Um incêndio destruiu o prédio das coleções do Instituto Butantan (SP) na manhã deste sábado. No local ficava o maior acervo do país de cobras, aranhas e escorpiões conservados para pesquisas. O fogo destruiu a coleção com 77 mil cobras, considerada a maior do mundo, segundo o curador do Museu, Francisco Franco. "É uma perda para a humanidade", acrescentou. Pesquisadores, estudantes e funcionários ficaram desolados com a destruição de pelo menos cento e dois anos de pesquisa. Durante a semana, o Instituto Butantan vai preparar um projeto de recuperação do prédio, mas a perda científica ainda é algo impossível de imaginar. “Para a ciência é uma perda incalculável. Vários projetos de pesquisa desenvolvidos aí, o meu é um deles, não tem como resumir em palavras. Mesmo que a gente consiga construir com muito esforço outra coleção com 100 mil exemplares, o valor histórico foi embora hoje”, lamentou uma das alunas do mestrado.
Fundado em 1901, o Instituto Butantan é um centro produtor de vacinas e um importante centro de pesquisa biomédica. O laboratório trabalha em vários projetos sobre o uso de venenos de répteis, que estavam sendo provados no combate a doenças como a leishmaniose e o mal de Chagas. Recentemente, o Butantan também foi o órgão público encarregado de desenvolver no Brasil a vacina contra a gripe H1N1, a partir da cepa fornecida pelo laboratório francês Sanofi Pasteur. Devido ao incêndio, o instituto ficará fechado ao público neste fim de semana. Somente uma perícia poderá determinar as causas do incêndio. Um laudo deve ficar pronto em 30 dias.
Fontes: G1; Último Segundo; TV Globo - SP; EFE.
Maria Célia Amorim e Ricardo Ferreira








Oi amigos,
ResponderExcluirEsta notícia é lastimável!
Certamente será um dificil trabalho recompor o acervo.
Abração!