sexta-feira, 8 de abril de 2011

Cientistas descobrem quatro novas espécies de 'fungo zumbi' no Brasil



Nova pesquisa publicada no jornal científico "PLoS One" identifica quatro novas espécies de fungos capazes de gerar "formigas-zumbis" do gênero Ophiocordyceps. As quatro espécies são originárias da Mata Atlântica, o local mais degradado em termos de biodiversidade no mundo, restando apenas 8% de sua cobertura original. Apesar do efeito da perda da biodiversidade em estruturas de comunidades ser bem conhecido, o que os pesquisadores ainda não sabem é como esses "fungos zumbis" lidam com a perda do habitat. O artigo mostra que cada uma das quatro novas espécies é altamente especializada em apenas uma espécie de formiga, além de possuir uma gama de adaptações e tipos de esporos. O ciclo de vida destes fungos que infectam, manipulam e matam formigas é altamente complexo. O estudo estabelece a identificação dessas ferramentas como forma de ir além e indagar como a deterioração da floresta afeta essa dinâmica. Isso ocorre no momento em que os fungos infectam os insetos e se distribuem pelo organismo, causando mudança de comportamento e até mesmo a morte de colônias inteiras. Os fungos fazem parte de um grupo conhecido por seu efeito "zumbificador" em formigas., manipulando seu comportamento e eventualmente matando-as depois de conseguir uma boa localização para depositar seus esporos. De autoria dos cientistas Harry Evans e David Hughes, o estudo "diversidade oculta em fungos de formigas-zumbis" analisa quatro novas espécies encontradas na Mata Atlântica de Minas Gerais, no Sudeste do país. A pesquisa ajuda a explicar a perda de biodiversidade entre insetos de determinadas espécies, já que cada fungo observado atua em um tipo de formiga. A ação do fungo é capaz de travar as mandíbulas de formigas carpinteiras, local em que ele encontra condição ideal para começar a se reproduzir, infectando outros hospedeiros. Uma vez instalado, o fungo cresce no organismo e espalha substâncias que têm efeitos colaterais. A formiga infectada pode ter o comportamento alterado e não conseguir realizar suas atividades normais. Em questão de uma semana, de acordo com a pesquisa, a formiga pode ter seus sentidos totalmente afetados pelo fungo e começar a "vaguear" por perto da colônia. Quando morrem, ajudam a criar o ambiente ideal para a proliferação do fungo. Segundo os pesquisadores, existem relatos sobre os fungos de "formigas-zumbis" descritos já em meados do século 19 pelo naturalista Alfred Russel Wallace, contemporâneo de Charles Darwin, que encontrou duas espécies do fungo na Indonésia. Agora, autores do estudo querem saber como a ação dos fungos sobre as formigas influencia o funcionamento do ecossistema. Foto: Harry Evans e David Hughes/ PLoS One/ Divulgação

Fontes: G1; estadao.com.br.

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