quarta-feira, 20 de julho de 2011

Proteus: a prova viva da evolução

Proteu – um dos deuses da mitologia grega. Filho de Poseidon e, portanto, uma das várias divindades da água. É dai que vem o nome desta salamandra de rio, Proteus anguinus.Endêmico das cavernas Bálcãs, no sul da Europa, este animal é cuidadosamente adaptado ao seu ambiente – águas frias quase sem luz. O Proteus é tecnicamente um anfíbio, podendo respirar pelas brânquias externas, pele ou, em último caso, pelos pulmões rudimentares. Mas, ao contrário dos demais anfíbios, estes animais passam a vida inteira na água. Não possui nenhuma pigmentação na pele, parecendo-se com uma salamandra branca ou, como já foi chamado, “um embrião humano”. O corpo é comprido e esguio, como o de uma serpente. Mas o Proteus, ao contrário das cobras, tem pequenas patas – as da frente com três dedos e as de trás com dois. Ele nada retorcendo o corpo como uma enguia. Outra característica deste animal é ainda mais curiosa: ele é cego, capaz apenas de captar luz. Seus olhos, pouco desenvolvidos, são cobertos por uma camada de pele. Esta característica é extremamente importante. É por causa dela que o Proteus figura em “A Origem das Espécies”, livro que apresentou a teoria da evolução de Darwin. Como as cavernas em que o Proteus vive são praticamente desprovidas de luz, a visão não era um sistema eficiente para orientá-lo. Assim, gradualmente, ao longo das gerações esta espécie foi perdendo a capacidade de enxergar – sem que isso fizesse qualquer diferença para a sua sobrevivência. Em compensação, o Proteus tem seus receptores químicos, mecânicos e elétricos extremamente desenvolvidos. São capazes de localizar pequenas quantidades de matéria orgânica na água pelo olfato ou paladar, de sentir vibrações da água pela linha lateral e de se orientar por campos elétricos, mesmo que fracos.O animal pode passar até dez anos sem comer nada, outra adaptação importante para um ambiente com a comida escassa; Estima-se que sua média de vida seja 58 anos – alguns cientistas dizem que pode chegar a 100 – o que é um número extremamente alto para um animal pequeno.
Fonte: Rede Ambiente

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