sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Aquecimento provoca degelo acelerado das geleiras da Groenlândia




Por causa do aquecimento global as geleiras da Groenlândia estão derretendo cada vez mais depressa. Em oito anos, de 2000 a 2008, 1,5 mil gigatoneladas de gelo viraram água, como revela o estudo desenvolvido Michiel van den Broeke, do Instituto de Pesquisa Marinha e Atmosférica da Universidade Utrecht, na Holanda, e publicado pela revista Science. Ele apomnta no estudo que a tendência deve se manter pelos próximos anos e até se acelerar ainda mais. O derretimento provocou um aumento médio do nível do mar de 0,46 milímetro por ano. Mas, de 2006 a 2008, devido aos verõesmais quentes, o derretimento chegou ao seu ápice e a elevação do mar também – 0,75 milímetro por ano, com uma perda de gelo acumulada de 273 gigatoneladas por ano. Os pesquisadores usaram dois métodos para fazer a medição: um baseado na observação do moivmento das geleiras combinada com cálculos matemáticos e outro em cima da medição feita por meio de satélites. Os dois apresentaram números semelhantes, o que indica a consistência dos resultados obtidos. O estudo é ainda mais impactante quando revela que se um dia a camada degelo na Groenlândia (uma região autônoma da Dinamarca) derretesse completamente o nível dos mares no mundo subiria pelo menos sete metros, o que consiste em uma ameaça a centenas de países. Para o pesquisador Jonathan Bamber, da Universidade de bristol, no Reino Unido, e um dos autores do trabalho, a tendência é o fenômeno piorar no futuro, já que os resultados obtidos foram feitos através de métodos independentes que garantem a certeza dos números apresentados. Os autores determinaram ainda que cerca de metade da perda de gelo se deve a processos de superfície, como o derretimento da camada de gelo e a outra parte através da dinâmica do gelo, tais como o movimento em direção ao mar. A prova disso está no aparecimento recente de um bloco de iceberg de 50 metros de altura e 500 metros de comprimento ter aparecido flutuando à deriva a 1500 km da costa sudeste da Austrália, tratando-se de uma visão rara. Icebergs desse tamanho não costumam ser vistos tão ao norte da Antártica. Tem um artigo sobre isso no nosso blog. Ele se formou do desmembramento de gigantescos blocos de gelo no mar junto ao continente gelado. Acredita-se que, originariamente, ele deveria ser muito maior para ter chegado com essas dimensões na costa australiana. O mapa indica que as áreas em vermelho são de afinamento da superfície da Antártida e da Groenlândia (Mapa: British Antarctic Survey). Dados de satélite da Nasa detalham ação de glaciares, os ‘rios de gelo’. Geleiras antárticas estão perdendo 9 metros por ano. Pesquisa do British Antarctic Survey (BAS) e da Universidade de Bristol, publicada pela revista “Nature”, aponta uma aceleração da perda de gelo via glaciares da Antártida e da Groenlândia. No caso do continente antártico, os cientistas analisaram 43 milhões de dados colhidos por satélites da Nasa, a agência espacial americana. Para avaliar a situação na Groenlândia, foram 7 milhões de medições. Nos dois casos, o período analisado é de 2003 a 2007. Sá para esclarecer um glaciar é um “rio de gelo” alimentado pelo acúmulo de neve. Ele escoa das montanhas para regiões mais baixas, onde o gelo pode derreter, se romper no oceano na forma de icebergs ou reforçar uma plataforma de gelo. Plataforma é a extensão plana, flutuante, dos mantos de gelo, com espessura de 100 a 1.000 metros. Um manto de gelo é a capa de até 4 quilômetros que cobre a rocha. Flui do centro do continente em direção à costa, onde alimenta plataformas.

Fontes: Caderno de Ciência do O Globo; Revista Science

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