terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Inpe prevê verão com descargas elétricas acima da média



Os raios que, segundo o Governo Federal, foram os responsáveis pelo apagão de Itaipu e que deixou o país às escuras, vão se intensificar nas regiões Sudeste e Sul até fevereiro. Essas duas regiões estão recebendo descargas elétricas nesse verão acima da média, de acordo com o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). O aumento desse fenômeno está associado ao 'El Niño', que favoreceu a chegada de umidade da Amazônia è região meridional do país. Os verões anteriores, segundo os pesquisadores, ocorreram sob o fenômeno do 'La Niña', fenômeno climático que empurra a pluviosidade para os estados do Norte. Mapeamentos feitos através de satélites mostram que em dez anos, entre 1998 e 2008, a incidência de raios no país aumentou em 18%. Já o Norte e o Nordeste do país, que ficam sem a influência do 'El Niño', terão um verão mais seco e com menos raios. Porn receberem menos chuva, estas regiões terão queimadas e temperaturas acima da média histórica. O forte calor não será um inferno só para os estados sem a influência do 'El Niño', mas também o Centro-Oeste e parte do Sudeste têm potencial para ver os termômetros pipocando a temperaturas altíssimas que, mesmo para padrões de verão, são menos habituais. Para os pesquisadores do ELAT – Grupo de Eletricidade Atmosférica do Inpe, o aumento das descargas elétricas está associado ao aquecimento global. Considerando que a temperatura do planeta deva subir 4 graus Celsius (uma projeção considerada otimista), a incidência dos raios nos estados costeiros de Santa Catarina ao Amapá vai aumentar 90%. Quanto mais vai se encaminhando para o interior do país, mais rigoroso será o regime de raios e será o aumento até chegar ao centro da Amazônia, onde a quantidade de descargas atmosféricas cresceria 150%. Fica aí, mais uma vez um alerta. Será que nossas autoridades estão cientes disso, acredito que estejam...mas falta vontade política para tratar o assunto de maneira séria como requer o problema.
Fonte: O Globo / Ciência

Ricardo Ferreira

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