Investigadores estão usando tecnologia de videogames para ajudar cientistas forenses e reconstruir locais de crimes, lembrando um pouco seriados como "CSI: Crime Scene Investigation". - Embora tenham ocorrido grandes avanços no ramo da tecnologia para ciência forense, a forma pela qual as equipes de investigadores se reúnem para colaborar não mudou ao longo dos anos - disse a Dra. Mitzy Montoya, professora de marketing e inovações em gestão na North Carolina State University (NC State). A NC State recentemente recebeu verba de pesquisa de US$ 1,4 milhão do programa Cyber-Enabled Discovery and Innovation (CDI), mantido pela National Science Foundation, com o objetivo de estabelecer uma base que promova maior colaboração no ramo da ciência forense, por meio de uma plataforma conhecida como IC-CRIME. A plataforma IC-CRIME empregará os mais recentes avanços na tecnologia de escaneamento por laser 3D e operará com o sistema básico Unity para videogames, presente em mais de 50 títulos comerciais, tais como "Fall Fusion" e "VooDude". A tecnologia de escaneamento a laser, desenvolvida pela 3rdTech, permitirá que investigadores registrem precisamente as dimensões de aposentos e objetos, bem como a posição de cada indício em uma cena de crime. Os scanners podem capturar milhões de dados em uma cena de crime em questão de minutos e recriar cenas de crimes altamente detalhadas em modo virtual. - O ambiente do videogame estará incorporado a uma página web que também conterá dados em forma de texto e recursos gráficos bidimensionais - disse o Dr. Michael Young, professor associado de ciência da computação e especialista em jogos na NC State. Ele completou, informando que "Estamos criando uma interface fácil de usar, com base no sistema de jogo, que permitirá que investigadores forenses conectem os locais de uma cena do crime a fontes externas de dados, tais como bancos de dados de cabelos e fibras, imagens de impressões digitais e anotações de investigação". Michael Young afirma que a interface simples permitirá que usuários criem cenários virtuais para cada hipótese de investigação. Com isso, os personagens do videogame vão agir de forma diferente de acordo com as possíveis variações do crime, permitindo que essas hipóteses sejam compartilhadas com outros investigadores e mesmo jurados. David Hinks, professor de química na NC State, acredita que essa tecnologia vai conectar o mundo da ciência forense. - Nós imaginamos que especialistas ao redor do mundo podem ser levados virtualmente a uma cena de crime, colaborando com diversas equipes. O IC-CRIME deve começar a ser usado em cerca de três anos. Mas, as autoridades policiais da Carolina do Norte, que colaboram com a universidade no projeto, terão acesso a um protótipo da tecnologia no segundo ou terceiro ano de desenvolvimento. Fontes: NC State; Caderno Digital - Jornal O Globo
Ricardo Ferreira







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