
A resistência das bactérias se agrava na Europa e no mundo por causa da excessiva utilização de antibióticos - um problema mortal e caro que ameaça a eficácia de setores inteiros da medicina moderna, advertiram especialistas reunidos em Estocolmo. Bactérias quase invencíveis avançam, em especial no leste e no sul da Europa, grandes consumidores de antibióticos, destacaram, durante um encontro no Centro Europeu de Prevenção e de Controle de Doenças (ECDC), por ocasião da segunda jornada europeia de vigilância, organizada hoje em 32 países.
Segundo pesquisa realizada na Europa, mais da metade (53%) de centenas de responsáveis por serviços de tratamento intensivo viram-se confrontados nos últimos seis anos com, pelo menos, um caso de resistência a todos os antibióticos."Sem antibióticos eficazes, os tratamentos médicos modernos como as cirurgias, os transplantes e os cuidados intensivos seriam impossíveis", advertiu Zsuzsanna Jakab, diretora do ECDC.Os atendimentos especiais a bebês prematuros e a pessoas portadoras de câncer têm necessidade particular de antibióticos eficazes, destacou.O ECDC contabiliza 25.000 mortes ocorridas anualmente na União Europeia causadas por bactérias resistentes. O custo financeiro é avaliada em 1,5 bilhão de euros por ano.As bactérias resistentes matam, também, dezenas de milhares de pacientes nos Estados Unidos. O Terceiro Mundo, onde os medicamentos são vendidos sem controle, não está a salvo do problema.No ano passado, alguns países europeus, entre eles a Itália, a Espanha e Portugal, tinham taxas de resistência superiores a 25% à E. coli, uma das bactérias resistentes mais comuns, contra 2% em 2003. A Escherichia coli (figura 2), é uma bactéria bastonete Gram-negativo que faz parte da flora intestinal e que se tornando resistente aos antibióticos passa a fazer parte do grupo das ESBL, juntamente com a Klebsiella oxytoca e Klebsiella pneumoniae. E resistentes a antibióticos também estão algumas cepas de Staphylococcus aureus (figura 3), que são bactérias Gram-positivas – cocos, sendo que ela é uma das mais comuns e das mais antigas bactérias em simbiose com o Homem. Neste caso passam a não responder aos tratamentos e em testes são multiressistentes, sendo então classificadas como MRSA. Se o uso indiscriminado de antibióticos continuar, vai chegar ao momento que não haverá mais respostas a eles.
Fonte:ESTOCOLMO, França (AFP), Maria Celia Amorim
Segundo pesquisa realizada na Europa, mais da metade (53%) de centenas de responsáveis por serviços de tratamento intensivo viram-se confrontados nos últimos seis anos com, pelo menos, um caso de resistência a todos os antibióticos."Sem antibióticos eficazes, os tratamentos médicos modernos como as cirurgias, os transplantes e os cuidados intensivos seriam impossíveis", advertiu Zsuzsanna Jakab, diretora do ECDC.Os atendimentos especiais a bebês prematuros e a pessoas portadoras de câncer têm necessidade particular de antibióticos eficazes, destacou.O ECDC contabiliza 25.000 mortes ocorridas anualmente na União Europeia causadas por bactérias resistentes. O custo financeiro é avaliada em 1,5 bilhão de euros por ano.As bactérias resistentes matam, também, dezenas de milhares de pacientes nos Estados Unidos. O Terceiro Mundo, onde os medicamentos são vendidos sem controle, não está a salvo do problema.No ano passado, alguns países europeus, entre eles a Itália, a Espanha e Portugal, tinham taxas de resistência superiores a 25% à E. coli, uma das bactérias resistentes mais comuns, contra 2% em 2003. A Escherichia coli (figura 2), é uma bactéria bastonete Gram-negativo que faz parte da flora intestinal e que se tornando resistente aos antibióticos passa a fazer parte do grupo das ESBL, juntamente com a Klebsiella oxytoca e Klebsiella pneumoniae. E resistentes a antibióticos também estão algumas cepas de Staphylococcus aureus (figura 3), que são bactérias Gram-positivas – cocos, sendo que ela é uma das mais comuns e das mais antigas bactérias em simbiose com o Homem. Neste caso passam a não responder aos tratamentos e em testes são multiressistentes, sendo então classificadas como MRSA. Se o uso indiscriminado de antibióticos continuar, vai chegar ao momento que não haverá mais respostas a eles.
Fonte:ESTOCOLMO, França (AFP), Maria Celia Amorim







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