfraquecimento no azul no céu nos Estados Unidos. A exceção vai para a Europa onde desde a década de 90 o céu está ficando mais azul , possivelmente, porque os níveis de alguns poluentes podem ter diminuído.
Ricardo Ferreira
Ricardo Ferreira







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