
Cientistas rastrearam o mamífero aquático com equipamento de rádio e descobriram que ele sai da zona onde encontra seu alimento farto para fugir dos predadores. Por meio de rastreamento por rádio, cientistas conseguiram acompanhar a migração sazonal de dez peixes-boi no Amazonas ao longo de 12 anos e mostraram que, na época de seca, a espécie muda de habitat para fugir de predadores, ainda que precise passar fome durante esse período. O artigo publicado na revista “Journal of Zoology” mostra que no período de maio a junho, quando há mais chuvas e os rios amazônicos enchem, os peixes-bois preferem ficar nas lagoas de várzea, onde encontram mais plantas para comer. Entre outubro e novembro, no entanto, as águas baixam tanto nessas lagoas que a espécie fica muito ameaçada pelos seus predadores – como os jacarés, as onças e os seres humanos. Por isso, migra para áreas de água mais profundas praticamente sem vegetação aquática que possa comer, o que o leva a jejuar por cerca de metade do ano. A pesquisa foi realizada nas Reservas de Desenvolvimento Sustentável de Mamirauá e Amanã, no oeste do Amazonas. Os autores concluem que o peixe-boi pode estar mais ameaçado do que se pensava anteriormente, já que a migração regular e a eventual permanência em áreas de águas rasas em busca de comida o tornam vulnerável.
Fonte: G1 (globoamazônia)
Fonte: G1 (globoamazônia)







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