sexta-feira, 29 de julho de 2011

Imagens captadas pela Nasa mostram rosto no Sol



O Observartório Dinâmico Solar da Nasa (SDO) capturou a imagem de um rosto na superfície solar. As imagens registram o movimento solar em dezembro de 2010 mostram tanto um "sorriso", quanto expressões "amarguradas". O aparente rosto no Sol é causada pelo movimento solar. O vídeo começa com imagens captadas na superfície do Sol e chegam até a coroa, a parte mais externa do Sol, um envoltório luminoso constituído de plasma. A variação nas cores está no fato de as imagens terem sido tiradas com temperatura de cor diferentes. O satélite tem capturado imagens fantásticas e em alta definição das atividades solares. Ele faz 80 imagens do Sol a cada minuto, gerando 1,5 terabites de dados por dia, o equivalente a meio milhão de músicas baixadas no iTunes. Também com base nas imagens do SDO, um estudo publicado no periódico científico Nature explica porque a coroa do Sol alcança temperaturas centenas de vezes superiores a outras partes do astro que estão muito mais perto do núcleo, que produz o calor. Para aquecer a coroa solar a vários milhões de graus e acelerar a centenas de quilômetros por segundo os ventos solares que se propagam em todas as direções, inclusive em direção à Terra, é preciso energia, escrevem Scott McIntosh, do Centro Nacional Americano de Pesquisa Atmosférica, e outros pesquisadores na revista Nature. A temperatura alcança aproximadamente 6 mil graus na superfície do Sol e dois ou três milhões de graus na coroa, apesar desta última se encontrar muito mais longe do núcleo do astro, onde ocorrem as reações nucleares que produzem o calor. Hannes Alfven, um físico sueco que recebeu o prêmio Nobel em 1970, estimou que há ondas que transportam esta energia por linhas do campo magnético que percorrem o plasma (gás com partículas carregadas com eletricidade) da coroa. Até agora não havia sido possível detectar a quantidade de ondas deste tipo necessárias para produzir a energia requerida. Imagens de alta definição ultravioleta captadas com muita frequência (a cada oito segundos) pelo satélite da Nasa Solar Dymanics Observatory (SDO) permitiram à equipe de Scott McIntosh detectar grande quantidade destas ondas Alfven. As mesmas se propagam em grande velocidade (entre 200 e 250 quilômetros por segundo) no plasma em movimento, indica em um comunicado o professor Marcel Goossens, da Universidade Católica de Lovaina, que participou da pesquisa. Estas ondas, cujo fluxo energético localiza-se entre 100 e 200 watts por quilômetro quadrado, "são capazes de produzir a energia necessária para propulsar os rápidos ventos solares e assim compensar as perdas de calor das regiões menos agitadas da coroa solar", estimam os autores do estudo. No entanto, isto "não basta para prover os 2 mil watts por metro quadrado necessários para abastecer as zonas ativas da coroa", acrescentam na Nature. Para isso, seriam necessários instrumentos com maior resolução especial e temporal "para estudar todo o espectro de energia irradiada nas regiões ativas". Além disso, seria preciso "entender como e onde estas ondas são geradas e dissipadas na atmosfera solar".
Fonte: Último Segundo

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