terça-feira, 12 de julho de 2011

Madeira, graveto ou um inseto?


Temos aqui mais um exemplo incrível de camuflagem. Conhecido, não por acaso, como bicho-pau, este animal utiliza seu dom para driblar seus predadores fingindo ser um pedaço de madeira, graveto ou pequenos ramos secos. Seu habitat são os bosques e florestas tropicais do leste e norte da América do Sul, vivendo, principalmente, sobre as plantas das árvores. Sua alimentação é exclusiva de folhas e brotos, mas, por viverem em números insuficientes para formar uma população, eles são totalmente inofensivos à agricultura. Alguns podem ser encontrados em regiões urbanas, sobre os pés de goiaba. De hábitos noturnos, machos e fêmeas diferem quanto ao tamanho e tempo de vida. Elas são maiores e podem viver até 30 meses. Já eles, de tamanho inferior e duração de vida menor (apenas 18 meses), levam uma razoável vantagem. Alguns possuem pequenas asas que os permitem realizar pequenos voos. Ambos têm pernas finas e cabeça curta, com longas antenas. Sobre sua principal curiosidade, os bichos-pau possuem três formas de fugirem de seus predadores. Uma delas é a imobilização. Ao perceberem a presença de um desses, eles param, esticam as pernas, cobrem a cabeça e as asas com as patas da frente e assim permanecem imóveis durante horas, como se fossem um pequeno pedaço de ramo que se partiu. Quando notam algum movimento estranho ao seu redor, eles simplesmente param de andar e ficam balançando o corpo ritmicamente, para lá e para cá, dando a impressão de ser um galho fino soprado pelo vento. Além disso, eles agregam um fluído leitoso e repugnante que, ao ser despejado, serve para desencorajar possíveis agressores. Algumas espécies possuem o poder da regeneração. Assim, se algum pássaro, morcego ou qualquer predador tentar lhe pegar, ele utiliza seu recurso externo, deixando uma perna para trás para ser devorada e escapando mutilado, porém vivo. Sua reprodução pode ser tanto sexuada como assexuada. Para depositar seus ovos, as fêmeas optam por lugares longes com o intuito dos filhotes nascerem um pouco independentes. Por viverem em lugares comuns de secas, eles procuram produzir um número grande de ovos , prevendo que esse clima acabará com boa parte da ninhada.
Fonte: Rede Ambiente

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