segunda-feira, 17 de maio de 2010

Balantidiose ou Balantidíase

Esta é uma doença parasitária provocada pelo protozoário ciliado Balantidium coli. Este protozoo é uma espécie que existe no intestino grosso de suínos e que algumas vezes parasita o homem. Ele é único ciliado que pode ser encontrado parasitando a raça humana, por isso sua importância. O Balantidium apresenta duas formas: o cisto e o trofozoíto, sendo que este mede até 100 micrômetros de comprimento por até 80 micrômetros de largura (é o maior dos ciliados causadores de doença). Como é um ciliado tem seu corpo coberto por cílios, a característica desse grupo, e tendo a forma mais ou menos esférica. Também possui dois núcleos: o macro e o micronúcleo. O Balantidium vive em simbiose na luz do intestino do porco, seu hospedeiro natural e não lhe faz mal. Mas no homem a história é outra, causa a balantidiose, que é assintomática no início, mas pode apresentar diarréia evoluindo para uma forma aguda com fezes muco-sangüinolentas, dores abdominais, falta de apetite, fraqueza e até mesmo febre. Seu diagnóstico é feito pelo exame de fezes, onde a doença será diagnosticada pela visualização microscópica dos trofozoítos, que nadam livremente entre a lâmina e a lamínula, dentro do material fresco que está sendo examinado, sem a interferência de um corante. Também pela coloração da hematoxilina férrica, para a diferenciação deste cisto de outros. A transmissão acontece pela ingestão das formas císticas ou trofozoítos através da água ou de alimentos contaminados, mas também pode acontecer pelas fezes humanas ou dos suínos (oral-fecal) levada a mão na boca após o contato com este tipo de material, sem que tenha sido feita a higiene necessária (lavar as mãos). Os cistos no ambiente podem sobreviver até 5 semanas em fezes úmidas, pois são bem resistentes, porém os trofozoítos resistem por pouco tempo, apenas 10 dias na temperatura média de 22°C. Esta é uma doença de distribuição universal mas ocorre com mais freqüência nos países tropicais. Para evitar a contaminação é preciso cuidar dos suínos e de quem trabalha com esses animais, fazer uso de sanitários e tratar os dejetos e esgotos para impedir a contaminação dos alimentos e águas, como também a educação sanitária deve acontecer paralelamente a todo este trabalho. Deve ser feita a notificação dos casos. Os alimentos devem ser protegidos das moscas e sem falar das mãos que devem ser lavadas sempre após o uso dos sanitários e antes das refeições. A fiscalização sanitária na criação e no abate dos suínos é importantíssima para evitar a balantidiose, além de se tratar dos doentes para que eles não transmitam a doença para outras pessoas.

Fontes: Grande Enciclopédia Larousse Cultural, Nova Cultural; Atlas de Parasitologia, J. Gállego Berenguer, Livro Ibero-Americano; Parasitologia Humana, David Pereira Neves, Livraria Atheneu; Epidemiologia, E. Sounis, Livraria Atheneu.
Maria Celia Amorim

Um comentário:

  1. Olá queridos amigos!

    Tem presentinho para o seu blog no meu.
    Espero que goste, é de coração.

    Parabéns pelo conteúdo que posta aqui.

    Beijinhos,

    Bia.

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