sábado, 30 de julho de 2011

Até 2100, 11 % das espécies podem desaparecer

As atitudes inconscientes e constantes do homem sobre o meio ambiente cada vez mais vêm refletindo negativamente nas espécies que habitam a Terra. Diversos estudos revelam números assustadores sobre isso, e dessa vez não foi diferente. O último estudo, publicado no periódico Proceeding of the National Academy of Science, apontou que por volta do ano de 2100 as mudanças climáticas poderão colocar mais de 11% das espécies do mundo em extinção. De acordo com os pesquisadores “muitos cientistas defendem que estamos entrando na sexta grande extinção em massa e que a mudança climática antropogênica é uma das maiores ameaças a biodiversidade global”. Os membros do Centro para Ecologia e Conservação da Universidade de Exeter, Ilya Maclean e Robert Wilson, descobriram que o aumento das temperaturas, a mudança na precipitação e a redução do gelo marinho são algumas das evidencias. Eles também notaram uma série de eventos previstos, mas ainda não observados, que poderão impactar nas espécies. De acordo com os cientistas, as espécies de vertebrados parecem ser as mais ameaçadas pelas mudanças do clima do que as plantas ou invertebrados. Além disso, aquelas dos trópicos, como a vida selvagem das florestas tropicais e insetos em geral, também são negligenciados em termos de impacto das mudanças do clima. Para eles, os impactos serão vistos nas mudanças documentadas no risco de extinção, no tamanho de populações e na distribuição geográfica desses animais. Entretanto, os estudiosos admitem que há grandes brechas nas pesquisas realizadas até agora. “Mais estudos sobre os efeitos, como as modificações nos padrões de circulação oceânica e na acidez dos organismos marinhos melhorariam as estimativas de risco de extinção”, alertam. Eles relembram também que essas mudanças impactarão sob espécies que já sofrem uma pressão por uma série de outras ameaças de grande escala como a perda de habitats, a super exploração, a poluição, e as espécies invasoras. Desde o século XVIII, cerca de 2 milhões de espécies foram descritas por cientistas. O que ninguém sabe é quantas delas existem no planeta (estimam que seja entre 5 milhões a 100 milhões). E se, infelizmente, todo este estudo for realmente preciso, podemos ter futuramente o desaparecimento de milhares de espécies.
Fonte: Rede Ambiente

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