domingo, 17 de abril de 2011

Macaco sauá subsiste em pequeno paraíso privado


Uma área de conservação de apenas 23,5 hectares se transformou em abrigo de um animal único e em risco de extinção na região de San Martín: o macaco sauá. Uma mulher que ama a vida resgatou este lugar há 17 anos. Logo se ouve alguns cantos guerreiros. Alguns vêm do Norte, outros do Sul, do Oeste e do Leste. Marcam o território ao amanhecer a procedem de dez famílias de macacos sauá (Callicebus oenanthe), cada uma de quatro membros: pai, mãe e dois filhotes. Sua cor fica entre o acastanhado e o alaranjado e medem 30 centímetros de comprimento. Alguns olham com curiosidade para a câmera, outros se escondem e emitem ruídos em sinal de perigo. Ainda existem e se refugiam na área de conservação privada Pucunucho, na província Mariscal Cáceres de San Martín. Esta região é uma das três mais desmatadas da Amazônia peruana. Para enfrentar o problema, organizações sociais e moradores conseguiram que o Estado lhes concedesse quatro áreas de conservação com um total de 267.133 hectares, amparando-se na Lei Florestal e de Fauna Silvestre de 2000. Pucunucho faz parte dessa rede para preservar ou restaurar a biodiversidade. Os sauá podem viver apenas até uma altitude de mil metros, nas áreas baixas onde mais rareiam as florestas, que cederam lugar à agricultura, pecuária e aos centros urbanos. O Projeto Macaco Sauá pretende criar um corredor de 180 hectares. Para isso é necessária a ajuda dos moradores do lugar, pois devem ceder uma parte de seus terrenos. O corredor ficaria nas áreas laterais da microbacia do Rio Pucunucho, que nasce entre as bacias dos rios Huallaga e Huallabamba.

Fonte: MSN VERDE(ENVOLVEDE)

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