terça-feira, 13 de abril de 2010

Menor espécie de tamanduá do mundo



Um grupo de pesquisadores na Amazônia vai em busca de novas informações sobre a menor espécie de tamanduá do mundo, a Cyclopes didactylus. Conhecido como tamanduaí, o animal ainda foi pouco estudado, mas sabe-se que tem peso médio de 300 gramas e mede cerca de 20 centímetros, descontando o tamanho da cauda, que pode ter o mesmo comprimento. A maior espécie existente é o tamanduá-bandeira, que pode pesar 50 kg e medir até 2 metros, contando a cauda, e está ameaçada de extinção, segundo o Ibama, também já citado neste blog por nós. Segundo Flávia Miranda, pesquisadora do Instituto de Pesquisa e Conservação de Tamanduás no Brasil (Projeto Tamanduá), ainda não é possível dizer se a menor espécie do animal corre risco de sumir do mapa na Amazônia, por causa da escassez de informações. Há relatos de que o tamanduaí pode ser capturado para domesticação e a suspeita de que ele serve como alimento em algumas comunidades da floresta. "Isso pode resultar na diminuição da espécie. O animal não é agressivo com as crianças, mas elas não conhecem seus hábitos alimentares", diz a pesquisadora. "Não há estatística sobre o tamanduaí, mas a população da espécie na Amazônia é enorme, incluindo Peru e Venezuela, por exemplo". A distribuição original do animal abrange florestas tropicais na América Central e do Sul, em regiões abaixo de 1.500 metros de altitude. No Brasil, também habita regiões da mata atlântica no Nordeste, onde pode correr risco de extinção, pela perda de seu habitat natural, resultado do avanço das plantações de cana-de-açúcar. Para conhecer melhor o comportamento do tamanduaí, a espécie é estudada desde meados de 2007 e, nesta nova expedição, serão entrevistados moradores de comunidades na Reserva Biológica do Rio Trombetas, em Oriximiná. A unidade de conservação no noroeste do Pará tem mais de 400 mil hectares de bioma protegido e abriga, além do tamanduaí, outros animais, como a tartaruga-da-Amazônia. Esta pesquisa sobre o animal é inédita no mundo. "Ainda não existem descrições sobre a ecologia básica, as doenças e a genética da espécie. Ela é importante porque só ocorre na América Latina". Por enquanto, sabe-se que o tamanduaí tem hábitos noturnos e que se alimenta basicamente de formigas e cupins. O contato com comunidades ribeirinhas na Amazônia é importante porque os moradores geralmente dão dicas sobre o comportamento do animal, como os sons que ele emite e as árvores em que geralmente pode ser encontrado na floresta.

Fonte: G1

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