sexta-feira, 31 de julho de 2009

CURSO DE PERÍCIA AMBIENTAL

O Departamento de Engenharia Civil da PUC-RIO oferece o curso "Perícia Ambiental e suas Áreas de Atuação". As inscrições estão abertas até o dia 3 de agosto de 2009 e o início das aulas está marcado para o dia 10 de agosto. O objetivo do curso é capacitar profissionais de todas as áreas de formação para a perícia ambiental nos processos judiciais e extrajudiciais e oferecer fundamentação teórica e prática para atuação no mercado de trabalho. Outras informações podem ser obtidas pelo http://www.cce.puc-rio.br/ ou pelo telefone 0800 970 9556.

SITUAÇÃO ESTÁ SÉRIA...AUTORIDADES ACORDEM

Subiu para nove o número de mortes confirmadas por gripe suína no estado do Rio. A secretaria estadual de Saúde confirmou nesta sexta-feira mais quatro óbitos, entre eles de uma grávida de 24 anos que morreu na quinta-feira. As outras vítimas são: um menino de 9 anos, que morreu no dia 23 de julho, um homem de 31 anos, que morreu no dia 24, e um adolescente de 14 anos, que morreu no dia 25. De acordo com a secretaria, os três também faziam parte do grupo de risco. Segundo o Ministério da Saúde, o grupo de risco é formado por crianças abaixo dos 2 anos, adultos acima dos 60 anos, gestantes, imunodepressivos e doentes crônicos.

Josimara Azevedo, de 24 anos, grávida de quatro meses, morreu quinta-feira no Hospital Rocha Faria, em Campo Grande. Segundo a chefe do CTI, a médica Maria Fernanda Garcez, Josimara estava internada há nove dias. Grávida de quatro meses, ela foi hospitalizada com febre alta e falta de ar. Há uma semana, o quadro se agravou e ela só conseguia respirar com a ajuda de aparelhos. Ainda de acordo com a médica, Josimara sofreu um aborto espontâneo por causa do estado grave. Segundo a médica, a gestante já tinha o diagnóstico confirmado de gripe suína desde quarta-feira. Antes de ser transferida para o Rocha Faria, ela teria ficado um dia internada no Hospital do Fundão, onde teria feito o exame. O primeiro caso de morte foi de uma mulher de 37 anos, que faleceu dia 13 de julho. Ela morava na comunidade de Pedreira, em Del Castilho, no Rio. A morte de mais duas mulheres, uma delas gestante, e duas crianças, de 6 e 10 anos, por gripe suína também foi anunciado na semana passada.

Primeira gestante que morreu no Rio passou por três hospitais. Ela trabalhava no Camelódromo da Uruguaiana, vendendo bijuterias. Ao sentir os primeiros sintomas de gripe, em 12 de julho, a gestante procurou ajuda no Hospital Adão Pereira Nunes, em Saracuruna, Caxias. Lá, segundo a advogada do casal, Elenilde da Silva Leão, a mulher, que era asmática e hipertensa, foi mandada de volta para casa, apesar de estar com falta de ar e pertencer a um grupo de risco para a gripe suína. Dois dias depois, a grávida, com febre mais alta e dificuldades respiratórias, procurou o Hospital Albert Schweitzer, onde fazia o pré-natal. Recebeu um broncodilatador e foi liberada. Como não melhorava, voltou no dia seguinte. De novo, foi mandada para casa, após ser examinada. A mulher morreu no mesmo dia em que deu entrada em um hospital particular de Bangu.

Fonte: Globo On Line e CBN

OLHO DE DEUS...


Esta foto é muito rara e este tipo de evento ocorre uma vez a cada 3.000 anos. A Nasa divulgou imagens da nebulosa Helix captadas com o telescópio espacial Hubble. As nebulosas são nuvens gigantescas de poeira e gases. A nebulosa Helix fica a 650 anos luz da Terra. É uma das mais próximas do planeta. Impressiona porque sua forma, que se assemelha a um grande olho, lembra uma imagem como se fosse um Olho de Deus...

VÍRUS




"Em 1900, o norte-americano J. K. Mitchell, estudou uma múmia (de um homem chamado RUMA) que tinha a perna esquerda mais curta que a outra, com uma diferença de 8 cm. Juntamente com o morto haviam sepultado a bengala que lhe servira de apoio para a locomoção durante a vida. Ao término de estudos, Mitchell levantou a hipótese que o morto sofrera, em vida, de Poliomielite. Logo acharam a estela com o testemunho, para toda posteridade que no Antigo Egito havia a ocorrência de Paralisia Infantil....." (O Segredo dos Médicos Antigos-Jürgen Thorwald; pag 45). Voltando para o presente, temos os vírus como "figuras" importantes no nosso dia-a-dia. São seres microscópicos invisíveis ao olhar humano e só visível por intermédio de microscopia, cuja palavra significa veneno e sendo agente de numerosas doenças denominadas viroses, como o Sarampo, a Rubéola, a Catapora, a Dengue, a Raiva, a Gripe, Encefalites, Varíola, Caxumba, Herpes e tantas outras. Mas os vírus não atacam só aos homens, eles também deixam doentes animais como na Febre Aftosa e as plantas como no Mosaico do Fumo e não só a estes, mas também as bactérias, como no caso dos Bacteriófagos.
São seres que se desenvolvem exclusivamente no interior das células podendo ser RNA vírus, que tem na sua estrutura o RNA e é responsável por Gripes, a Poliomielite, AIDS, Rotavírus, Mosaico do Tabaco, Hantavirose, Encefalomiocardite, Hepatite A, etc ou DNA vírus e são os mais simples seres vivos, estes são responsáveis pela Herpes, Meningites, são os Bacteriófagos, etc. Porém nunca encontraremos no mesmo vírus o RNA ou DNA juntos. Temos vírus que tem nomes como os Arbovírus, que são de artrópodes transmitidos ao homem por insetos: Febre Amarela e o mosquito Haemagogus, a Dengue e o mosquito Aedes; e temos os Retrovírus que mesmo sendo um RNA vírus, conseguem transformá-lo em DNA vírus dentro da célula do hospedeiro e depois formando um novo vírus RNA, como no caso do HIV da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS). Voltando então para alguns pontos importantes na história da microbiologia, temos em 1796 Edward Jenner (Inglaterra) que vacinou James Phipps de 8 anos com material retirado de uma lesão de Varíola Bovina e conseguindo que ele não desenvolvesse a doença. Em 1798 já tinha vacinado 23 pessoas. Em 1892, foi estudado e descoberto por Dimitrii Ywanowski o vírus do Tabaco, também confrmado por Beijerinck em 1898; neste mesmo ano, Löfler e Paul Frosch (1860-1928) chegaram a Febre Aftosa. Em 1911, Peyton Rous, descobriu o vírus do Sarcoma de Rous. Em 1915, Frederick W. Twort (Inglaterra) observou os vírus que infectam as bactérias e em 1917, Felix d'Herelle (França) também confirma este estudo. Em 1917 e 1918 aparece a Gripe Espanhola. Em 1935, Stanley isolou o vírus do Tabaco. Em 1957, Smith e William estudaram um vírus cristalizado de inseto, este era de contorno hexagonal com a aparência de um icosaedro. Sendo então confirmada pela primeira vez a forma geométrica dos vírus. Logo depois, R. C. Valentine chegou ao Adenovírus, que causa infecções respiratórias no homem. Em 1946, Wendek Stanley, descobriu que o vírus do Mosaico do Fumo poderia ser cristalizado.
Os vírus fora das células vivas, se cristalizam e podem se manter desta forma por tempo indeterminado, voltando as atividades logo que entram em contato com a célula hospedeira, sendo considerado um parasita intracelular. Em 1951, Max Theiler checou que o vírus da Febre Amarela poderia ser atenuado através de cultivos seriados em tecido de embriões de galinhas. Em 1956, Watson e Crick, estudando vírus, chegaram a conclusão de que sua parte externa ou cápsula era composta por proteínas e dividida em cápside e capsômero. Mais tarde, Enders, Robbins e Weller chegaram ao desenvolvimento da vacinas contra a Poliomielite. Em 1969, a vacina contra a Rubéola foi aprovada pelo Serviço de Saúde Pública dos Estados Unidos para o uso em humanos. Em 1980 o vírus HTLV (Human T-Cell Leukemia Vírus) é descrito, ele é responsável pela destruição dos Linfócitos Humanos do Sistema Imunológico. Em 1983, descoberto o vírus HIV1, sendo isolado de pacientes com AIDS pelos pesquisadores Luc Montaigner (França) e Robert Gallo (EUA). Em 1997, descoberto o TTV, DNA Vírus no Japão, após a morte de 3 pacientes portadores de Hepatite pós-transfusão. Em 2006, identificado o Vírus do Oeste do Nilo (WNV-West Nile Vírus), da Febre do Nilo, que manifestou-se também nos EUA. Em 2008 o HPV passa a ser o vírus (DST) que é mais transmitido entre jovens podendo chegar a 50% de infecção nesta população. Em 2008, a volta da Gripe Aviária e em 2009 volta a da Gripe Suína (H1N1).
Hoje sabemos por estudos e com o uso de microscópicos eletrônicos (Ultra-microscópicos), ultracentrifugação e outros procedimentos como são as formas dos vírus de várias enfermidades e também como são formados, como atuam e como combatê-los, se possuem só DNA ou se são RNA vírus. Também com a descoberta da Transcriptase Reversa, por Howard Temin e David Baltimore em 1970, aconteceu o estudo mais aprofundado dos vírus, levando os cientistas a chegar ao modo de ação dos RNA vírus (Retrovírus), os que são Oncogênicos, os que atuam no Sistema Imunológico como o HIV e os que se reprouzem em células vegetais ou animais. Outro cientista microbiologista, Renato Dulbecco, estudou o mecanismo pelo qual o genoma do vírus podia integrar-se nas células do hospedeiro. Passaram-se os anos, décadas, séculos desde os egípcios e podemos isolar vírus e identificá-los, a partir de materiais de pesquisa ou mesmo material clínico, em embriões de galinhas, coágulos plasmáticos ou em cultura de tecidos e classificá-los com letras como HIV (Human Immunodeficiency Virus), ou H1N1 da Gripe Suína ou também Gripe A; HAV, Vírus da Hepatite A; HBV, Virus da Hepatite B; HCV, da Hepatite C; HDV, da Hepatite Delta; HEV, da Hepatite E; HGV, da Hepatite G; SIV, Imunodeficiência Símia; HTLV que fazem tropismos para os Linfócitos T Humanos; entre tantas outras. Estamos aqui, no Século XXI e doeças vão e vem, em seu ciclo, do mesmo jeito que surgem elas desaparecem, deixando estragos em cada surto, deixando cientistas em seus laboratórios fazendo de tudo para manter a humanidade imune a estes seres. Estudando mais e mais todos os mecanismos de defesa humanos e de ataque dos vírus. Esta é uma batalha sem fim.
Fontes: Atlas de Biologia, A. de Haro Vera, LIAL; Microbiologia Vol I, Pelczar, Reid, Chan, Mac Graw-Hill; Segredos dos Médicos Antigos,Jürgen Thorwald, Ed. Melhoramentos.
Maria Célia Amorim

quinta-feira, 30 de julho de 2009

TRABALHO DO PERITO CRIMINAL

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MÓDULO II: PERÍCIA CRIMINAL



Resolvi dar um gás maior nesse segundo Módulo e, por isso, o texto vai ser um pouco mais extenso, mas não tem jeito. A Perícia Criminal por si só é Multidisciplinar, principalmente, se levarmos em consideração o avanço tecnológico e o das Ciências de uma maneira geral, sendo que a Criminalística, como já vimos, se vale de todas elas como a Toxicologia, Química, Física, Biologia, Matemática, Mineralogia, Geologia, Botânica, Engenharia, Análise de Sistemas e por aí vai. Diante da diversificação das áreas que é extremamente ampla, a perícia criminal recruta profissionais de áreas específicas como, por exemplo, a química e farmácia para atuar na realização de exames laboratoriais; ou, então, no caso da engenharia para atuar em perícias relacionadas com acidentes de trânsito, desabamento de construções; ou, então, há nos quadros da instituição profissionais como Papiloscopistas, responsáveis pela identificação humana através de papilas dérmicas (impressões plantares, palmares e digitais, estas através das polpas dos dedos). Enfim, a gama de profissionais das mais variadas áreas sempre será de grande valia para a perícia criminal. O perito quando atua em um local de crime, além de se preocupar em analisar e recolher os vestígios materiais, precisa ter o máximo de cuidado na catalogação, acondicionamento e transporte dos mesmos até os laboratórios, por ocasião da necessidade de realização de exames complementares, principalmente, quando se trata de material biológico (sangue, sêmen, pelos, etc.). É importante prestar muita atenção para que a cadeia de custódia não seja rompida, ou seja, seguir uma série de protocolos de segurança para garantir que tais vestígios não se contaminem e nem se percam. Isso começa no local do crime e se estende até aos laboratórios e depois todo o trânsito interno que essa amostra terá dentro do Instituto de Criminalística passando pelas mãos de outros peritos. A segurança na cadeia de custódia, falarei mais disso a frente, é importantíssima, pois é a garantia da idoneidade dessa prova material. O perito precisa estar atento a interligação dos fatos que observa numa cena de crime adotando uma visão tridimensional do local e tentar detectar a origem dos vestígios para tentar descobrir os meios e os modos de como aquele crime foi praticado e, se possível, saber quem o praticou. Numa perícia que envolva Balística Forense, um projétil extraído numa necrópsia chega até a investigação policial. Por sua vez, faz-se diligências na busca da suposta arma utilizada no crime e apreende-se o armamento. O material é encaminhado ao setor de balística que analisará o projétil retirado do corpo da vítima comparando-o com o que será produzido por essa arma, no que chamamos de peça-teste, e através de um equipamento chamado Microcomparador balístico teremos uma forma de exame que nos dirá se o projétil que matou aquela pessoa saiu ou não daquela arma, pois cada arma é individual tendo em vista o raiamento do seu cano que produz ranhuras no projétil que possibilitam tal exame com certeza absoluta. (ver vídeo postado no Sidebar para ilustrar - Confronto Balístico)

Existem postulados em Criminalística que podemos traduzir da seguinte forma:
- As conclusões da perícia serão constantes se utilizarmos os meios adequados para análise, no caso o método técnico-científico empregado para se concluir o que ocorreu quanto aquele fenômeno criminalístico, ou seja, quando esses exames forem reproduzidos esse resultado se manterá constante; e
- O conteúdo do laudo pericial criminalístico independe do perito que o produziu. Isso significa dizer que como a perícia é baseada em leis científicas com teorias e técnicas testadas e consagradas e amplamente aplicadas, seja qual for o perito que recorrer a essa técnica ele chegará ao mesmo resultado.

Vamos falar agora dos princípios da Perícia Criminalística:
- Princípio da Observação: “Todo contato deixa uma marca” - Princípio da Troca de Locard, como já vimos no Módulo I. Em locais de crime nem sempre é fácil a detecção de vestígios, sem contar que em muitos casos os próprios autores produzem alterações consideráveis na cena, exatamente, para dificultar o trabalho do perito. Em alguns casos, esses vestígios só podem ser detectados através de análises microscópicas, ou, através de aparelhos de alta precisão. Mas, é preciso ter em mente quennão pode haver uma ação que não deixe marcas de provas;
- Princípio da Documentação: baseado no princípio da Cadeia de Custódia da prova material já comentado. Ou seja, toda amostra deve ser cuidadosamente documentada desde o momento em que aparece no local do crime até sua análise em exames complementares, a fim de garantir e estabelecer um histórico completo de sua origem, de modo que não haja dúvidas sobre tais elementos probatórios;
- Princípio da Análise: deve seguir sempre o método científico. A perícia visa traçar uma teoria ou como aquele fato ocorreu, valendo-se dos vestígios encontrados que permitam desenvolver conjeturas sobre como se desenvolveu o fato, através da formulação de hipóteses coerentes com base numa metodologia;
Princípio da Interpretação: é ter em mente que dois objetos podem ser difíceis de serem distinguidos, mas nunca serão idênticos. Ou seja, a perícia tece isso nos mínimos detalhes, tentando fazer sempre uma identificação precisa, individualizando aquele elemento de prova; e
- Princípio da Descrição: o resultado de um exame pericial é constante com relação ao tempo decorrido, sabendo-se que a verdade é imutável, através de suas leis físicas, e deve ser exposto em linguagem clara, racionalmente disposta e bem fundamentada em princípios científicos para gozar de confiabilidade.
A Perícia busca a verdade através da leitura que as evidências estão nos passando. O vestígio é o elemento sensível ao fato, Podemos percebê-lo através dos nossos sentidos, ou seja, ele fala com você.
Ricardo Ferreira

quarta-feira, 29 de julho de 2009

PERÍCIA DO RIO RECEBE REFORÇO NO COMBATE AO CIBERCRIME

O Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) do Rio de Janeiro ganhou, nesta terça-feira, o novo e mais moderno Laboratório Forense para perícia em mídia digital (computador, celular, I-Pod e todo tipo de aparelho eletrônico). Os novos equipamentos vão garantir mais agilidade e eficácia no rastreamento de informações no combate aos crimes digitais. O equipamento adquirido pela Secretaria de Segurança Pública é o mesmo utilizado pelas polícias do mundo inteiro, inclusive pelo FBI e Interpol. No Brasil só a Polícia Federal e o Departamento de Inteligência de São Paulo dispõem desta arma de combate ao cibercrime. O ICCE é o primeiro instituto de criminalística do país a contar com esta novidade. O equipamento vai possibilitar, segundo o chefe de Polícia Civil, delegado Allan Turnowski, mais rapidez nas perícias de equipamentos eletrônicos.

De acordo com o diretor do Departamento de Polícia Técnico Científico, delegado Marcus Neves, o objetivo do novo laboratório é melhorar a qualidade e quantidade de dados rastreados, além de conseguir obter informações já apagadas. “Com o método antigo aproveitávamos 10% das informações registradas nesses equipamentos apreendidos pela polícia, agora chegaremos a quase 100% de aproveitamento desses dados, além de podermos resgatar informações já apagadas". O diretor do ICCE, Sérgio da Costa Henriques, explicou que os crimes digitais envolvem pedofilia, clonagem de cartão de crédito, fraudes financeiras, crimes de colarinho branco, fraude em licitações, jogo do bicho e até crimes de homicídio. No local desses crimes sempre tem um computador que é apreendido e levado para o ICCE, onde será periciado.

O diretor disse ainda que no Instituto tem cerca de 500 computadores para serem periciados, por apenas dois peritos. “Já temos três peritos formados para operar o novo laboratório e até o final do ano serão seis. Hoje temos 500 computadores apreendidos a espera de perícia. Com o novo equipamento em cerca de 15 dias poderemos entregar 50 computadores com HD de oito gigas cada, o que antes levaria de seis meses a um ano. Além da rapidez poderemos contar com a segurança na informação dos dados apurados.”, ressaltou ele. O novo equipamento conta com o terminal LTU, que realiza reconhecimento digital de imagens, quebra de senhas e permite a conexão de todos os tipos de mídias portáteis. O terminal Stego Suíte permite a localização de mensagens de som e imagem já apagadas. Os peritos poderão ainda realizar uma varredura em HDs procurando e encontrando todos os tipos de arquivos selecionados gerando um relatório de arquivos procurados.

Fonte: Assessoria da Polícia Civil do Rio de Janeiro

ALERTA QUANTO AO AQUECIMENTO GLOBAL

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PARA FICAR ATENTO

Não acredito que essa modalidade criminosa já tenha chegado ao Brasil, mas é bom saber para se prevenir desse tipo de ataque. Cientistas holandeses descobriram um método que permite roubar os créditos do passe eletrônico – aquele tipo de cartão usado em ônibus e metrô. Para isso, basta que o hacker se aproxime da vítima indo até um ponto de ônibus. Na bolsa, ele leva um equipamento que imita o funcionamento de uma catraca eletrônica e emite sinais com pequeno alcance. Segundo o matemático Peter van Rossum, da Universidade de Nijmegen (120 kms ao sul de Amsterdã), basta que o criminoso sente ao lado de alguém para copiar o cartão daquela pessoa. O conteúdo que está no passe eletrônico é capturado pelo hacker, através de um aparelho de comunicação que pode ser comprado na Internet por US$ 500,00 e fazer nele algumas modificações. No Brasil, a empresa SP Trans diz que não está preocupada com esse tipo de fraude, pois ela acrescenta uma segunda camada de segurança ao cartão que impede esse tipo de ataque. A descoberta dos holandeses faz tanto sentido, que a NXP Philips, criadora da tecnologia usada no passe eletrônico (Mifare Classic), entrou na Justiça para tentar impedir a publicação do estudo. Não conseguiu e acabou pedindo ao mesmo matemático Peter van Rossum que desenvolva a próxima geração de tecnologia com um sistema de segurança mais forte. Mas, voltando ao ataque do hacker, com posse desses dados capturados o cibercriminoso conecta o aparelho a um computador, onde decodifica as informações que estavam gravadas no passe eletrônico da vítima. Em seguida, essas informações são usadas para gravar um novo passe e pronto, o hacker pode utilizar todos os créditos que estavam gravados no passe eletrônico da vítima. O especialista aconselha que uma medida para evitar esse tipo de fraude seria embrulhar o cartão com papel alumínio para evitar que ele receba sinais quando não estiver sendo usado.

Fonte: Revista Super Interessante – Agosto/2009, p. 34

SÉRIE: VÍCIOS AO VOLANTE III


Outro mau hábito é o de passar em uma lombada transversalmente (cada roda de uma vez). Essa prática pode danificar as buchas da suspensão, amortecedores e rolamentos. Além disso, provoca maior torção da carroceria, o que pode empenar o monobloco.

Fonte: Merial - Cipa Gestão 2006/2007

terça-feira, 28 de julho de 2009

BIODIVERSIDADE

Podemos dizer que biodiversidade é a variedade de seres vivos ou espécies vivas de um ecossistema de uma região ou de todo o Planeta Terra. Ela pode ser avaliada pelo número de espécies que existem na biosfera ( conjunto das regiões da Terra onde existam vida, tanto fauna como flora). Já foram descritas cerca de 2 milhões delas mas se calcula que o número de espécies possa ser de até 12,5 milhões. O termo diversidade biológica foi criado recentemente por Thomas Lovejoy (1980), sendo que biodiversidade foi citado pela primeira vez por E. O. Wilson, entomologista, em 1986 num relatório apresentado no 1º Fórum Americano sobre a diversidade biológica, organizado pelo Conselho Nacional de Pesquisas dos Estados Unidos da América (National Researche Council, NRC). Então a palavra biodiversidade foi sugerida a Wilson pela NRC a fim de substituir diversidade biológica. E esta palavra que abrange um universo, tem sido usada por biólogos, ecólogos, ambientalistas, líderes políticos, estudantes e todas as pessoas envolvidas com a causa ambientalista, coincidindo com a preocupação com o tráfico de animais, de plantas comuns e medicinais, com desmatamentos, queimadas, introdução de espécies não nativas em determinadas regiões, em construções em áreas de preservação, com tantos seres vivos em extinção, observados nas últimas décadas do Século XX. A biodiversidade abrange a diversidade dentro de cada espécie, entre as espécies e entre os ecossistemas, sem considerar a quantidade de indivíduos, podendo haver mais espécies de um tipo do que de outro, isto devendo-se as condições ambientais, a luz, a temperatura, umidade, salinidade, água, ar, altitude, do ambiente onde se encontram. Então podemos dizer que o meio ambiente mais rico em biodiversidade é a floresta, como a Amazônica e o mais pobre é o deserto, como o Saara, Gobi e Atacama, por ser muito quente e também a Antártica por ser muito fria. E em todos os ambientes temos as variedades de espécies incluindo flora, fauna, fungos, líquens, macroorganismos e microorganismos. O Brasil tem a maior biodiversidade do planeta, onde 1/5 está localizado em território brasileiro, com 50.000 espécies de plantas, 5.000 de vertebrados, 10 a 15 milhões de insetos e milhões de microorganismos. Nós estamos todos envolvidos numa grande rede, onde uns dependem dos outros e a espécie humana depende dela para sua sobrevivência. A biodiversidade não é estática, está em constante evolução e o homem está interferindo ( como sempre ) na natureza e causando a extinção de espécies importantes para nós mesmos e para o planeta. Se o prejuízo for muito grande não haverá volta...

Fontes: Wikipédia;André Luiz Santos e Claúdia Valente-Apostila de Perícia Ambiental(1ª parte); Ecologia-Ecossistemas e Desenvolvimento Sustentável, Ed. Moderna.

Maria Célia Amorim

SUSTENTABILIDADE

O mundo produz sacolas plásticas desde a década de 1950. Elas não se degradam facilmente e grande parte delas estará no meio ambiente por mais de 300 anos. Calcula-se que o planeta produz até 1 trilhão de sacolas plásticas anualmente. O Brasil produz mais de 12 bilhões todos os anos. Sacolas plásticas são leves e são carregadas facilmente pelo vento. Entopem ralos e bueiros causando enchentes e atingem rios, lagos e mares e são encontradas nos estômagos de tartarugas marinhas, baleias, focas e golfinhos mortos por sufocamento. Várias redes de supermercados do Brasil e de outros países já sugerem o uso de caixas de papelão e colocam à venda sacolas de pano ou de plástico mais duráveis para transporte de mercadorias.

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Ricardo Ferreira

ANTÁRTIDA, O CONTINENTE BRANCO

Este continente foi o último a ser explorado e até pouco tempo era desconhecido para o homem. É um local de vida selvagem, com montanhas e icebergs. Foi sonho de homens como o Inglês James Cook, entre 1768 e 1771 a bordo do Endevour, do Russo Thaddeus Bellings Hausen (1819) e de Richard Bird (1933) tentar desbravá-lo, chegar e colocar a bandeira de seu país. Até a pouco tempo só poderiam chegar até ele cientistas com autorização e com fins de pesquisa e preservação. Hoje já não é mais assim. A exploração turística chegou até lá. E desencadeia mais uma preocupação, a maior degradação do continente, que não pode ser ainda mais agredido. Onde há homem, há poluição - lixo, mesmo com regras, como minha avó dizia: "onde o homem pisa, não nasce mais grama". Deste modo, existe um calendario para a sua visitação (com autorização) e o período ideal para essa viagem é no verão austral que vai de novembro à março. Os navios partem do porto de Ushuaia, no extremo sul da Argentina em direção à Antártida. Passando pelas Ilhas Shetland do Sul e chegando ao Pólo Sul e só podem descer no Continente 100 pessoas por vez (!!!), isto tudo para controlar a ancoração de barcos nas baías.

É um passeio caro, para quem vai e para a natureza, e quem paga quer conhecer este mundo diferente, branco, impressionante, com seus habitantes, as focas de todas as espécies, pinguins e outras aves aquáticas, grandes cetáceos, entre eles as baleias, as orcas e os narvais, por exemplo. Devido ao aquecimento global e a poluição de todos os meios, este continente está passando por modificações e seus habitantes também, como o Urso Polar, em que sua pelagem branca está se tornando amarelada, isto sem contar com o degelo (preocupante, pelo aquecimento global). As pessoas estão sendo atraidas a conhecê-lo e daí o turismo se voltar para a Antártida antes que ela derreta e suma do mapa como conhecemos hoje... É o homem se expalhando pelo planeta.............

Maria Célia Amorim

segunda-feira, 27 de julho de 2009

A GRIPE ESPANHOLA DE 1918




Em tempos de gripe A, vale lembrar que a “Gripe de 1918”, também conhecida como “Gripe Espanhola”, é apontada como a mais devastadora doença de todos os tempos. Estima-se que o vírus matou perto de cem milhões de pessoas em diversos países. "Acabou tão misteriosamente como surgiu. E quando tudo estava terminado, a humanidade havia sido abalada por uma doença que em poucos meses tinha matado mais gente do que qualquer outra enfermidade na história do mundo". A afirmação é da americana Gina Kolata, repórter especializada em ciências do New York Times e autora do livro "Gripe: A História da Pandemia de 1918" (Ed. Record). Na introdução a autora comenta: “Você começava sentindo uma forte dor de cabeça. Seus olhos começavam a arder. Vinham os calafrios e você ia para a cama, enrolado em cobertores. Mas não havia nem manta nem cobertor que conseguisse aquecê-lo. Você adormecia sem repousar, delirando e tendo pesadelos à medida que a febre aumentava. E quando você começava a despertar, entrando num estado de semiconsciência, seus músculos doíam e sua cabeça latejava e, de alguma maneira, ficava sabendo aos poucos que, embora seu corpo gritasse debilmente "não", você caminhava para a morte. Isso podia durar alguns dias, ou algumas horas, mas nada podia deter o progresso da doença. Médicos e enfermeiras aprenderam a reconhecer os sinais. Seu rosto assumia um tom castanho arroxeado escuro. Você começava a tossir sangue. Seus pés ficavam pretos. Por último, quando o fim já estava próximo, você sentia uma terrível falta de ar. Uma saliva tingida de sangue saía de sua boca. Você morria - afogado, na verdade - à medida que seus pulmões enchiam-se de um líquido avermelhado. E quando fosse fazer a necrópsia, o médico legislta observaria que seus pulmões estavam pesados e encharcados em seu peito, saturados de um líquido sanguinolento ralo, inútil, como pequenos pedaços de fígado”.
A praga de 1918 foi chamada de gripe, mas não era como nenhuma outra gripe já vista. Ela irrompeu em setembro daquele ano e, ao terminar, meio milhão de americanos haviam morrido. A doença espalhou-se às partes mais remotas do globo. Alguns povoados esquimós foram dizimados, praticamente eliminados da face da terra. Vinte por cento dos habitantes da Samoa Ocidental pereceram. E onde quer que atacasse, o vírus infectava um grupo normalmente de pequeno risco - jovens adultos que em geral são poupados da devastação das doenças infecciosas. As curvas de mortalidade tinham a forma de "W", com picos para os bebês e crianças com menos de 5 anos, para os mais velhos na faixa de 70 a 74 anos e para pessoas de 20 a 40 anos de idade. Crianças tornavam-se órfãs, famílias eram destruídas. Alguns sobreviventes diziam ter sido algo tão horrível que não queriam sequer falar no assunto. Outros tentavam interpretá-la como mais um pesadelo da guerra, assim como a luta nas trincheiras e o gás mostarda. Ela veio quando o mundo estava cansado da Primeira Guerra. Varreu o globo em meses e, junto com a guerra, se foi. Acabou tão misteriosamente como surgiu. E quando tudo estava terminado, a humanidade havia sido abalada por uma doença que em poucos meses tinha matado mais gente do que qualquer outra enfermidade na história do mundo. Quando pensamos em pragas, imaginamos terríveis e estranhas doenças como Aids, Ebola, Antraz e também a Peste Negra. Preocupamo-nos com sintomas horripilantes - pústulas ou golfadas de sangue saindo por todos os orifícios. Ou homens jovens, que tinham o físico de deuses olímpicos, reduzidos a figuras esqueléticas, cambaleando pelas ruas com seus membros raquíticos, apoiando-se em bengalas, tiritando de frio. Hoje nossa preocupação é a guerra biológica - um novo vírus feito de uma combinação de varíola e antraz ou varíola e Ebola. Ou nos preocupamos com a possibilidade de uma nova doença terrível estar sendo incubada em algum lugar, em uma região quente, e estar sendo preparada, com a destruição de antigas florestas, para de repente surgir e matar a todos nós. Mas, a gripe jamais figura na lista das pragas letais. Ela parece ser inócua. Aparece no inverno e todos a contraem mais cedo ou mais tarde. Uma vez que alguém adoece, não existe um tratamento eficiente, mas isso não importa. Praticamente todo mundo fica bem novamente, muito poucos não se recuperam. Trata-se apenas de uma doença inconveniente, que inflige, em geral, cerca de uma semana de sofrimento. Não se supõe que gripe seja uma doença letal, pelo menos para adultos jovens, que têm poucas razões para temer a morte e as enfermidades.
O próprio nome em inglês e em italiano, influenza, insinua sua característica de aparecer periodicamente a cada inverno. Influenza é uma palavra italiana que, sendo uma hipótese, foi cunhada pelas vítimas da doença na Itália em meados do século XVIII. Influenza di freddo significa "influência do frio". A gripe parece ser, entretanto, inevitável. Ela se dissemina pelo ar e pouco pode ser feito para evitar que sejamos infectados. "Eu sei como contrair Aids", diz Alfred W. Crosby, um historiador da gripe de 1918. "E não sei como pegar gripe." E talvez porque a gripe seja tão familiar, o terror que provocou em 1918 foi muito assustador. É como uma história macabra de ficção científica em que o que é comum torna-se monstruoso. Quando a doença foi observada pela primeira vez, os médicos relutaram mesmo em chamá-la de gripe. Parecia ser uma nova doença, diziam eles. Alguns chamaram-na de broncopneumonia, outros de infecção respiratória epidêmica. Alguns médicos sugeriram que poderia ser cólera ou tifo, ou talvez dengue ou botulismo. Outros diziam ainda que era simplesmente uma doença pandêmica não-identificada. Os que usavam o termo "gripe" insistiam em colocá-lo entre aspas. Uma forma de se contar a história da gripe de 1918 é através de fatos e imagens, uma coleção de dados de impacto é entorpecedor e de magnitude quase inconcebível. Quantos adoeceram? Mais de 25 por cento da população dos Estados Unidos. O que se passou com os que prestavam serviço militar, aqueles rapazes jovens e saudáveis que foram os alvos favoritos do vírus? A Marinha informou que 40 por cento de seus membros contraíram a gripe em 1918. O Exército estimava que cerca de 36 por cento de seus membros foram atacados.
Quantos morreram no mundo todo? As estimativas vão de 20 a mais de 100 milhões, mas o número verdadeiro jamais poderá ser conhecido. Muitos lugares atacados pela gripe não apresentam estatísticas de mortalidade e, mesmo em países como os Estados Unidos, os esforços para registrar as mortes pela gripe foram complicados pelo fato de naquela época não haver um exame definitivo que realmente mostrasse que uma pessoa tinha a gripe. E além disso a baixa estimativa do número de óbitos é surpreendente. Em comparação, a Aids matou 11,7 milhões de pessoas em 1997. A Primeira Guerra Mundial foi responsável por 9,2 milhões de mortes em combate e por um total de cerca de 15 milhões de mortes. A Segunda Guerra por 15,9 mortes em combate. O historiador Crosby chama a atenção para o fato de que, qualquer que seja o número exato de baixas ocasionadas pela gripe de 1918, uma coisa é indiscutível: o vírus "matou mais seres humanos do que qualquer outra doença num período de mesma duração na história mundial".

Colaboração do Prof. de Biologia Otávio Ferreira
Fonte: Folha OnLine

TRATAMENTO INOVADOR PARA RECUPERAR TECIDOS DO OLHO

Cientistas australianos desenvolveram uma lente de contato especial, que é revestida de células-tronco e consegue recuperar a visão de pessoas com problemas de córnea (a camada mais externa do olho). Na cirurgia é retirado um pedaço de 1 mm do limbo corneal ou da conjuntiva, regiões ricas em células-tronco. O paciente vai embora para casa no mesmo dia. As células-tronco são colocadas na lente de contato, que é mergulhada em uma solução rica em nutrientes e fica assim por 10 dias numa incubadora, para que as células se multipliquem. Alguns dias depois que a lente é colocada (cujo tamanho e textura são semelhantes a de uma lente comum), as células-tronco migram para o olho do paciente onde substituem as células da córnea e fazem as pessoas recuperarem a visão. Após 2 semanas as células-tronco já passaram para o olho e o paciente pode tirar a lente. A visão continua a melhorar, sendo que a recuperação total leva 3 meses. O procedimento ainda está em fase de testes, mas é considerado simples e logo poderá ser usado em qualquer hospital, avalia o criador da técnica, o oftalmologista Nick di Girolamo, da Universidade de New South Wales.

Fonte: Revista Super Interessante, Agosto/2009 – p. 30.
Ricardo Ferreira

domingo, 26 de julho de 2009

ANIMAIS EM EXTINÇÃO

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MICROSCÓPIO




É o instrumento fundamental, hoje, para a feitura de todos os exames que envolvem a microscopia, que envolvem seres microscópicos, que envolvem atividades microscópicas. Porém nem sempre foi assim. Podemos retornar no tempo. Em pesquisas arqueológicas foram encontradas lentes plano-convexas, usadas como lupas em Nínive. Os romanos já conheciam o poder ampliador das lentes biconvexas. Depois, no século XI, em livros árabes, são feitas referências as lentes convexas. No século XIII, Roger Bacon faz estudos sobre as lentes biconvexas. Mais tarde temos Georges Haefnagel (1546-1617) com a ajuda das lentes estudando os insetos e publicando trabalhos ilustrados. Mas o crédito da invenção do Microscópio é dada em 1590 aos irmãos Franz, Johan e Zacharias Janssen, que eram fabricantes de óculos, criando um sistema de lentes que aumentavam pequenas estruturas e objetos para a observação deles, com alguma nitidez. O aparelho foi chamado microscópio. Passaram-se alguns anos e temos então Antoine van Leeuwenhoek (1632-1723) ( foto acima) que viveu em Delft na Holanda,que foi a primeira pessoa a observar microscopicamente material biológico.Este microscópico era dotado de uma só lente e que era segurado com a mão e que se dirigia para a fonte luminosa para que a luz atravessasse a lente e o objeto, ele era composto de uma só lente pequena e quase esférica. A ele também é dado o crédito de descobrir a existência de microorganismos, impulsionando o mundo das ciências.

A partir do século XVII, os microscópicos sofrem modificações, ficam mais elaborados e eficientes. Em 1665, Robert Hooke usa o primeiro microscópico para a observar uma grande variedade de pequenos objetos, além de animais e plantas. Depois dele vieram outros cientistas que com o invento do microscópio deram um impulso na história da microbiologia, como Pasteur, Koch, Hansen e tantos grandes homens. Hoje em dia temos uma grande variedade de microscópicos e podemos dividí-los em ópticos e eletrônicos. Os ópticos funcionam com um conjunto de lentes, as oculares e as objetivas, são binoculares e estão em todos os tipos de laboratórios de pesquisas. Citando alguns temos os tipos:-de Campo Claro, usados em laboratórios;-de Fundo Escuro, para microscopia clínica;-de Contraste de Fase, para observar material a fresco, sem coloração, sendo usado em citologia, bacteriologia e parasitologia;-de Polarização para observações de substâncias birrefringentes. Os eletrônicos ampliam a imagem por meio de feixes de elétrons divididos em duas categorias: o de Varredura e o de Transmissão. O de varredura é o microscópio de ponta, que trabalha com uma larga variedade de efeitos físicos (mecânicos, ópticos, magnéticos e elétricos), sendo um tipo especial o Tunelamento, capaz de oferecer aumento de até 100 milhões de vezes, possibilitando até mesmo a observação de superfícies de algumas macromoléculas como no caso do DNA. O microscópico eletrônico de transmissão ou também chamado de Feixe Fixo usa feixes de elétrons, podendo se conhecer a estrutura cristalina de um objeto. Existem também outros tipos de microscópicos, que pela necessidade de trabalho foram sendo inventados e/ou adaptados como os abaixo relacionados:-os Metalográficos ou também chamados Petrográficos, com dispositivo de polarização para estudo de ligas e metais;-os Estereroscópicos, que são microscópicos binoculares para observação de minerais ou corte destes;-os Entomológicos, para o estudo de insetos;-o microscópico Comparador, que são dois microscópicos unidos com uma só ocular e servem para a observação de tecidos, por comparação. Usando a amostra do tecido que tenho e com a amostra para ser testada, para a avaliação de fraudes;-o microscópico de Reichert, para Imunofluorescência, com o uso de soluções frescas. Estes microscópicos são especiais, de fluorescência, sua ocular deve ter um filtro que impeça a passagem dos Raios Ultra-Violetas através do microscópico. Suas imagens são brilhantes e é usado para diagnósticos imunológicos.

Por ser um universo micro, onde os olhos nus, até a pouco tempo não podiam alcançar ou imaginar existir, os microscópicos fizeram toda a diferença e com as mudanças e descobertas já não há mais limites. Hoje com muita imaginação e certeza do que queremos ver, chegamos aonde antes era só ficção científica.
Fontes de pesquisa: Wikipédia;J. Bernis Mateu, Atlas de Microscopia, Lial; Pelczar,Reid, Chan - Microbiologia Volume I, Mc Graw-Hill.

Maria Célia Amorim

SÉRIE: VÍCIOS AO VOLANTE II

Dirigir com a mão pesando sobre a alavanca de marchas força o trambulador (peça fundamental na ligação entre o câmbio e as engrenagens da transmissão) e seus terminais, que podem desgastar-se excessivamente. Dirigir com a mão apoiada sobre o câmbio força o trambulador e seus terminais, provocando desgaste prematuro.

Fonte: MERIAL CIPA GESTÃO 2006/2007

sábado, 25 de julho de 2009

MUDANÇAS CLIMÁTICAS

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MÓDULO I: PERÍCIA CRIMINAL - INTRODUÇÃO À CRIMINALÍSTICA




Bem diferente do que acontece nos seriados de TV do tipo SCI (Scene Crime Investigation), a perícia no mundo real e, principalmente, no Brasil, é muito diferente, pois requer tempo, dedicação do perito que trabalha com poucos recursos e muitas vez com seu próprio equipamento. É preciso ainda que ele tenha expertise e uma metodologia científica somada a sua experiência em buscar vestígios que indiquem o que pode ter ocorrido naquele local de crime (mecânica) e se possível recolher e catalogar objetos e material orgânico que possam ajudar a determinar a autoria daquele ilícito. Resolvi tratar da Perícia Criminal, dividindo-a em Módulos de forma que o texto não fique muito extenso e nem cansativo, mas que também não perca seu conteúdo. Vou abordar, principalmente, os seguintes assuntos: Introdução à Criminalística, Locais de Crime, Medicina Legal na parte que trata da Tanatologia (estudo da morte) que tem tudo a ver com o tema anterior, Toxicologia Forense, Química Forense, Documentoscopia, especialmente, a parte de Grafoscopia, que é minha área de atuação, além da Perícia Ambiental e algumas questões envolvendo a Computação Forense, sendo que em alguns momentos algumas partes não serão muito detalhadas por motivos óbvios. No entanto, até onde for possível avançar nesses conhecimentos, eles serão disponibilizados. Vamos começar, então, com INTRODUÇÃO À CRIMINALÍSTICA. O oficial da polícia francesa Edmond Locard (1877-1966) dizia que todo contato deixa rastros e isso é uma verdade, tendo em vista que hoje diante dos avanços tecnológicos e dos recursos disponíveis, poucas evidências passam despercebidas pelo olhar atento do perito para entender o que se passou numa cena de crime. Locard estabeleceu um importante princípio da Criminalística: “quando duas coisas entram em contato no local do crime, há uma troca de materiais entre elas (Troca de Locard). Ou seja, o suspeito sempre deixa algo seu no local do crime e leva algo consigo quando o deixa”. Mas, afinal de contas a Criminalística é uma Ciência ou uma Disciplina ? O que posso dizer é que ela é uma disciplina que se utiliza dos conhecimentos dos mais variados campos da Ciência e das outras disciplinas objetivando esclarecer através da aplicação de métodos técnicos e científicos legalmente admitidos e sistematicamente testados e aplicados para esclarecer casos criminais, bem como informar à investigação policial e auxiliar à justiça confeccionando o que virá a ser uma das provas mais importantes dentro do processo, a prova técnica. Nos primórdios, a partir do Séc. XIX, cabia à Medicina Legal fazer não só o exame dos vestígios nos corpos como toda a pesquisa, busca de demonstração de outros elementos relacionados ao crime como os instrumentos usados no ilícito e demais vestígios extrínsecos no corpo da vítima. Com o avanço das Ciências como a Física, Química, Biologia, Matemática, Toxicologia, entre outras, tornou-se necessária a criação de uma disciplina para analisar esses vestígios e que depois de uma interpretação científica começavam a se transformar em evidências.

A Criminalística, a partir desse ponto, começa a ter vida própria, independentemente, das outras Ciências, mas se utilizando delas para alcançar o seu propósito, a resolução de crimes. O termo Criminalística vem da escola alemã e a primeira vez que foi usado foi por Hans Gross, considerado o pai da Criminalística, professor de Direito Penal e juiz de instrução, em 1893, em Gratz, na Alemanha, como relata Luis Carvalho Dorea, Victor Stumvoll e Victor Quintela, em seu brilhante livro Criminalística – Tratado de Perícias Criminalísticas, uma fonte de referência para quem pretende trabalhar nessa área. A primeira definição brasileira pode ser extraída do Primeiro Congresso Nacional de Polícia Técnica, realizado em São Paulo, em 1947. “Disciplina que tem por objetivo o reconhecimento e interpretação dos indícios materiais extrínsecos relativos ao crime ou à identidade do criminoso. Os exames dos vestígios intrínsecos (na pessoa) são da alçada da Medicina Legal”. É preciso entender que o objetivo primordial da Criminalística é entender a mecânica, ou seja, a interligação dos fatos que observa e estuda através dos vestígios materiais encontrados, bem como os fatos geradores, a origem, a interpretação e os meios e modos como foram perpetrados os crimes. Essa visão dinâmica foi sustentada pelo Instituto Nacional de Criminalística, no V Congresso Internacional de Ciência Forense, realizado em Montreal, no Canadá, em 1965. Eraldo Rabelo, renomado mestre e perito criminalístico do Rio Grande do Sul, explica que a Criminalística não é estática, porque o crime é extremamente dinâmico e se trata de uma disciplina autônoma, regida por leis, métodos e princípios próprios, integrada pelos diferentes ramos do conhecimento, mas que tem plena independência deles. Nos tempos atuais, a prova pericial tornou-se a mais importante das provas, pois é objetiva e calcada em bases científicas que não dão margem à dúvidas e especulações quando feita de forma séria e criteriosa. Os peritos empregam técnicas amplamente testadas cuja utilização é mais do que comprovada, por isso a certeza desse tipo de prova. No Módulo II continuamos a falar desses pontos e também sobre os Postulados e os Princípios Fundamentais da Criminalística e depois iremos aprofundar esse estudo. Até lá e mais uma vez obrigado pela paciência.

Ricardo Ferreira

CHIMPANZÉS ABREM CAMINHO PARA PESQUISA CONTRA A AIDS

Recente estudo americano publicado na conceituada Revista “Nature” revela que cientistas conseguiram comprovar, pela primeira vez, que chimpanzés selvagens adoecem e morrem de uma versão da AIDS. A descoberta desafia uma teoria que estava arraigada de que os macacos em geral contrairiam o vírus símio, mas não desenvolveriam a doença e isso terá implicações sérias no futuro da pesquisa da infecção pelo vírus HIV em humanos e de vacinas e de medicamentos contra a doença. A comparação entre os vírus que infectam chimpanzés e os seres humanos pode ajudar os pesquisadores a entenderem melhor como funcionam os sistemas imunológicos e a evolução da doença nas diferentes espécies, segundo Beatrice Hahn, da Universidade do Alabama, principal autora do estudo publicado. O estudo acompanhou 94 macacos do Parque Nacional de Gombe, na Tanzânia, durante 9 anos. O trabalho revela que o SIV – vírus símio precursor imediato do HIV, que teria cruzado a barreira entre as espécies em algum momento dos últimos cem anos – causa uma doença similar à AIDS nos animais. Até então, acreditava-se que esse vírus era assintomático nos macacos, mas foram constatados nos chimpanzés vários sintomas similares aos registrados por humanos e ainda a redução progressiva das células T do sistema imunológico. Beatrice Hahn, em entrevista a “New Scientist” comenta que em comparação com os humanos a proporção de macacos infectados que desenvolve a doença e morre é bem menor e isso pode ocorrer pelo fato dos macacos estarem mais adaptados ao vírus do que nós. Ou seja, essas diferenças fazem os cientistas especularem que os macacos podem estar um passo à frente em matéria de adaptação ao vírus e identificar esse passo será muito importante para estudar uma cura para a doença.
Fonte: Com base em artigo da parte de Ciência – Jornal O Globo, p. 32 (23/07/09)

Ricardo Ferreira

sexta-feira, 24 de julho de 2009

SÉRIE: VÍCIOS AO VOLANTE I


Muitos brasileiros deixam o pé apoiado sobre o pedal da embreagem quando dirigem. É um dos vícios mais comuns e difícil de ser superado. As alavancas desse sistema são responsáveis por multiplicar de oito para 400 quilos o peso aplicado sobre o pedal e separar o disco de embreagem do platô. O pé constantemente apoiado sobre o pedal acelera o desgaste do disco, molas e rolamentos em até 40%. Descansar o pé sobre o pedal da embreagem é um vício que provoca o desgaste prematuro dos componentes do sistema.


Fonte: MERIAL CIPA GESTÃO 2006/2007

UMA FOTOGRAFIA ESPETACULAR

Esta foto é de uma formação rochosa que existe em um lago da Birmânia. Só é possível tirar essa foto em um determinado período do ano, devido a iluminação solar. Apoie a cabeça sobre o seu ombro esquerdo e vai ver porque ela é espetacular.

PAIS ANIMAIS

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INFECÇÃO

Todas as espécies vivas do planeta vivem em contato com microorganismos. Alguns causam doenças, outros vivem no trato intestinal (microbiota) e outros na pele convivendo com seus hospedeiros. A saúde de todos os seres é influenciada pela presença ou não de microorganismos do ambiente onde vivem, mas quando ocorre um desequilíbrio na relação entre os dois seres vivos (hospedeiro e parasita) ou da imunidade do ser, ocorrerá o desenvolvimento de algum mal e este ficará doente. Podemos dizer que a partir deste momento aparecerão as infecções e o microorganismo patogênico se instalará no ser vivo, causando doenças com manifestações clínicas e biológicas que podem ser facilmente tratadas ou mesmo se tornarem mais complicadas e levando à morte do paciente. Entre estes microorganismos podemos diferenciar as bactérias, que causam infecções bacterianas, os vírus com as viroses, os fungos com as micoses e os protozoários com as protozoonoses. As infecções podem permanecer localizadas ou se espalhar pelo organismo causando por fim uma septicemia. Ocorrem também toxiinfecções, onde os microorganismos determinam indiretamente a doença infecciosa por meio de toxinas secretadas, como na difteria, pelo Corynebacterium diphtheriae, o tétano, pelo Clostridium tetani e o botulismo pelo Clostridium botulinum. A palavra infecção deriva do latim: inficere (colocar dentro) e explica que para haver a doença o agente deve estar em contato com o hospedeiro e se multiplicar neste, se alojando no órgão de sua afinidade e interferindo na saúde do ser parasitado. Sabemos hoje que todos os microorganismos são potencialmente causadores de doenças dependendo para isto, de seu hospedeiro, se este for recem operado, de baixa imunidade ou imunodeprimido, de doenças crônicas, de HIV soro positivo, em uso de drogas, etc, deixando uma porta de entrada para acontecer a infecção. Os microorganismos sobrevivem na superfície de mucosas para após penetrarem nos tecidos. Após chegarem nestes, são capazes de se reproduzirem e aumentarem seu número, daí para a doença é um pulo. A transmissão de uma infecção pode ser classificada em quatro tipos:

1-Os transmitidos por contato: aqui a transmissão se dá pelo contato entre os hospedeiros, como ocorre nas doenças relacionadas abaixo como exemplo, entre tantas outras; -DST (doenças sexualmente transmissíveis) como a Sífilis (pelo Treponema pallidum), a Gonorréia (pela Neisseria gonorrhoeae), etc; -Tétano, pelo Clostridium tetani; ocorrendo infecção em ferimentos que forem contaminados por terra ou materiais enferrujados com esta bactéria presente, atingindo o sistema nervoso; -Micoses Superficiais que ocorrem na pele, pelos e mucosas com os Dermatófitos como agentes etiológicos, sendo universais e de difícil controle; -Candidíase, pela Candida albicans, sendo o agente do "sapinho";
2-Os veiculados pelo ar: neste caso, os agentes causadores das doenças penetram no hospedeiro através do trato rspiratório, citando aqui alguns exemplos: - Gripes, por vírus; -Meningite meningocócica, pela bactéria Neisseria meningitidis, com inflamação das membranas que recobrem o cérebro e a medula espinhal; -Tuberculose, pela Mycobacterium tuberculosis, que é de longa duração, podendo afetar qualquer tecido do organismo humano, sendo os pulmões o preferido por este microorganismo; -Poliomielite, por vírus, causando inflamação da medula espinhal; -Coqueluche, doença infeciosa aguda causada pela Bordetella pertusis, com surtos de tosse que termina por um som inspiratório (guincho); -Rubéola, virose altamente contagiosa levando riscos para a grávidas; -Coccidioidomicose, causada pelo fungo Coccidioides immitis, que causa a doença denominada Febre do Vale e podendo ser letal; e
3-Os transmitidos por alimentos e águas: aqui temos as doenças que se disseminam pela via oral-fecal, entre alguns exemplos, podemos citar: -Febre Tifóide, causada pela Salmonella typhi, doença bacteriana infecciosa aguda com quadro de febre contínua e inflamação intestinal e evoluindo para uma toxemia, se alojam nas células dos tecidos linfóides da parede intestinal para a sua multiplicação; -Brucelose, causada pela bactéria Brucella abortus, com febre contínua, transmitida pelo consumo de leite e laticínios contaminados; -Ascaridíase, verminose causada pelo Áscaris lumbricóides, por ingestão de alimentos contaminados com seus ovos; -Botulismo, causada pelo Clostridium botulinum, causador de intoxicação alimentar microbiana grave e as vezes fatal; -Hepatite A, virose de tansmissão oral-fecal, limitada em geral aos homens; -Amebíase, transmitido por alimentos, águas e moscas, este protozoário (Entamoeba histolytica) causa a disenteria amebiana; -Salmonelose, das gastroenterites bacterianas, pela Salmonella sp.4-Casusados por insetos: onde os insetos são os vetores das doenças,e para acabar com elas deve ser feito o controle deles, aqui podemos citar como alguns exemplos: -Malária, com a transmissão desta doença pelo mosquito Phlebotomus onde ocorre a destruição das hemácias, onde o Plamodium se aloja; -Peste, altamente letal, transmitida ao homem pela pulga do rato; -Dengue, virose transmitida ao homem pelo mosquito Aedes aegypti, causando hemorragia e podendo ser letal; -Doença de Chagas, pelo barbeiro, faz-se a inoculação no homem do Trypanosoma cruzi pela picada no rosto do homem, onde é deixada as fezes contaminadas com o protozoário e este penetrando pela "ferida" deixada, que chega a corrente sanguinea e indo se alojar no coração; -Elefantíase, pela Wuchereria bancrofti, que é um helminto e que se aloja no sistema linfático, transmitido pelo mosquito Culex. Em pleno século XXI, ainda lutamos contra as infecçõees e tentamos a todo o custo nos livrarmos delas. Estamos indo e vindo o tempo todo. Andamos um pouquinho para conseguir a cura de algumas delas e perdemos muitos para outras delas. É o equilíbrio natural das coisas...
Maria Célia Amorim

quinta-feira, 23 de julho de 2009

CÓDIGO DE ÉTICA DOS ÍNDIOS NORTE-AMERICANOS

Levante com o Sol para orar. Ore sozinho. Ore com frequência. O Grande Espírito o escutará, se você ao menos, falar. Seja tolerante com aqueles que estão perdidos no caminho. A ignorância, o convencimento, a raiva, o ciúme e a avareza, originam-se de uma alma perdida. Ore para que eles encontrem o caminho do Grande Espírito. Procure conhecer-se, por si mesmo. Não permita que outros façam seu caminho por você. É sua estrada, e somente sua. Outros podem andar ao seu lado, mas ninguém pode andar por você. Trate os convidados em seu lar com muita consideração. Sirva-os o melhor alimento, a melhor cama e trate-os com respeito e honra. Não tome o que não é seu. Seja de uma pessoa, da comunidade, da natureza, ou da cultura. Se não lhe foi dado, não é seu. Respeite todas as coisas que foram colocadas sobre a Terra. Sejam elas pessoas, plantas ou animais. Respeite os pensamentos, desejos e palavras das pessoas. Nunca interrompa os outros nem ridicularize, nem rudemente os imite. Permita a cada pessoa o direito da expressão pessoal. Nunca fale dos outros de uma maneira má. A energia negativa que você colocar para fora no universo, voltará multiplicada a você. Todas as pessoas cometem erros. E todos os erros podem ser perdoados. Pensamentos maus causam doenças da mente, do corpo e do espírito. Pratique o otimismo. A natureza não é para nós, ela é uma parte de nós. Toda a natureza faz parte da nossa família Terrena. As crianças são as sementes do nosso futuro. Plante amor nos seus corações e ague com sabedoria e lições da vida. Quando forem crescidos, dê-lhes espaço para que cresçam. Evite machucar os corações das pessoas. O veneno da dor causada a outros, retornará a você. Seja sincero e verdadeiro em todas as situações. A honestidade é o grande teste para a nossa herança do universo. Mantenha-se equilibrado. Seu corpo Espiritual, seu corpo Mental, seu corpo Emocional e seu corpo Físico: todos necessitam ser fortes, puros e saudáveis. Trabalhe o seu corpo Físico para fortalecer o seu corpo Mental. Enriqueça o seu corpo Espiritual para curar o seu corpo Emocional. Tome decisões conscientes de como você será e como reagirá. Seja responsável por suas próprias ações. Respeite a privacidade e o espaço pessoal dos outros. Não toque as propriedades pessoais de outras pessoas, especialmente objetos religiosos e sagrados. Isto é proibido. Comece sendo verdadeiro consigo mesmo. Se você não puder nutrir e ajudar a si mesmo, você não poderá nutrir e ajudar os outros. Respeite outras crenças religiosas. Não force suas crenças sobre os outros. Compartilhe sua boa fortuna com os outros. Participe com caridade. E os homens brancos julgam-se mais civilizados e evoluídos que os índios. . .
CONSELHO INDÍGENA INTER-TRIBAL NORTE AMERICANO
Deste conselho participam as tribos : Cherokee Blackfoot, Cherokee, Lumbee Tribe, Comanche, Mohawk, Willow Cree, Plains Cree, Tuscarora, Sicangu Lakota Sioux, Crow (Montana), Northern Cheyenne (Montana).

Ricardo e Célia

ECLIPSE SOLAR

Milhões de pessoas tiveram o privilégio de ver, no dia 22 de julho, o mais longo Eclipse Solar do Século. O fenômeno foi visto na Índia, Nepal, Paquistão, China, Japão entre outros, onde a Lua encobriu o Sol por seis 6 minutos e 39 segundos. O próximo só ocorrerá, como dizem os astrônomos, em 2132.

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MÓDULO I - PERÍCIA JUDICIAL. O QUEM VEM A SER ISSO ?

Para o perito judicial poder atuar, ele não precisa prestar concurso público, mas é necessário que tenha nível superior e que busque o máximo de especialização, fazendo cursos técnicos específicos na sua área, bem como pós-graduações e mestrados. Podem atuar profissionais da iniciativa privada, funcionários públicos e aposentados que podem realizar essa atividade em suas horas vagas sem comprometer a sua atividade principal. A perícia torna-se um grande atrativo pelo fato de se poder realizar uma atividade paralela com bons ganhos, além de se ter flexibilidade de horários para executar as tarefas, prazos relativamente largos para a entrega dos laudos e por ser uma atividade que depende apenas de seu esforço pouco dependente de fatores externos. É uma ótima oportunidade também para aqueles mais experientes para aplicarem os seus conhecimentos acumulados ao longo de uma carreira. Ao mesmo tempo, é uma ótima experiência para os mais novos como forma de se alcançar o mercado de trabalho por ser uma complementação de sua renda e um fator impulsionador para que ele como profissional continue buscando sempre se especializar e se aprimorar naquilo que faz.

O perito é nomeado pelo juiz para oferecer um laudo técnico sobre um determinado assunto da qual ele magistrado não domina e que requer um conhecimento técnico-científico que lhe esclareça aquele objeto da lide processual (ou seja, o interesse contraposto colocado pelas partes que é objeto de disputa) para que ele tenha certeza na hora de proferir a sentença que o faz baseado em dados técnicos e irrefutáveis. Nesses processos judiciais podem estar envolvidos pessoas físicas, jurídicas e até órgãos públicos. O laudo técnico é escrito e assinado pessoalmente pelo perito e passa a constituir uma das peças (prova) que compõem o processo judicial. O trabalho é remunerado mediante pagamento de honorários, cabendo a possibilidade de adiantamentos desde que solicitada na forma correta (através de petições endereçadas ao juiz), dependendo da complexidade da perícia, seu tempo para a confecção e outros fatores como necessidade de viagens ou outras despesas que se façam necessárias para a boa execução do trabalho. Como a atividade não exige exclusividade, existe a possibilidade do profissional estar empregado ou realizando outras atividades e ser nomeado em mais de um processo, aproveitando o seu tempo disponível, sempre tomando cuidado de ter certeza que poderá dar conta dos trabalhos sem provocar atrasos, já que o processo e a vida dessas pessoas depende desse laudo. A atividade honra o profissional que é escolhido para essa tarefa e é motivo de muito orgulho.

O profissional nomeado é da inteira confiança do juiz. Lembrando que o perito cível é um auxiliar da Justiça e não mantém qualquer vínculo com a mesma e pode ser nomeado desde que esteja tecnicamente e legalmente habilitado para isso. O perito precisa antes de mais nada ser leal para com a Justiça, diligente, honesto (as qualidades ético-morais são requisitos fundamentais para exercer a atividade), cuidadoso, criterioso na sua análise sem se influenciar em momento algum, sincero e imparcial. Ele não trabalha para as partes seja autor ou réu. Ele é um profissional que o juiz escolheu para apresentar a prova técnica que vai dirimir qualquer dúvida e seu compromisso é com a verdade para que seja assegurado o Due Process of Law, ou seja, o devido processo legal, princípio máximo constitucional do nosso sistema judicial e que vai garantir um julgamento justo sobre uma determinada lide. No Módulo II falaremos um pouco mais sobre as Exigências para o cargo, áreas de atuação (Varas), o trabalho do perito na prática, o quem vem a ser perícia judicial e extrajudicial, honorários, o valor da prova e a figura do assistente técnico.

Obrigado pela paciência e até o próximo Módulo.

Ricardo Ferreira

quarta-feira, 22 de julho de 2009

O VÍDEO DIZ TUDO...

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ATIVISTAS PROTESTAM NA ESPANHA CONTRA MATANÇA DE FOCAS NO CANADÁ



Protesto ocorreu em frente à Embaixada do Canadá, em Madri. Governo canadense autorizou a matança de 280 mil focas em 2009 em sua costa atlântica, de um total estimado em 5,5 milhões de animais. (Foto: Reuters)

LUA NOVA


Uma cena que você provavelmente nunca poderá ver pessoalmente. Este é o por do sol no pólo norte com a lua em seu ponto mais próximo. Uma foto surpreendente.

NÍVEIS DE BIOSSEGURANÇA

Segurança é a certeza de que se está livre do perigo, tendo-se a confiança absoluta nisto. Então, nos laboratórios atuais muitos acidentes podem acontecer devido a esta confiança e também devido aos serviços prestados e aos materiais usados e manipulados. Deve-se por estes motivos haver um cuidado redobrado na segurança e a atenção, daí a necessidade da biossegurança. Para isso acontecer, devemos seguir regras básicas e prestar atenção ao que está sendo feito e como está sendo feito, optando por manter os kits com seus reagentes nos locais apropriados, etiquetados com datas de feitura e de validade; lavar as mãos frequentemente sempre que houver mudança de ambientes e atividades, com sabão líquido e álcool gel, sendo secas com toalhas descartáveis; identifcar os materiais orgânicos que serão processados; fazer uso de autoclaves para descarte de materiais e esterilização de tudo que será usado para não ocorrer contaminação dos materiais e das pessoas que os usarão; também usar as estufas para a secagem de vários materiais; fazer uso de EPIs (Equipamentos de Proteção Individuais) como luvas, jalecos, aventais, óculos de proteção entre outros; descartar materiais pérfuro cortantes como seringas, agulhas, vidraria quebrada, lâminas entre outros em caixas próprias para tal (Descarpac) para que não ocorram acidentes com quem trabalha com esses materiais e mesmo para quem os recolhe para dar um destino final para eles; uso de capelas e/ou cameras de fluxo contínuo para o manuseio de materiais orgânicos contaminantes, etc.

Mas também além destes itens, temos a divisão por níveis de segurança dos laboratórios, levando-se em consideração o manuseio de microorganismos potencialmente patogênicos. A Classificação em Classes de Riscos e Níveis de Biossegurança (NB) Correspondentes, seguem a Instrução Normativa número 7 da CTNBio (Diário Oficial 9/6/1997, pp 11827 a 11833). Conforme o Manual de Procedimentos de Microorganismos Patogênicos e/ou Recombinantes da FIOCRUZ (Fundação Oswaldo Cruz - Rio de Janeiro), pela Comissão Técnica de Biossegurança da FIOCRUZ temos as seguintes divisões dos Níveis de Segurança, sendo de 4 níveis e abaixo explicados com alguns exemplos para que esta segurança se faça de forma a não haver contaminações e para que os exames de tais materiais se faça de forma o mais segura possível por todos os profissionais envolvidos nesses trabalhos. Temos então NB-1, NB-2, NB-3 e NB-4, crescentes no maior grau de contenção e complexidade do nível de proteção. O nível de biossegurança de um experimento será determinado segundo o organismo de maior classe de risco envolvido no experimento. Explicando então temos os seguintes níveis e alguns exemplos, como já foi dito:

NB-1 - Nível de Biossegurança 1. Requer procedimentos para o trabalho com microorgansmos (classe de risco 1) que normalmente não causam doenças em seres humanos ou em animais de laboratório. São aplicados aos laboratórios de ensino básico.

NB-2 - Nível de Biossegurança 2. Requer procedimentos para o trabalho com microorganismos (classe de risco 2) que são capazes de causar doenças em seres humanos ou em animais de laboratórios sem apresentar riscos graves aos trabalhadores, comunidades ou ambiente. São os agentes não transmitidos pelo ar. Há tratamento efetivo e medidas preventivas disponíveis. O risco de contaminação é pequeno. São aplicados aos laboratórios clínicos ou hospitalares de níveis primários de diagnósticos. Como exemplos temos: o vírus da Hepatite A que ocorre por contato direto ou indireto via oral-fecal; a bactéria Klebsiella oxytoca de transmissão oral-fecal; o helminto Schistosoma mansoni que é transmitido por contato com águas infestadas por caramujos (Biomphalaria glabrata) que estejam contaminados com os miracídios e liberando as cercárias que penetrarão pela pele do homem; ou também a Wuchereria bancrofti (causador da elefantíase) transmitida pelo mosquito contaminado Culex, entre outras doenças.

NB-3 - Nível de Biossegurança 3. Requer procedimentos para o trabalho com microorganismos (classe de risco 3) que geralmente causam doenças em seres humanos ou em animais, e podem representar um risco se disseminado na comunidade, mas usualmente existem medidas de tratamento e prevenção para eles. Exige contenção para impedir a transmissão pelo ar. Deve-se ser mantido controle rígido de proteção, quanto a operação, inspeção e manutenção das instalações e equipamentos e o pessoal técnico deve receber treinamento específico sobre procedimentos de segurança para a manipulação destes microorganismos. Podemos citar como exemplos: a bactéria Mycobacterium tuberculosis causadora da tuberculose de transmissão pelas vias aéreas, é encontrada em escarro, lavado gástrico e secreções do trato respiratório; o vírus da Raiva, podendo haver a contaminação pela mordida de animais doentes ou mesmo materiais infectados; o vírus da Febre Amarela, transmitida pelo mosquito Haemagoggus contaminado; o vírus da Dengue, transmitido pelo mosquito Aedes contaminado; o protozoário Leishmania transmitida pelo mosquito Phlebotomus (birigui, mosquito palha ou também conhecido como cangalhinha); o helminto Ecchinocuccus transmitido pelas fezes de cães; o protozoário Toxoplasma gondhii, transmitido por material orgânico de gatos; e também o protozoário Trypanossoma cruzi, causador da Doença de Chagas, pelo hemíptero "barbeiro", entre tantas outras doenças.

NB-4 - Nível de Biossegurança 4. Requer procedimentos para o trabalho com microorganismos (classe de risco 4) que causam doenças graves ou letais para seres humanos e animais, com fácil transmissão por contato individual casual. Não existem medidas preventivas e de tratamento para estes agentes. Estes laboratórios devem ser de contenção máxima, incluindo os cuidados usados nos outros três níveis, sendo destinados a manipulação de microorganismos com grande barreira de contenção e procedimentos especiais de segurança. Como exemplos, entre tantas doenças podemos citar o vírus da Febre Hemorrágica da Bolívia (Machupo) onde aparecem dores de cabeça, febre, mialgia, podendo nos estados mais avançados desenvolver hemorragias, levando ao coma e a morte do paciente; o vírus da Febre Hemorrágica da Argentina (Junin) febre hemorrágica caracterizada por congestão, edema, necrose hemorrágica e é ocasionalmente fatal; o vírus Ébola, responsável por epidemias no Zaire e Sudão, na África, caracterizada por uma síndrome pseudogripal com estado de choque e hemorragias abundantes, provocando a morte do paciente; o vírus da Febre Hemorrágica do Crimme-Congo; o vírus Kum Linge, transmitido por carrapato; o vírus Hantaan, responsável pela hantavirose, transmitida por roedores e causadores da hemorragia renal e também o protozoário parasita Naegleria sp. causador da meningoencefalite amebiana primária.

Maria Célia Amorim