quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Epidemia de ratos destrói colheitas no sudeste asiático


Uma peste de ratos, que ocorre uma vez a cada 50 anos, está devastando plantações no sudeste da Ásia, provocando fome em muitas regiões. As pesquisas confirmaram que a explosão da população de roedores é causada pela abundância de alimentos, em particular de uma semente de bambu. Segundo cientistas, o fenômeno é um exemplo de como a simples relação entre duas espécies – uma vegetal e um pequeno roedor – pode virar toda a ecologia de pernas para o ar e destruir a agricultura. Os pesquisadores também advertiram que as mudanças climáticas poderão propiciar o surgimento de uma população de ratos ainda maior no futuro, agravando o problema. As florestas da espécie de bambu Melcocanna baccifera, foto 4, cobrem mais de 26 mil quilômetros quadrados no nordeste da Índia, se estendendo até Mianmar e Bangladesh. Delas, os agricultores extraem material usado na construção, no vestuário e até na alimentação das populações locais. A questão é que, aproximadamente a cada de 50 anos, o ciclo de vida do bambu chega ao fim. Independentemente das condições ambientais da época, algo no relógio biológico da espécie avisa à planta que é hora de florescer, lançar sementes e morrer. Para os fazendeiros da região, o maior problema é que as plantações de arroz ficam especialmente vulneráveis às pestes durante este período. Além da fome generalizada, as pestes de ratos viram toda a ecologia florestal "de pernas para o ar". Entre junho e setembro de 2009, campanhas erradicaram 2,6 milhões de ratos em Mianmar. Os ataques não são realizados por apenas de uma espécie de ratos. Uma das mais comuns é a Bandicota savilei, nativa do Delta do Irrawaddy. Os ratos podem dar cria a cada três semanas e um filhote de roedor atinge a maturidade sexual em apenas 50 ou 60 dias. Para os pesquisadores, o problema não tem solução fácil. Além dos ratos, outro inimigo que os fazendeiros precisam vencer é a apatia. Os fazendeiros estão imersos em apatia, porque já tentaram controlar as pestes e fracassaram. O governo paga por cauda de rato pego, como visto na foto 3.

Fontes: Último Segundo; estadao.com.br.

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