sexta-feira, 17 de junho de 2011

Magicamente camuflado como algas



Da mesma família que o Cavalo Marinho - Syngnathidae – o Dragão do Mar de Folhas, cujo nome científico é Eques Phycoduru, é encontrado ao longo da costa sul e oeste da Austrália. Seu nome deriva dessa aparência de longas folhas – utilizadas como camuflagem – espalhadas pelo seu corpo. A diferença entre esses dois animais marinhos são o tamanho, aparência e locomoção. Os Dragões são um pouco maiores, medindo cerca de 20 a 24 centímetros. Para se mover, o Dragão do Mar de Folhas impulsiona-se por meio de uma barbatana peitoral no cume do seu pescoço e uma nadadeira dorsal em suas costas, mais perto do fim da cauda. O animal se deixa levar pela água como um pedaço flutuante de algas. Ele não tem a capacidade, como os da outra espécie, de se prender em certos lugares com a força do seu rabo. Os Dragões também podem mudar de cor para se misturar com outros bichos, mas isso depende de alguns fatores como idade e nível de estresse.  Crustáceos (incluindo plânctons), camarão e peixes pequenos fazem parte da sua alimentação. Eles pegam a presa com o auxílio da sua camuflagem e as engolem através de seu focinho, que parece um longo tubo. Curiosamente, eles não possuem dentes, ao contrário de outros animais que se alimentam das mesmas coisas. Quanto à reprodução, cavalos marinhos e dragões coincidem entre si, pois são os machos de ambas as espécies que cuidam dos ovos. A fêmea produz até 250 ovos – apenas 5% sobrevivem - e é preciso um total de nove semanas para que eles comecem a eclodir, mas isso depende das condições da água. Ao nascer, o Dragão do Mar infantil é completamente independente de seus pais. Não é surpresa que esse é mais um animal que entra na lista de ameaçados de extinção. Como se não bastasse a poluição industrial e o escoamento de esgotos no oceano, o Dragão do Mar de Folhas sofre ainda mais por ser visado pelos colecionadores e pela medicina alternativa. Por serem nadadores lentos e não terem a aptidão das caudas duras, como as do Cavalo Marinho, eles se tornam presas fáceis de serem capturadas. Além disso, esses animais são difíceis de serem mantidos em aquários. Assim, o Governo Federal da Austrália decidiu protegê-los oficialmente.

Fonte: Rede Ambiente

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