terça-feira, 3 de maio de 2011

A flor que exala odor de fezes



Descoberta na África do Sul pelo sul-africano, Carl Thunberg, em 1774, a Hydnora africana é uma planta de aparência um tanto quanto estranha. Ao abrir a sua flor, pode ser confundida com um fungo do gênero Hydnum. Encontrada apenas no país devido à sua vegetação semi-árida, essa é uma planta parasita que não retira seus nutrientes do solo e precisa agarrar-se a outras plantas para sobreviver, assim como as seringueiras e as mamonas. Seu corpo é desprovido de folhas e ela se desenvolve praticamente por inteira no subsolo, perto de sua planta hospedeira. Ela só se torna visível quando as flores se projetam através do solo após boas chuvas caírem. Sob condições favoráveis do clima, leva-se pelo menos um ano para o broto se transformar em uma flor madura. À medida que envelhece, a Hydnora africana vai ganhando a coloração de um cinza escuro, podendo chegar ao preto. Suas flores não têm qualquer semelhança com outras flores normais, exceto pela sua cor salmão brilhante e laranja avermelhado, de seu interior. As sementes são pequenas e numerosas (em torno de vinte mil). Seu fruto é uma polpa bem carnuda e comestível, rico em amido, de sabor adocicado e coloração marrom. Com a planta totalmente crescida, esses frutos, maduros, podem medir até 80 mm de diâmetro. Essa planta é conhecida pelo forte odor de carniça que a sua flor exala para atrair seus polinizadores – besouros e outros insetos. Ela atua como uma espécie de armadilha para prendê-los em suas cerdas duras por um breve período de tempo. Assim que a flor está completamente aberta, eles são liberados. Animais como porcos-espinhos, pássaros, toupeiras e babuínos consomem as sementes da Hydnora africana. Quanto ao seu fruto, é dito ser um alimento tradicional dos povos nativos do sudoeste da África, mas não há registros gravados para confirmar isso. O que se sabe é que na Cidade do Cabo ele é utilizado para fazer vários tipos de pratos, inclusive sobremesas. Além disso, é considerado um potente adstringente, sendo utilizado em casos de disenteria, diarréia, problemas no rim e no tratamento de acne.


Fonte: Rede Ambiente

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