
É uma parasitose intestinal, causada pelo protozoário flagelado Giárdia lamblia. Este parasito foi o primeiro protozoário intestinal humano a ser conhecido e foi Leeuwenhoek que nos anos de 1600 o estudou. O seu nome foi dado em homenagem ao zoologista francês Alfred Mathieu Giard (1846-1908) - foto 1, e ao físico Tcheco Vilem Dusan Lambl (1824-1895) - foto 2. A Giárdia apresenta simetria bilateral na forma trofozoíta - foto 3 -, com 2 superfícies, sendo uma dorsal e outra ventral e apresentando um grande disco suctorial ou ventosa. Seu cisto - foto 4 - é oval, com membrana fixa se destacando do citoplasma, com 2 a 4 núcleos, com 4 axonemas e corpos basais. Seu formato lembra uma raquete. É um protozoário muito móvel devido a seus 4 pares de flagelos. Eles vivem no duodeno onde por irritação da camada epitelial pode causar uma enterite e em indivíduos imunodeprimidos ou mesmo poliparasitados pode produzir dores abdominais, diarréias crônicas com má absorção, às vezes bastante severas. Em algumas pessoas às vezes não aparecem os sintomas clássicos que levem ao diagnóstico, mas em geral ocorre dores de cabeças, flatulência, anemia, enjôos e os sintomas acima citados. É muito comum em crianças, onde aparece uma irritabilidade, insônia, perda de peso e de apetite. Para a confirmação da giardíase é feito exames de fezes, onde aparecem nelas os cistos da giárdia; apesar de vez ou outra o resultado dar negativo, isso não significa que a pessoa não as tenha, neste caso deve-se repetir o exame após 3 dias a uma semana. A giardíase ocorre no mundo todo, principalmente em crianças de 8 meses até 12 anos de idade. O adulto em geral é pouco acometido, mas pode adquirir a parasitose, sendo que raramente apresenta os sintomas. A transmissão ocorre pela contaminação da água ou de alimentos com os cistos eliminados pelas fezes. Estes cistos podem resistir no meio exterior ao intestino por 2 meses em condições ótimas de umidade e até mesmo em ausência de luz. A contaminação também pode ocorrer quando moscas posam nos alimentos ou quando se coloca a mão suja à boca. Para minimizar ou eliminar a ocorrência da Giárdia deve haver maior cuidado na manipulação dos alimentos, lavando-os em água corrente, beber apenas água filtrada ou fervida, combater as moscas, tratar dos doentes, dar destino adequado aos dejetos e esgotos humanos, sendo a educação sanitária de grande importância e o saneamento básico essencial. Sempre mantendo a higiene para se conservar a saúde.
Fontes: A Vida na Terra, Fernando Gewarndsznajder, Ed. Ática; Grande Enciclopédia Larousse Cultural, Nova Cultural; Parasitologia Humana, David Pereira Neves, Livraria Atheneu; Epidemiologia, E. Sounis, Livraria Atheneu.
Maria Celia Amorim
Fontes: A Vida na Terra, Fernando Gewarndsznajder, Ed. Ática; Grande Enciclopédia Larousse Cultural, Nova Cultural; Parasitologia Humana, David Pereira Neves, Livraria Atheneu; Epidemiologia, E. Sounis, Livraria Atheneu.
Maria Celia Amorim







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