terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Acessibilidade Social: Mouse Ocular



Aumentar a auto-estima e possibilitar a comunicação e a reinserção social para aqueles que não podem mais falar e se mover, foi o que levou o professor Manoel Cardoso, engenheiro eletrônico de Manaus, a criar o Mouse Ocular que permite capturar e codificar os movimentos e as piscadas do globo ocular e transformá-los em sinais de comunicação, como as letras do alfabeto, formando, com isso, palavras e frases e até a execução de determinados comandos em programas que permitem a navegação na rede. A ideia surgiu em 96 através de um projeto da Universidade Federal do Amazonas, depois que seu criador visitou um paciente que rompeu as vértebras em um acidente e ficou sem movimento algum, mexendo apenas os olhos. O professor, então, pensou em criar uma solução que permitisse que pessoas como esse rapaz pudessem retomar a comunicação com o exterior. As pessoas podem perguntar por que eu posto esse tipo de material de tecnologia. A resposta é bem simples. Profissionais que criam inventos como esse e tantos outros são especialistas, experts, e são por natureza peritos naquilo que atuam, por isso o interesse do blog nesses tipos de matérias. Mas, voltando ao Mouse Ocular. Depois de estudar o globo ocular e os sinais que movimentavam a íris, ele criou uma solução que captura e codifica digitalmente os movimentos do globo, transformando-os em comandos de um software. Em 1999, o projeto foi assumido pela Fundação Desembargador Paulo Feitoza (AM), que investiu cerca de R$ 1 milhão somente na primeira fase do projeto. Os sinais elétricos emitidos pelos olhos têm baixa tensão - cerca de 50 milionésimos de volts - e um dos principais desafios é ampliar este número milhares de vezes para conseguir o impulso elétrico necessário. O Mouse Ocular oferece ao usuário, portador de deficiência motora, recursos para comunicação, Internet e controle, sendo muito eficaz para pacientes tetraplégicos. A nova tecnologia poderá ser licenciada aos fabricantes de equipamentos médicos interessados em produzir a solução em grande escala. O Mouse Ocular utiliza a técnica da Eletro-oculografia (EOG), para captura e detecção do movimento ocular pela medição da atividade elétrica associada ao movimento, utilizando-se eletrodos ECG de baixo custo instalados próximo aos olhos. Existem diversas maneiras de medir o movimento ocular, algumas muito mais precisas que EOG, mas estas são caras. A técnica por EOG é particularmente simples de coletar e analisar, mesmo com modesto equipamento. O seu inventor afirma que o objetivo agora é aprimorar a solução com uso de tecnologias de inteligência artificial, processamento digital de imagens e robótica, além de armazenar todos os sinais emitidos pelos pacientes em um grande banco de dados, para desenvolver estudos mais aprofundados de reconhecimento e classificação de patologias.
Fontes:
Ricardo Ferreira

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