segunda-feira, 6 de junho de 2011

O Opilião




Com oito longas pernas, quelíceras, múltiplos olhos assustadores, muitas vezes este animal é confundido com uma aranha. Na verdade ele pertencem à classe dos aracnídeos, porém divergem das aranhas na classificação “Ordem”: opiliones para os opiliões e araneae para as aranhas. O nome opiliones foi criado pelo sueco Carl Jakob Sundevall em 1833. Opílio significa “pastor de ovelhas” e foi usado nos poemas As Bucólicas de Virgílio - escritos em 37 a.C.
A razão desse nome é o cuidado parental apresentado pelos machos desta espécie. Após a postura dos ovos, o ninho é criado e cuidado pelo pai: é ele quem protege, limpa e dispõe os ovos de maneira organizada. Uma diferença importante entre aranhas e opiliões é que estes não tecem teia e nem possuem veneno. Para caçar eles utilizam os pedipalpos (primeiro par de pernas) e as quelíceras. Alimentam-se de pequenos invertebrados, material em decomposição e até de seiva de árvores. Para defesa, possuem uma glândula odorífera que secreta um intenso mau-cheiro e pode até ser tóxica para alguns animais. Um sistema de defesa interessante do opilião é que, quando ameaçado, pode se fingir de morto e até perder uma perna que, continua se movimentando em espasmos randômicos. Assim, é possível que o predador se distraia por tempo suficiente para o opilião fugir. Manco, mas vivo. Quanto à perna, ela volta a crescer depois de um tempo.
Fonte: Rede Ambiente

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