terça-feira, 3 de maio de 2011

Siris, mexilhões e corais exóticos infestam as águas brasileiras: é a Bioinvasão.






Enquanto olhos do mundo todo se voltam para vários problemas, uma lenta “poluição” invade silenciosamente ambientes costeiros do Brasil. São diversas espécies de seres, entre eles as algas, crustáceos e alguns moluscos, que são carregados pelas águas de lastro dos porões dos navios e que podem causar desastres ambientais. Quando chegam em portos estrangeiros, onde muitas vezes não encontram predadores naturais, eles se alastram. A água de lastro, em geral é captada nos portos de onde os navios saem, e é utilizada pelas embarcações para dar equilíbrio quando a viagem é feita sem carga. Ao chegar ao porto de destino, esta água é liberada, causando uma migração involuntária de milhões de seres vivos. Um dos piores exemplos que se alastrou pelo Brasil foi o mexilhão dourado. Este espécime veio da Ásia nos porões dos navios e se tornou uma praga nos rios brasileiros, chegando até o Pantanal. O animal se espalhou com tanto vigor que agora causa problema para as usinas hidrelétricas, pois se incrusta nos equipamentos e atrapalha a passagem da água. No Brasil, a Marinha exige a troca da água de lastro em mar aberto antes que os navios cheguem aos portos para evitar este tipo de problema. Há também normas específicas para o Rio Amazonas, para que embarcações não soltem água salgada em portos fluviais. A grande esperança para este tipo de problema é a implantação da Convenção Internacional para Controle e Gestão da Água de Lastro e Sedimentos de Navios, aprovada pela Organização Marítima Internacional (IMO) em 2004. Ela não foi posta em prática ainda porque precisa da assinatura de 30 países, mas até agora conseguiu aprovação de 26, entre eles o Brasil. Esta convenção exige uma densidade máxima de organismos nessa água de lastro.
Conheça três espécies que invadiram as águas brasileiras:
Mexilhão-dourado (Limnoperna fortunei) - Originária da Ásia, a espécie se espalhou pelos rios brasileiros chegando até o Pantanal. O animal se reproduziu sem controle e causa problemas nas usinas hidrelétricas, pois fica grudado nos equipamentos e atrapalha a passagem da água. Na foto 2.
Siri-bidu (Charybdis hellerii) - O crustáceo veio dos oceanos Índico e Pacífico e se espalhou pelo litoral do Maranhão. Ele compete com os siris nativos, que servem de alimento e de renda para pescadores locais. Na foto 3.
Coral-sol (Gênero Tubastraea) - Também veio dos oceanos Índico e Pacífico e hoje vive no litoral de São Paulo e Rio de Janeiro, sendo considerado uma praga em Angra dos Reis. Apesar de ser muito bonito, ameaça o coral-cérebro, uma espécie local. Nas fotos 4 e 5.


Fontes: G1; EcoD

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