Na tentativa de desvendar o impacto que a gripe suína terá no inverno de 2010, no que os especialistas chamam de "segunda onda" da epidemia, que pode ser mais forte do que a primeira, pesquisadores do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) fizeram o primeiro mapeamento de pacientes internados com a doença. O estudo, publicado na revista "Clinics", foi divulgado pela Agência Fapesp. Foram descritas as características epidemiológicas da gripe suína no hospital durante a epidemia deste ano, analisando 472 casos de pacientes com o vírus de 16 de junho a 16 de setembro, com 210 internações e 16 mortes. "Não sabemos ainda qual será o impacto da gripe para o inverno de 2010, sobretudo porque será a primeira experiência com vacinação para conter a epidemia do vírus H1N1", afirmou à Agência Fapesp a infectologista Anna Sara Shafferman Levin, uma das autoras do artigo. Segundo Anna Sara, todos os centros de referência do país precisam se preparar para o próximo inverno. Ela defende ainda que toda a população suscetível seja vacinada: "Temos muita experiência, mas na vacinação de crianças, não tanto na vacinação de adultos. Isso é sempre um desafio maior para os grupos de risco". "Fora de períodos de epidemia de gripe, geralmente existe uma parcela da população que já teve contato com a gripe e que não será infectada, e uma outra que tomará a vacina. O problema do novo vírus influenza é que praticamente toda a população é suscetível ao vírus. Ou seja, quase não há pessoas imunes na população. Para impedir uma segunda onda mais forte que a primeira, precisaríamos vacinar próximo a 100% das pessoas suscetíveis, porque assim haveria redução da circulação do vírus e controle da epidemia", disse à pesquisadora. O estudo verificou que os pacientes atendidos apresentavam um quadro com síndrome respiratória aguda grave. Mais da metade eram jovens (média de 29 anos) e mulheres, o que confirma também a média nacional em que 57,5% dos casos ocorreram com as mulheres. A primeira autora do artigo, Denise Schout, do Departamento de Medicina Preventiva do HC, vê como um desafio a vacinação em massa dos adultos. Para ela, há um volume grande de pessoas a serem vacinadas e para possibilitar uma cobertura adequada há necessidade de uma organização rápida para que seja feito um trabalho de maneira eficiente. Segundo ela, há experiência na vacinação de crianças, mas não tanto na vacinação de adultos. Isso é sempre um desafio maior para os grupos de risco. Fonte: com informações do Jornal O Globo em 10/11/2009







Combate,
ResponderExcluirestou com muitas saudades e vc faz muita falta por aqui!
Sobre o posto, vamos esperar 2010, com esperança para que gripe suína não venha com tudo! Pensar que o Brasil pode ser um dos pioneiros para enfrentar esse mal é muito bom!
bjoos
Thaís