quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Equador tenta evitar que aviões atropelem iguanas em Galápagos

As autoridades do Parque Nacional Galápagos (PNG) do Equador e os operadores do aeroporto da ilha de Baltra buscam mecanismos para evitar que aviões atropelem iguanas terrestres nesse campo de aviação. Desde o último mês de julho foram encontradas cinco iguanas mortas na área do aeroporto. Aparentemente, três delas foram atropeladas por aviões e as outras por outros veículos que operam no aeroporto, segundo Víctor Carrión, responsável pelo processo de conservação e restauração dos ecossistemas insulanos do PNG. Por essa razão, a empresa operadora do aeroporto em Baltra autorizou uma inspeção da pista de aterrissagem. Embora a medida ainda seja um projeto piloto, Carrión considerou que é um bom mecanismo para diminuir o risco de morte das iguanas. O funcionário antecipou que espera manter conversas com as companhias aéreas que operam na região para que capacitem pilotos a fim de que tenham maior precaução. "Acho que vale a pena perder cinco minutos para proteger uma iguana", disse, consciente que esse pouco tempo pode significar muito dinheiro para as empresas aéreas. Assim, os trabalhadores saberão que antes de subir ao veículo devem revisar, por exemplo, que, sob o avião, não esteja nenhuma iguana se protegendo do sol. Também é estudada a possibilidade de pôr ao redor do aeroporto algum dispositivo que não permita que as iguanas entrem na pista, plataforma e estacionamentos. Carrión lembrou que nos anos 1980 o PNG e a Fundação Charles Darwin realizaram um programa de reprodução e criação de iguanas em Baltra e, graças a isso, agora há aproximadamente mil animais dessa espécie na ilha. O arquipélago das Galápagos, situado cerca de mil quilômetros do litoral continental do Equador, foi o laboratório natural no qual o cientista inglês Charles Darwin se inspirou para desenvolver sua teoria sobre a seleção natural e a evolução das espécies. As ilhas Galápagos foram declaradas em 1978 como Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco.
Foto: Getty Images
Fonte: Último Segundo

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