quinta-feira, 12 de maio de 2011

Ao migrar, as tartarugas marinhas pegam mais poluição



Uma das muitas ameaças enfrentadas pela tartaruga-amarela ou tartaruga-marinha-comum é a poluição criada pelo homem. Mesmo assim, a dimensão do risco é uma incógnita. Para iniciar uma busca por respostas, cientistas mediram contaminantes no sangue de um grupo de machos adultos, e rastrearam sua migração ao longo da costa do Atlântico. A equipe, chefiada por Jared M. Ragland, estudante de graduação no College of Charleston, em Charleston, Carolina do Sul, capturou 19 tartarugas-comuns perto do Cabo Canaveral, na Flórida, em 2006 e 2007. Eles mediram e pesaram os espécimes, retiraram amostras de sangue e examinaram seus sistemas reprodutivos com biópsias testiculares. Durante dois meses, dez dos animais viajaram na direção norte até Cape May, em New Jersey, enquanto nove ficaram próximos do Cabo Canaveral. O estudo, publicado na revista “Environmental Toxicology and Chemistry”, descobriu que os animais tinham níveis mensuráveis de 67 produtos químicos usados em pesticidas e outros produtos industriais. As tartarugas que migraram tinham níveis mais altos do que as que permaneceram perto da Flórida, confirmando pesquisas anteriores que haviam encontrado mais poluentes em tartarugas em latitudes setentrionais. É possível que os peixes e invertebrados consumidos pelas tartarugas nas águas do norte sejam mais poluídos, mas os cientistas apontam que as tartarugas migrantes comem mais – e por isso consumiriam mais poluentes. Na média, as tartarugas migrantes eram maiores do que as residentes permanentes. Os animais pareciam saudáveis, segundo os pesquisadores, mas não está claro o que constitui uma boa saúde na tartaruga-comum adulta. “Estes eram animais reprodutivamente ativos”, afirmou Jennifer M. Keller, coautora do estudo e bióloga do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia. “Mas os machos possuem níveis mais altos de contaminantes no sangue do que as tartarugas jovens e isso fez crescer nossa preocupação”.
Foto: Getty Image
Fonte: Último Segundo

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