
É uma doença infecto-contagiosa aguda, de caráter epidêmico e seu agente é o DNA vírus Poxvirus variolae, também conhecida como bexiga. É distribuida por todos os continentes e na antiguidade foi um dos maoires flagelos da humanidade. A variola é conhecida pelo homem a mais ou menos 3.000 anos tanto na China quanto no Egito. Na China (3ª figura), as mais antigas fontes designavam as palavras "flor-do-céu" como a variola, sendo que por observações, sabiam que quem tivesse tido e conseguido sobreviver, não a teria novamente. Então, produziam artificialmente leves ataques de varíola com a crosta pulverizada da pústula dos doentes não muito graves, nas narinas das pessoas saudáveis. Este era um tipo de imunização da população, naquela época. No Egito, confirmou-se a presença dela, por estudos da múmia de Ramsés II, onde são vistas marcas da doença em seu rosto (2ª figura). A variola castigou a Europa medieval e moderna, causando epidemias que mataram populações inteiras. No século XVIII, um em cada 10 recém nascidos morria na Suécia e na França. Na Rússia, uma a cada 7. Chegou também na Inglaterra e logo depois na Nova Inglaterra, onde dizimou milhares de peles-vermelhas e ajudou os "cara-pálidas" a tomar posse da América. Também chegou na América do Sul e matou milhares de índios. A doença só passou a ser controlada quando houve a descoberta da vacina antivariólica. A vacinação rapidamente tomou lugar da inoculação, por ser mais segura, e esta passou a ser considerada crime em 1840. Como já citei em outros artigos, a vacina antivariólica foi descoberta por Edward Jenner (5ª figura) em 1° de Julho de 1976, marcando uma nova era na profilaxia desta doença e de tantas outras, por seus experimentos. Para a varíola não existe outro remédio a não ser a vacinação.
Ela é transmitida de pessoa para pessoa, pelo contato direto, sendo extremamente contagiosa e de alta letalidade. Também pode ser transmitida pela inalação de poeira contendo o vírus e também por fômites. Seus sintomas começam por dores de cabeça muito fortes e febres altíssimas (entre 39° e 40°C) acompanhadas de dores pelo corpo, náuseas, vômitos e prostação. Após a incubação, em torno de 12 a 14 dias, aparecem as lesões e pontos avermelhados que se transformam em bolhas cheias de um líquido claro, passando a pústulas, após a erupção, quando cessa o período contagioso da variola. Essas lesões deixam marcas - cicatrizes - profundas na pele. Seu diagnóstico é feito com a coleta de swabs orais, sangue para a reação de fixação do complemento, inibição de hemaglutinação e imunofluorescência. O vírus pode ainda ser cultivado em membrana cório-alantóide de ovo embrionado de galinha. Entre outros testes. Ela pode ser dividida em dois tipos: a Variola Major, que causa sintomas severos e tem um índice de mortalidade em torno de 10 a 30%; e a Variola Minor, que também é conhecida como alastrim e com menor toxemis e uma mortalidade de 0,1 a 0,3% dos casos. Atualmente, a Comissão de Controle da OMS considera a variola como doença extinta, graças aos programas Mundiais de Vacinação e a Vigilância Sanitária Internacional. Entre 1967 e 1977, houve uma campanha de erradicação da varíola envolvendo todos os países. No Brasil, os últimos casos da doença foram registrados em 1971, no Rio de Janeiro. Todas as amostras do vírus mantidas por laboratórios foram destruídas. Mas um laboratório americano e um russo desobedeceram a ordem e conservam o vírus até hoje.
Fontes: Epidemiologia, E. Sounis, Livraria Atheneu, Ed. da Universidade Federal do Paraná; Microbiologia, Pelczar, Reid, Chan, MacGraw Hill; O Segredo dos Médicos Antigos, Jürgen Thorwald, Ed. Melhoramentos; Revista Capricho, 2009, Ed. Abril; A Assustadora História da Medicina, Richard Gordon, Ed. Prestígio; Grande Enciclopédia Larousse Cultural, Nova Cultural; Portalsaofrancisco.com.br.
Maria Celia Amorim
Fontes: Epidemiologia, E. Sounis, Livraria Atheneu, Ed. da Universidade Federal do Paraná; Microbiologia, Pelczar, Reid, Chan, MacGraw Hill; O Segredo dos Médicos Antigos, Jürgen Thorwald, Ed. Melhoramentos; Revista Capricho, 2009, Ed. Abril; A Assustadora História da Medicina, Richard Gordon, Ed. Prestígio; Grande Enciclopédia Larousse Cultural, Nova Cultural; Portalsaofrancisco.com.br.
Maria Celia Amorim







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