sexta-feira, 7 de maio de 2010

Toxicologia Forense



A Toxicologia Forense é o estudo na prática da aplicação da toxicologia para efeitos legais. Pode se ter uma outra definição: é a busca químico-analítica, realizada de forma planejada e racional, de substâncias de interesse toxicológico potencialmente presentes em uma amostra e cuja identidade é desconhecida. O campo da toxicologia forense pode ser distintamente dividido em três áreas distintas: post mortem, desempenho humano e testes de drogas na urina. O toxicologista forense determina a ausência ou a presença de compostos voláteis e outras drogas e produtos químicos em uma variedade de espécimes biológicos. No post mortem, o técnico estabelece a causa e a forma de intoxicação ou morte por meio da análise de vários fluidos e tecidos obtidos durante a necrópsia. No desempenho humano, toxicologia forense é responsável por determinar, por exemplo, o papel dos medicamentos na modificação do comportamento humano, geralmente, aplicado a questão da segurança no trânsito. Em um teste de urina, o toxicologista é responsável por demonstrar o uso prévio ou abuso de medicamentos selecionados através da análise da urina. Com a proliferação da Internet, muitos sites e recursos já estão disponíveis para ajudar o toxicologista e aqueles que desejam informações sobre esse campo. Uma pesquisa na web demonstrou que mais de 25 mil visitas relevantes foram registradas para o termo toxicologia forense. Essa pesquisa detalhada revela desde descrições sobre esse trabalho até base de dados toxicológicos analíticos, revistas forenses, foruns e listas de discussões. O Centro de Prevenção do Abuso de Substância (CSAP) mantém um centro de recursos de trabalho http://www.drugfreeworkplace.gov/ que inclui o acesso à programas de trabalho, abuso, teste de drogas, drogas no trabalho e pesquisa de prevenção. A página está ligada a numerosos órgãos governamentais, regulatórios estatais e privados. A Academia de Ciências Forenses (AAFS) é uma entidade americana forense que representa os estados americanos, o Canadá e mais de 50 ouyros países do mundo. É composta por dez seções que representam uma vasta gama de especialidades que vão de Criminalística, Engenharia Forense, Jurisprudência, Odontologia, Patologia, Biologia Forense, Antropologia, Física, Psiquiatria quanto as questões comportamentais (muito liagada a questão da Criminologia) e Toxicologia. A Câmara Americana de Toxicologia Forense - ABFT – http://www.abft.org/. É uma organização profissional com o objetivo de estabelecer e reforçar os padrões de qualificação para aqueles que praticam a toxicologia forense. Através do Conselho, o profissional pode ser certificado e são estabelecidas também normas de qualificação para os laboratórios. A Sociedade de Toxicologistas Forenses (SOFT) é uma organização com mais de 600 membros envolvidos na questão da Toxicologia Forense. A seção de toxicologia divulga orientações e uma lista atualizada sobre oportunidades de emprego nos EUA. Há também um boletim informativo trimestral e Monografias estão dosponíveis para consulta para os membros da página. Há também a excelente página TIAFT (The International Association of Forensic Toxicologists (http://www.tiaft.org/). Uma rede mundial profissional sobre Toxicologia Forense com mais de 1400 membros de várias partes do mundo. Aos membros são disponibilizadas publicações diversas. A identificação de drogas suspeitas ou desconhecidas e venenos na intoxicação aguda é um campos vastíssimo e um dos aspectos maios desafiadores para o campo da Toxicologia Forense. Isso porque, a identificação é feita com base na comparação dos dados analíticos sobre as propriedades químicas do material desconhecido. Levem em consideração os seguintes dados: são 70.000 novas substâncias por ano, 40.000 sendo utilizadas em escala industrial, mil a 2 mil entram no mercado a cada ano e 10% foram ou estão sendo testadas. Entendeu a dificuldade....Com isso, chega-se a conclusão que a disponibilidade dessas bases de dados é de importância fundamental em um laboratório de toxicologia forense. Hoje, existem vários recursos disponíveis para o toxicologista forense, podendo montar uma biblioteca em casa, analisando componentes standards e gravação de seus espectros de massa, download de bibliotecas com dados analíticos disponíveis na Internet. O assunto é vasto e empolgante, mais informações colocaremos em outra oportunidade.

Fontes: Forensic Toxicology: web resources. Bruce A. Goldberger, Aldo Polettini (Department of Pathology, Immunology and Laboratory Medicine, College of Medicine, Unversity of Florida); e Department of Legal Medicine and Public Health, Uni ersity of Paia, Itália.
Ricardo Ferreira

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