terça-feira, 30 de junho de 2009

TUDO DEPENDE DO RADICAL

Palavras similares ou diferentes? Siginificados similares ou diferentes ? Senão vejamos.

Desde a morte do astro pop Michael Jackson, estamos ouvindo as seguintes frases:
"- Será feita uma autópsia no cantor para identificar a causa da morte..."
"- A família de Michael Jackson pedirá uma segunda autópsia no cantor para...."
São notícias dadas em todas as mídias e todas elas divulgadas do mesmo modo: "Autópsia de Michael Jackson". Consultando o pai dos "burros", o Aurélio - Dicionário Prático da Língua Portuguesa, acompanhado do Dicionário de Dificuldades de Domingos Paschoal Cegalla, da Editora Nova Fronteira, chegamos as seguintes definições:
. Biópsia - exame microscópico de fragmentos de órgãos retirados de um ser vivo (exames histológicos), porque neste caso BIO (do grego Bios) significa vida. Como em Biologia que é o estudo dos seres vivos e das leis gerais da vida.
. Autópsia - Auto do grego Autos, mesmo, próprio, examinando a si mesmo. Porque aqui auto é o próprio indivíduo e podemos falar também autobiografia, onde a vida de alguém é escrita por ele mesma. Autoconfiança que é confiança em si mesmo. Auto-exame das mamas, você mesma se examinando. E por aí vai.
. NECRÓPSIA - exame ou perícia médico-legal feita no cadáver para apurar a causa da morte. Do grego Nekros (cadáver, morto, morte). Como em necrófago que é o animal que se alimenta de cadáveres. Necrópole ou também cemitério. Necrotério que é o lugar onde se guardam os cadáveres que vão ser submetidos a Necrópsia ou Necropsia, ou, identificados.

Então, depois de separados os radicais BIO, AUTO e NECRO e entendê-los, temos a certeza que dão significados diferentes as palavras. Por este motivo deveriam ser usadas de forma correta e não imprópria como tem ocorrido. Do modo como são faladas Necrópsia e/ou Autópsia, elas acabam se confundindo na boca do povo com ajuda da mídia (com exceção do Estado de São Paulo que escreveu de forma correta) e interpretadas de maneira errada.

RESTA-NOS SABER COMO UM CADÁVER FARÁ SEU EXAME, REDIGIRÁ UM LAUDO E SE ESTE TERÁ A CONFIABILIDADE EXIGIDA PARA SER ANEXADO AO PROCESSO.

Maria Célia Amorim

segunda-feira, 29 de junho de 2009

MEIO AMBIENTE: REALISTA E COMOVENTE


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Enviado por Maria Célia Amorim

VÍDEO DE ALERTA: AQUECIMENTO GLOBAL

Aqui vai um vídeo com um alerta em forma de tratamento de choque.

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Enviado por Maria Célia Amorim

OVO CRU ?

A ANVISA avisa: é prejudicial à saúde comer ovo mal cozido ou ovo cru.O ovo é um alimento milenar, assim como a Salmonella sp. também é milenar. Não são todos os ovos que estão contaminados, mas você não identifica o que pode ou não conter a Salmonella, a não ser os que já estão podres e com mau cheiro.

A Salmonella sp. é uma enterobactéria ou bactéria do trato intestinal, que cresce em meios ricos em proteínas, como os ovos, à temperatura de 37°C e que causam um quadro de gastroenterite aguda ou intoxicação alimentar após a ingestão do alimento contaminado em cerca de 6 a 48h, onde a doença se manifesta. Seu quadro clínico é de diarréia, vômito, dores abdominais, febre, desidratação, com maior gravidade em crianças do que em adultos, podendo até mesmo levar à morte.

Os ovos até chegarem em nossas casas passam da granja aos caminhões, mercados e chegam à nossa geladeira, que abre e fecha o dia todo. Deste modo, a Salmonella que se encontra dentro daquele ovo contaminado, se multiplica contaminando o alimento. Mas, não é só deste modo que ela contamina nossos alimentos. Também é responsável pela sua disseminação as moscas, as mãos sujas e águas contaminadas. Cozinhar bem os alimentos, lavar as mãos, beber somente água filtrada ou fervida e evitar locais sujos, são umas das opções para continuarmos saudáveis. Não custa tomar cuidado com o que se come, se bebe e como armazenamos os alimentos. Deste modo evitaremos muitos aborrecimentos.

Maria Célia Amorim

CURSO 2: DNA Forense no Ceará

Com o objetivo de auxiliar na solução de crimes e ocorrências policiais, a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), por meio da Coordenação de Perícia Forense, realiza em Fortaleza (CE) o 3º Curso Teórico-Prático de Tecnologias Avançadas em DNA Forense, que começa nesta segunda-feira (29) às 8h. A análise do DNA produz provas que são utilizadas na confirmação de paternidade, na identificação de pessoas desaparecidas e no esclarecimento de crimes como homicídios. O objetivo do curso é a capacitação, em nível intermediário, de peritos criminais na área de genética forense de 11 estados brasileiros (RN, PE, PI, PB, MA, AL, ES, RR, TO, AC, CE). O curso vai até o dia 3 de julho e ao todo serão 40h/aula. Participam da abertura, o secretário-adjunto de Segurança Pública do Ceará, José Nival Freire da Silva, o perito Maximiano Leite Barbosa Chaves, dirigente da Perícia Forense do Estado e a perita Teresa Cristina Lima Da Rocha, supervisora do Núcleo de Perícia em DNA Forense do Ceará.

CURSO: Senasp e Inmetro - melhoria da perícia forense

Com o intuito de promover a qualificação das instituições de perícia forense oficiais do Brasil, a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) do Ministério da Justiça promove entre 29 de junho e 3 de julho, em Duque de Caxias (RJ), o Curso de Metrologia Básica. A intenção é que, após o curso, eles repassem as técnicas para outros peritos em seus estados de origem e implantem sistemas de gestão de qualidade nos respectivos laboratórios forenses. Com isso, a justiça criminal do país poderá ter laudos cada vez mais confiáveis e padronizados.
As aulas serão no Campus de Laboratórios do Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro), parceiro da Senasp na iniciativa. Participarão peritos de todas as unidades da federação.
A Senasp e o Inmetro já vêm desenvolvendo atividades em conjunto sobre o tema. Em março deste ano, o Encontro Nacional de Dirigentes Gerais de Perícia Técnico-Científica, realizado em Brasília (DF), promoveu a discussão sobre o assunto entre técnicos dos dois órgãos. Em abril, os servidores dos dois órgãos voltaram a trocar conhecimentos, desta vez em Belo Horizonte (MG).

PERÍCIA CRIMINAL: CAMPOS DE ATUAÇÃO



Antes de entrar no tema é fundamental fazer uma definição do que vem a ser Criminalística. Um oficial da polícia frencesa Edmond Locard (1877-1966), um dos pais da Criminalística, estabeleceu um importante princípio, conhecido como Princípio da Troca de Locard:

"Quando duas coisas entram em contato no local do crime, há uma troca de materiais entre elas. Ou seja, o suspeito sempre deixa algo seu no local do crime e leva algo consigo quando o deixa". A Criminalística é uma ciência de que se vale de outras disciplinas ou de outros campos do conhecimento utilizando métodos técnico-científicos, legalmente admitidos e sistematicamente aplicados, para esclarecer casos criminais, bem como informar à investigação policial e auxiliar à Justiça, através da prova técnica. A sua metodologia consiste na interligação dos fatos que observa e estuda, a gênese dos vestígios que encontra e recolhe e os meios e os modos pelos quais foi perpetrado o crime. Ela é essencialmente dinâmica, porque o conhecimento também não é estático. Os campos de atuação são os mais variados:

FÍSICA FORENSE - a relação com essa ciência é total. Passa pelos conhecimentos de Mecânica aplicados a acidentes de trânsito, morte por projeção de grande altura, balística, engenharia, acústica aplicada a identicação de vozes.

DINÂMICA DE ACIDENTES DE TRÂNSITO - estudo de vestígios deixados no local como marcas de frenagem, resíduos, fragmentos de objetos, análise de avarias.

DOCUMENTOSCOPIA - estuda a questão da falsidade documental e tem como subdivisão a GRAFOSCOPIA que é específica para examinar a escrita a fim de determinar a sua autenticidade ou não, sua origem e sua autoria.

ENGENHARIA LEGAL - casos em que ocorrem desabamentos, verificação de estruturas, cálculos, vistorias técnicas.

PAPILOSCOPIA - levantamento e estudo de impressões digitais.

BALÍSTICA FORENSE - estuda armas e munições, faz confrontos para se determinar a autoria de um disparo.

TOXICOLOGIA FORENSE - conhecimento de química, farmacologia e bioquímica para identificação de tóxicos em geral.

QUÍMICA FORENSE - análise de alimentos e bebidas, exame de manchas orgânicas, de pelos e cabelos, análise de componentes de artefatos explosivos, cargas propelentes de projetis de armas de fogo, química de cosméticos, de tintas.

BIOLOGIA FORENSE - sua relação é grande com a Medicina Legal, estudo da morte onde entra a Entomologia Forense (estudo de formas larvais para se determinar o período de morte), exames de DNA.

LOCAIS DE CRIME - Diagnose Diferencial: Homicídio, Suicídio ou Acidente.

LUMINOTÉCNICA FORENSE - estudo da luminosidade em locais de crime.

PERÍCIA AMBIENTAL, COMPUTAÇÃO FORENSE, FONOAUDIOLOGIA FORENSE....................
Ricardo Ferreira

IMPACTO DE UM TIRO

Este video demonstra bem o poder de impacto de um projétil e, principalmente, a pressão interna que ele provoca no seu deslocamento. Imagina isso no seu corpo pressionando os seus órgãos............


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AS GUERRAS E O DESENVOLVIMENTO DA INFORMÁTICA

Como é flagrante que os grandes saltos de tecnologia ocorrem em grande parte em períodos de guerra ou de confrontos, quando a classe científica se mobiliza e através de investimentos pesados consegue produzir inovações. No Campo da Informática isso fica muito claro. Os primeiros computadores eram programáveis e construídos com componentes eletromecânicos como ocorreu, em 1941, em plena Segunda Guerra Mundial. O primeiro computador surgiu na Alemanha, mais precisamente em Konrad Zuse, era o Z 3. Um ano depois dentro da corrida armamentista, os americanos desenvolveram o primeiro protótipo de calculador eletrônico conhecido como ABC Computer. A necessidade surgida dentro dos setores de Inteligência para criptografar informações ou para quebrar códigos de segurança levou, em 1943, a Inglaterra a produzir o primeiro computador eletrônico programável, criado por Alan Turing. No final da Segunda Guerra, a Marinha americana em conjunto com a Universidade de Harvard e com a IBM produziram o Mark I, composto por componentes eletromagnéticos e que ocupava uma sala de cerca de 120 m².

Enquanto isso, o Exército desenvolvia um computador, totalmente, baseado em válvulas chamado ENIAC (Eletronic Numeric Integrator and Calculator), projetado por Presper Eckert e John Mauchly. Assim como o Mark I, o Eniac foi concebido para fins militares, para auxiliar no cálculo de trajetórias balísticas. O primeiro computador produzido em escala comercial foi o UNIVAC, em 1951. Dois anos depois, a IBM Corporation lança o IBM 701. O primeiro mini-computador surge, em 1959, que é o PDP1. Quem é um pouco mais velho, deve se lembrar que na década de 60 foi criada a primeira linguagem de programação, que era complicadíssima de se operar, voltada mais para a área comercial chamada COBOL (Common Business Oriented Language). Já os primeiros microprocessadores comerciais vão aparecer no início da década de 70 como o Intel 4004 de 4 bits, composto por cerca de 200 transistores. No ano seguinte, a Micro Instrumentation and Telemetry Systems lança o primeiro microprocessador para uso pessoal. Já em 1975, era produzido o ALTAIR 8800, que eram microcomputadores para vendas ao público. No ano seguinte, Steve Jobs e Steve Wozniak lançam o APPLE I, o primeiro microcomputador a fazer sucesso comercialmente e, em seguida, vem o APPLE II e o TRS-80. A Seagate, em 1980, produz o primeiro HD com capacidade para 5 MB. E, no ano seguinte, a IBM vem e lança no mercado o IBM PC, precursor dos atuais microcomputadores pessoais com o MS-DOS como Sistema Operacional. A partir daí, surgem Windows, Compaq, Microsoft, PC-AT, drive de 3 1/2, Internet, Orkut, Blogs, Twitter e por aí vai.........parece que foi ontem. Fonte: Computação Forense - Marcelo Antonio Sampaio

Ricardo Ferreira

COMPROMISSO COM A VERDADE


Dedico este blog, principalmente, aqueles que passam boa parte dos seus dias pesquisando metodologias científicas para serem empregadas no mundo da perícia em um país onde pouco se investe na área pericial. O trabalho de um perito, que funciona como um auxiliar do Juiz, é de extrema importância como mecanismo efetivo de Justiça, pois é com base nesses laudos técnicos que juízes e desembargadores fundamentam suas decisões para absolver um inocente, condenar um culpado ou dar a justa prestação jurisdicional a quem demanda na esfera cível.

O perito ao elaborar um laudo deve ser sincero consigo mesmo atuando pelo Estado como perito oficial ou na esfera cível, nomeado pelo magistrado, para funcionar em um determinado processo. Só deve fazer afirmações que possam ser provadas e demonstradas, através do método científico, como nos ensina o Mestre em Criminalística Domingos Toccheto. Por seu compromisso com a verdade, quando houver insuficiência de elementos ou se por meio de exames não se consiguir atingir aquela certeza inabalável, obtida normalmente pelos dados científicos que possam fundamentar uma conclusão, o perito deve agir de maneira sincera e deve lançar no seu laudo quais foram os dados concretos obtidos e o que não foi possível comprovar ou concluir, sob pena, inclusive, de estar incorrendo em uma falsa perícia. É importante lembrar que por baixo daquelas pilhas de processos existem pessoas e vidas que aguardam uma decisão justa para os seus casos.
Ricardo Ferreira

sábado, 27 de junho de 2009

POLÍCIA FEDERAL VAI ABRIR 600 VAGAS

Quatrocentos escrivães e 200 agentes serão contratados com salário de R$ 7.514. A esperada autorização para o concurso da Polícia Federal foi publicada ontem no Diário Oficial da União. Com a portaria do Ministério do Planejamento poderão ser selecionados 400 escrivães e 200 agentes, todos com nível superior. A quantidade de vagas é só uma parte dos dois mil postos criados pelo Congresso e sancionados em lei pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Pela distribuição, ainda falta autorizar 500 vagas para delegados, 300 para peritos criminais, 550 para agentes e 50 para papiloscopista. O edital deve ser publicado até o fim de outubro contendo todas os detalhes da seleção. O valor atual da remuneração para início de carreira dos dois cargos é de R$ 7.514,33. A portaria do Planejamento não fixou a data provável de nomeação. Assim, será necessário solicitar outra autorização ao ministério para provimento dos cargos.

Última seleção

O Cespe/UnB foi responsável pela última seleção da corporação, em 2004. Na ocasião, foram oferecidas 1.208 oportunidades para agentes, 491 para escrivães, 422 para delegados e 394 para peritos, distribuídos em 17 áreas. Ao todo, o concurso de 2004 recebeu mais de 180,7 mil inscrições. A concorrência para a prova objetiva foi de 56,13 para agentes e de 40,25 para escrivães. O salário inicial de delegado e perito era de R$ 7.965,91 atualmente é R$ 13.368,68. Os demais cargos recebiam no primeiro degrau da carreira R$ 4.357,67 e o valor atualizado é de R$ 7.514,33. Espera-se que do lançamento do edital à matrícula do curso de formação exista um prazo de pelo menos um ano. O processo seletivo para áreas como a Polícia Federal é demorado pois consiste em diversas fases. Em 2004, o prazo foi de um ano e houve cinco convocações para matrícula em cursos de formação. De acordo com o Ministério do Planejamento, até abril, existiam 11.379 servidores de carreira ativos na Polícia Federal: 1.767 delegados, 936 peritos, 1.665 escrivães, 6.543 agentes e 468 papiloscopistas.

Ricardo Ferreira

IGP ENVIA PERITA PARA O CASO DO AIRBUS

O Governo do Rio Grande do Sul através de seu Instituto Geral de Perícias (IGP) enviou a perita Trícia Cristine Kommers Albuquerque, da área de perícia genética forense, para auxiliar nos trabalhos de identificação das vítimas do acidente aéreo com o voo 447, da Air France, que caiu no Oceano Atlântico em 31 de maio, matando 228 ocupantes. A perita retornou, recentemente, dos EUA, onde representou os laboratórios estaduais brasileiros e recebeu treinamento do FBI sobre o programa de gerenciamento de perfis genéticos (Codis-Combined DNA Index System), que cria um banco de DNA e faz os devidos cruzamentos para identificação. De acordo com o diretor-geral do IGP, Áureo Martins, os trabalhos serão desenvolvidos a partir de 1º de julho, no Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal, em Brasília. O Estado também colocou à disposição das famílias dos gaúchos que estavam no voo o Laboratório de Perícias do IGP, que fará coleta de material para elaboração de laudo de DNA, para uma possível comparação e identificação.

Ricardo Ferreira

sexta-feira, 26 de junho de 2009

CUIDADOS NA COMPRA DE UM CARRO

Deve-se ter alguns cuidados na hora de comprar um veículo para não levar gato por lebre. Comprar o veículo de pessoa conhecida ou de empresa conceituada no mercado e observar o seguinte:
- Identificar plenamente o vendedor, através de documentos e endereço;
- Conferir os documentos do veículo, confrontando dados que nele constam com aquelas existentes no veículo, tais como, placas de licenciamento, lacre e numeração de chassi;
- Verificar se o veículo apresenta outros elementos de identificação além da numeração de chassi (Os veículos produzidos até 1988, apresentam uma plaqueta de identificação, que repete o número do chassi, sendo que após 1988, apresentam tal identificação em três (ou duas) etiquetas destrutíveis e em gravação existente nos vidros);
- Verificar se os dígitos constitutivos da numeração de chassi apresentam-se alinhados e com espaçamento regular entre si;
- Se possível fazer uma limpeza da superfície onde se acha gravada a numeração de chassi e verificar a existência ou não de desbastamento ou soldas, o que pode ser indício de alguma fraude;
- Retirar certidões negativas nos órgãos de Trânsito e na Delegacia de Polícia especializada;
- Adquirido o veículo, providenciar imediatamente a transferência da documentação;
- Os cuidados deverão ser redobrados quando da aquisição de veículos originários de outros Estados ou que possuam a indicação REM, na constituição da numeração do chassi, visto a maior incidência de adulterações nestes casos;
- Em caso de venda de veículo, comunicar imediatamente o Órgão de Trânsito, através de fotocópia do D.U.T.(Documento Único de Transferência).
Tipos de Adulteração:
- Remarcação
- Chassi Adulterado
- Transplante
- Chapa Transplantada
Localização das numerações de Chassi:1. Monza, Chevette, Opala e família, a partir de 1988 e Ômega, ano 1992: Interior do porta-malas, lado direito;2. Kadett, Ipanema, até 1993: interior do porta-malas, lado direto;3. Ômega, Suprema e Kadett, após 1993, Kadett conversível, Corsa, Vectra, Apolo, Verona: assoalho da carroçaria, entre o trilho do assento e a soleira da porta direita;4. Royale, Versailles, Pointer: painel transversal traseiro, em seu terço médio, no compartimento do motor;5. Parati, Gol, a partir de 1995: painel transversal traseiro, em seu terço direito, no compartimento do motor;6. Uno e família, Tempra, SW, até 1995: caixa do rodado dianteiro direito, no compartimento do motor;7. Uno e família, após 1995, Fiesta, Ka, Courrier: assoalho da carroçaria, à frente do assento dianteiro direito;8. Tempra, e SW, após 1995: assoalho da carroçaria, sob o assento dianteiro direito;9. Tipo: face superior da torre do amortecedor dianteiro direito;10. Pálio e família: Assoalho da carroçaria, sob o assento dianteiro direito.

Ricardo Ferreira

ESTADOS TERÃO BANCO DE DNA PARA IDENTIFICAR CRIMINOSOS

O Brasil terá mais uma ferramenta de apoio para desvendar crimes e identificar criminosos. Seis estados (Amazonas, Amapá, Ceará, Mato Grosso, Paraíba e Paraná) assinaram acordo de cooperação técnica com o Ministério da Justiça para uso do banco de dados de perfis genéticos Codis, usado pelo FBI. O bureau permitiu a utilização do programa de computador sem custos para o Brasil. O sistema é o mesmo mostrado na série de TV americana CSI.

Fonte: Ministério da Justiça

Resta saber se os Governos Estaduais e Federal vão alocar recursos para dar continuidade a esses projetos, já que a situação da maioria dos Institutos de Criminalística nos Estados é de completa penúria, sem contar o baixo salário recebido pelos peritos.

Ricardo Ferreira

DA SÉRIE ABSURDOS JURÍDICOS

Com o devido respeito, não tenho como deixar de registrar minha indignação a algumas decisões das mais altas Côrtes do país:

A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça concedeu habeas corpus a um rapaz do Mato Grosso do Sul que foi condenado por furto e falsa identidade. A relatora, Ministra Laurita Vaz, afirmou que a conduta de atribuir falsa identidade perante autoridade policial com o objetivo de ocultar antecedentes criminais não configura o crime previsto no artigo 307 do Código Penal. Na avaliação dela, acompanhada pelos demais ministros, apresentar identidade falsa à polícia configura "hipótese de autodefesa", consagrada no artigo 5º, inciso LXIII, da Constituição Federal. O artigo afirma que "o preso será informado de seus direitos, entre os quais o de permanecer calado, sendo-lhe assegurada a assistência da família e de advogado". Lembrando que na semana passada, o STJ tomou outra decisão polêmica, ao decidir que não é crime pagar por sexo com adolescentes se elas já não eram mais virgens e se prostituíam. No primeiro caso entendo que é uma garantia constitucional e processual penal do acusado dentro do princípio da não auto-incriminação, ou seja, que ninguém é obrigado a produzir prova contra si mesmo. Mas, não podemos menosprezar a prática de crimes como falsificação, falsidade ideológica e por aí vai....realmente fica complicado. Já no segundo caso, em um momento em que a sociedade reclama por medidas mais repressivas contra a pedofilia infantil, que já resultou até em CPI, e aí no caso ao meu ver não importa se essa jovem tem 16 ou 17 anos e se prostitui habitualmente, mas acho isso uma medida que causa muita estranheza. Afinal de contas que tipo de mensagem que o nosso Judiciário pretende enviar para a sociedade e para criminosos como esses...........

Ricardo Ferreira

ORIENTAÇÕES PARA PREENCHIMENTO DE CHEQUES

Ao se proceder o preenchimento de uma folha de cheque, deve-se observar algumas regras básicas, quais sejam:

Lançar o valor numérico do cheque, sempre inutilizando os espaços que antecedem e sucedem a expressão numérica com dois traços horizontais entrecortados por traços verticais (ex.#123,00#). Esta simples operação, impede, praticamente, que se adicione algarismos antes ou depois do valor original, adulterando assim o valor do documento. Sempre antes do lançamento do valor por extenso, deve-se repetir o valor numérico, antecedido da sigla da moeda. (Ex: R$ 123,00 == Cento e Vinte Três Reais ). Tal procedimento tem por finalidade inserir um dado a mais no preenchimento do cheque, o que irá seguramente, aumentar o grau de dificuldade numa falsificação. Lançar o valor numérico por extenso inutilizando o espaço restante. ( Ex: R$123,00 == Cento e vinte e três Reais ------------- x -----------------). Assim procedendo, o campo será restringido, o que impedirá que se insira vocábulos antes ou depois, com o intuito de alterar o valor. Ao se lançar uma assinatura, deve-se procurar sempre inserir em seu traçado, letras ou caracteres que a tornem legível ou mesmo parcialmente legível. Desta forma, a assinatura apresentará maior grau de dificuldade para ser falsificada.

Vale lembrar que a assinatura mais segura e mais difícil de ser falsificada é exatamente aquela representada pelo nominal (prenome, nome e sobrenome), grafados por extenso. As assinaturas representadas por “rabiscos” ininteligíveis e completamente destituídas de expressão alfabética, são passíveis de serem falsificadas com maior facilidade. Sempre que possível, inserir alguma característica própria no preenchimento de cheque, personalizando assim o documento. Nunca se utilize de “rubricas” para assinar um cheque. A rubrica pode ser uma assinatura reduzida e simplificada ao extremo, é a figuração que apresenta maior facilidade de falsificação. Um artifício utilizado é o uso do papel carbono invertido, que irá produzir uma cópia no verso do próprio cheque. Vale salientar, que o que acaba de ser mencionado, não irá impedir a falsificação ou adulteração de um cheque, mas seguramente, irá dificultar sobremaneira a ação dos falsificadores.

Ricardo Ferreira

CASO PATRÍCIA AMIEIRO: UM ANO DEPOIS



Esta semana quatro policiais militares foram presos e acusados de envolvimento na morte da engenheira Patrícia Amieiro, de 24 anos, desaparecida desde o dia 14 de junho do ano passado. O diretor do ICCE (Instituto de Criminalística Carlos Éboli), Sérgio da Costa Henriques, afirma que o laudo de perícia do local tem indícios suficientes para incriminá-los. De acordo com ele, a nova perícia feita um ano depois, cujo laudo foi assinado por dez peritos, prova que o carro da engenheira foi alvejado por três tiros ainda na saída do túnel do Joá. Sem contar que houve adulteração no local onde o carro foi encontrado, para simular um acidente de trânsito. A jovem sumiu no dia 14 de junho do ano passado, quando voltava de uma festa. O carro dela, um Palio, foi encontrado às margens de um canal, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, mas o corpo jamais apareceu. Os PMs Marcos Paulo Nogueira Maranhão e Willian Luís do Nascimento são acusados de homicídio e ocultação de cadáver. Já os militares Fábio da Silveira Santana e Márcio Oliveira dos Santos foram denunciados somente por ocultação de cadáver. Segundo o promotor Homero Neves, o fato de o corpo de Patrícia não ter sido encontrado não vai atrapalhar o processo. Durante a investigação do suposto desaparecimento de Patrícia, houve várias falhas. As marcas de tiros na lataria do veículo, por exemplo, só foram descobertas pelo irmão da vítima, dias após o crime. Isso é um absurdo !!!! Nova perícia foi realizada e mostrou que os fragmentos de bala encontrados no carro eram compatíveis com as armas usadas pelos PMs, uma pistola calibre 380 e outra calibre ponto 40. Os PMs apresentaram contradições em seus depoimentos. Um deles afirmou ter visto uma perfuração no parabrisa do Palio no dia em que a engenheira sumiu, mas depois voltou atrás na declaração e negou a informação. Mas, a pergunta que fica no ar é a seguinte: como a perícia anterior deixou passar vestígios tão significantes e tão importantes para a investigação, a ponto de ter que se realizar uma nova perícia um ano depois. Acredito que algo precisa ser revisto nessa área. Fica o desabafo do pai Antônio Celso Franco: "Estamos revoltados e com muita raiva desses monstros que fizeram isso com a minha filha. Mais revoltante ainda é saber que são policiais militares, que deveriam prestar segurança à nossa sociedade, que fizeram essa covardia com minha filha. Agora, o mínimo que pedimos à Justiça brasileira é que todos os envolvidos no caso sejam punidos com a máxima pena possível. Esse é só o início de nossa luta, pois não vamos sossegar até nos responderem: cadê minha filha, a engenheira Patrícia Franco?".
Fonte: Rádio CBN / Globo On Line
Ricardo Ferreira