quinta-feira, 25 de março de 2010

Alexandre afirma que delegado propôs que ele assumisse o crime para livrar madrasta de Isabella

Alexandre Nardoni chorou pelo menos três vezes durante o depoimento que presta no Fórum de Santana e afirmou que a acusação contra ele é "falsa e mentirosa". O pai da menina Isabella acusou o delegado Calixto Calil Filho, do 9º Distrito Policial, de ter proposto a ele durante o interrogatório, no dia 18 de abril de 2008 (Isabella foi morta em 29 de março daquele ano), que assinasse um documento assumindo ter cometido homicídio culposo (sem intenção de matar) para que Anna Carolina Jatobá, madrasta de Isabella, fosse inocentada e retirada das investigações. O pai de Isabella diz que foi xingado e humilhado várias vezes por delegados e investigadores ao ser interrogado no 9º Distrito Policial, nos dias seguintes à morte da menina, e que chegaram a jogar objetos em cima dele. Alexandre Nardoni disse que a proposta do delegado, de inocentar a madrasta, foi feita na presença do promotor Francisco Cembranelli e de seus advogados de defesa. O pai de Isabella é interrogado na presença da mãe, Maria Aparecida Nardoni. Desde o início do julgamento, na segunda-feira, esta é a primeira vez que ela comparece ao Tribunal do Júri. Ao começar a sessão, a mãe se aproximou da grade de proteção do plenário e, com um terço na mão, chorando, falou: "Meu filho". Alexandre respondeu com sinal positivo com a cabeça e também chorou. Anna Carolina Jatobá, que não pode ouvir o depoimento do marido, foi retirada da sala. Alexandre Nardoni conseguiu surpreender a plateia - que reagiu com um generalizado "ohhh" - ao afirmar que Rosa Maria Cunha, avó materna de Isabella, tinha pedido que a filha fizesse aborto ao descobrir que ela estava grávida. Segundo ele, Ana Carolina Cunha Oliveira escondeu a gravidez da família até o quarto mês e também discutia com a mãe para levar a gravidez adiante. Em seu depoimento, o pai de Isabella tentou passar a ideia de que a família era feliz. Disse que no sábado em que morreu, Isabella brincou durante todo o dia com os irmãos. Contou que depois de brincar na piscina e no playground, ele, a mulher e as três crianças foram para um supermercado em Guarulhos e que não houve qualquer discussão no carro ao retornar para casa. Ao chegar no apartamento, afirmou, que a porta não estava arrombada. Nardoni disse que testemunhas afirmaram ter ouvido dele que a porta havia sido arrombada, mas que não disse isso em momento algum. Alexandre Nardoni também tentou se defender da acusação da perita Rosângela Monteiro , que afirmou que sua camiseta ficou com marcas da tela por onde Isabella foi jogada e que o vinco só seria feito se ele estivesse carregando um peso de 25 quilos (o peso de Isabella). Nardoni disse que quem estava em seu colo quando ele se aproximou da tela era seu filho Pietro. Segundo o réu, não era possível passar a cabeça pela tela de proteção rasgada, por onde Isabella caiu, nem tampouco os braços, porque o buraco era muito pequeno. Alexandre tentou ainda emocionar os jurados ao relembrar passagens dramáticas. Disse ter ficado transtornado quando a médica da Santa Casa confirmou a morte de sua filha.

Fonte: G1; Globo On Line; CBN

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