segunda-feira, 4 de julho de 2011

Lista mostra espécies da fauna brasileira ameaçadas de extinção





Segundo a atual Lista Oficial da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção, o Brasil possui 627 espécies da fauna terrestre e aquática ameaçadas de extinção, sendo 394 espécies terrestres e 233 espécies aquáticas.
É considerada “ameaçada de extinção” aquela espécie com alto risco de desaparecimento na natureza em um futuro próximo. Dessa forma, a captura desses animais é proibida - exceto para fins científicos. No Brasil, a maioria delas está na Mata na Atlântica (64%) e a principal causa de ameaça de extinção é a redução na distribuição geográfica da área de ocupação estimada (64%), devido à fragmentação elevada ou conhecida e declínio continuado observado, inferido ou projetado (48%). Do número total de espécies de fauna ameaçada, 313 (50,6%) estão presentes em unidades de conservação federais. E das 310 unidades conservação federais, 198 (63,9%), das quais 116 de Proteção Integral e 82 de Uso Sustentável, possuem registro de espécies ameaçadas. Essas e outras informações podem ser vistas, respectivamente, organizadas no Livro Vermelho e na publicação Atlas da Fauna Ameaçada em Unidades de Conservação Federais – ambas disponíveis gratuitamente no site do Instituto Chico Mendes. No endereço, o internauta também pode ver uma lista com fotos e informações de 61 das espécies ameaçadas presentes na lista. O documento, que é considerada política pública de conservação estratégica de extrema importância para o país, permite o planejamento e a priorização de recursos e ações para a conservação de espécies e ecossistemas. Entre outras funções, as listas e as informações utilizadas para a elaboração de cada uma delas são fundamentais para subsidiar os processos de autorização e licenciamento (federal, estadual e municipal) das diversas atividades antrópicas, e também para priorização da criação de Unidades de Conservação e seus planos de manejo.
Veja aqui algumas espécies brasileiras ameaçadas de extinção:
1 - Lobo-Guará (Chrysocyon brachyurus): É uma espécie de pernas longas, pelagem longa de cor laranja-avermelhado e orelhas grandes. Possui uma crina negra no dorso, mesma cor do focinho, das patas dianteiras e de mais da metade distal das patas traseiras. A garganta e a parte interna das orelhas são brancas. Cerca de 44% do comprimento da cauda tem cor branca (parte distal), mas a proporção varia entre indivíduos. Possui habitats abertos, como campos, cerrados e veredas e campos úmidos. A dieta é variada, consistindo principalmente de frutos e pequenos vertebrados. É uma espécie de hábito solitário, cujos indivíduos se juntam em casais apenas na época reprodutiva. O tamanho da área ocupada por casais é bem variável, ao longo de sua distribuição, variando de 6 a 115 km². Há participação do macho nas atividades de cuidado parental com os filhotes.
2 - Arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari): É uma arara de porte médio, cujos indivíduos medem entre 70 e 75 cm. Possui um possante bico negro e a plumagem da cabeça e do pescoço é azul-esverdeada. O ventre é azul-pálido e o dorso, as asas e a cauda são azul-cobalto, sendo o anel perioftálmico em tom amarelo-claro. Apresenta uma área nua, de formato triangular, na base da mandíbula, de coloração amarelo-enxofre, ainda mais clara do que a observada no anel perioftálmico. A espécie pernoita e nidifica em cavidades existentes nos paredões de arenito e sai da área de repouso ao amanhecer, partindo para as áreas de alimentação. No final da tarde, os bandos retornam aos seus abrigos, chegando logo após o pôr-do-sol ou ainda mais tarde. O principal item alimentar é o coco da palmeira licuri (Syagrus coronata). Estima-se que o consumo diário de uma arara adulta seja de 350 cocos. O período reprodutivo está associado à época de chuvas, tendo início no mês de setembro e prolongando-se até abril. O período de eclosão dos ovos e o início da saída dos filhotes do ninho são de 87 dias. O macho e fêmea se revezam no cuidado parental.
3 - Mico-leão-da-cara-dourada (Leontopithecus chrysomelas): É um pequeno primata que habita tanto florestas ombrófilas mais próximas do litoral como florestas semideciduais mais interioranas. Ocorre desde o nível do mar até 400 m de altitude. Frugívora-faunívora. Ocorre em simpatria com outro calitriquídeo. Os frutos representam o principal alimento, néctar e flores são consumidos em menor proporção, assim como ovos de aves e pequenos vertebrados. Os indivíduos dormem em ocos de árvores, mas podem utilizar também bromélias ou emaranhados de cipós. É uma espécie essencialmente de florestas bem conservadas.
4 - Onça-pintada (Panthera onca): É o maior felino das Américas e o único representante atual do gênero Panthera no continente. O seu corpo é mais robusto, musculoso e compacto, com comprimento variando entre 1,10 a 2,41 m e massa entre 35 a 130 kg, podendo chegar a 158 kg. As fêmeas são até 25% mais leves do que os machos. A área de vida de uma onça-pintada pode variar de 33,4 km² até 142,1 km² . A coloração padrão varia do amarelo-claro ao castanho-ocreáceo, sendo coberta por manchas negras, formando rosetas de tamanhos distintos, com pintas em seu interior. A onça-pintada possui um padrão de atividade crepuscular-noturno e mais de 85 espécies-presa já foram relatadas em sua dieta. Suas principais presas são a queixada (Tayassu pecari) e a capivara (Hydrochaeris hydrochaeris). As onças-pintadas são encontradas em altitudes entre o nível do mar e 3.800 m. Solitários, ocorrendo interação entre machos e fêmeas durante o período de acasalamento. A gestação varia de 90 a 111 dias, podendo nascer de um a quatro filhotes, sendo a média de dois filhotes por gestação.
5 - Tartaruga Verde (Chelonia mydas): Herbívora e habita pastagens tropicais e subtropicais nas principais bacias oceânicas do planeta. As colônias reprodutivas têm distribuição circum-global, entre os trópicos. Estima-se que cerca de mil fêmeas desovem anualmente na ilha de Trindade (ES), entre 50 e 140 fêmeas no Atol das Rocas (RN) e não mais do que 17 fêmeas no arquipélago de Fernando de Noronha (PE). Registros são encontrados ao longo da costa, a partir do estado do Rio de Janeiro em direção ao Norte. As fêmeas têm biometria semelhante nos três sítios reprodutivos, com média de 115 cm de comprimento curvilíneo de casco, variando de 100 a 134 cm. A sazonalidade reprodutiva vai de dezembro a junho, quando nascem os últimos filhotes. Cada fêmea realiza entre uma e 11 posturas, com intervalos que variam de 10 a 13 dias. Cada desova varia de 50 a 193 ovos. O tempo de incubação é de mais ou menos 55 dias. Ao entrar na água, o filhote adquire um comportamento alimentar onívoro, habitando a zona nerítica. Torna-se herbívora quando atinge um comprimento de 20 a 35 cm, sendo a única espécie a ocupar este nicho.
Para ver outras espécies ameaçadas de extinção, acesse a área de Fauna Brasileira no site do Instituto Chico Mendes.
Fonte: EcoD

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigado pela visita. Deixe sua crítica e sugestão para aperfeiçoarmos o blog. Abraços e Volte Sempre.