quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Plantas tóxicas

Podemos encontrar dentro da nossa flora uma diversidade imensa de espécies de plantas. Entre elas, existem as que são consideradas tóxicas e que podem causar algum dano ao ser humano. Mesmo em grau leve, toda planta apresenta alguma toxicidade que pode variar de acordo com a composição do solo onde se desenvolvem. Normalmente, a intoxicação ocorre através da ingestão, da exposição ou da inalação. O Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox), em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz, revelou que cerca de 60% dos casos de intoxicação por plantas tóxicas no Brasil ocorrem com crianças menores de nove anos. Cerca de 80% são acidentais. As cores atrativas e o aparente sabor agradável são possivelmente os responsáveis por esses números. Em nossa dieta cotidiana também podemos nos deparar com essas plantas. Inseridas em alguns mantimentos, suas substâncias químicas, quando ingeridas em quantidades excessivas, podem atuar como tóxicas. Tais substâncias como o ácido oxálico, o glicosinolato, a lectina, o nitrato, a saponina e a solanina estão presentes no feijão, na soja, no espinafre, na cebola, na mandioca, na batata, no cogumelo e em muitos outros. Na maioria das vezes, o aquecimento ou cozimento não são capazes de destruí-las. Outro alimento bastante consumido pelas pessoas é o cogumelo. No caso desses fungos, sua intoxicação apresenta aspectos muito difíceis que acabam atrasando o diagnóstico. Seus efeitos podem ser variados e se descoberto tarde, levam o sujeito a morte. Um fator importante para detectar a doença é o tempo de latência (intervalo entre a ingestão do cogumelo e o aparecimento dos sintomas). Se este período for inferior a duas horas, o prognóstico é favorável, mas se for superior a seis horas, a situação é grave.
Conhecer as plantas perigosas da região, não comê-las caso não saiba a procedência, conservá-las longe do alcance de crianças, evitar aspirar sua fumaça quando estão sendo queimadas e não tomar nenhum remédio caseiro sem antes consultar um médico são algumas dicas para fugir dessa armadilha que pode estar no fundo dos nossos quintais ou até em nossas mesas. A seguir, temos alguns exemplos dessas “perigosas” espécies do reino vegetal:

1 - Copo de Leite
Nome científico: Zantedeschia aethiopica
Princípio ativo: Oxalato de Cálcio
Parte tóxica: todas as partes da planta
Quadro clínico: dor em queimação; edemas; inchaço nos lábios, língua, palato e faringe; secreção abundante de saliva (Sialorreia); dificuldade de deglutição (disfagia); asfixia; cólicas abdominais; náuseas; vômitos e diarreia. Em caso de contato ocular: há irritação intensa; edema; fotofobia e lacrimejamento.

2 - Comigo-ninguém-pode
Nome científico: Dieffenbachia seguine
Princípio ativo: Oxalato de Cálcio
Parte tóxica: todas as partes da planta
Quadro clínico: dor em queimação; edemas; inchaço nos lábios, língua, palato e faringe; secreção abundante de saliva (Sialorreia); dificuldade de deglutição (disfagia); asfixia; cólicas abdominais; náuseas; vômitos e diarreia. Em caso de contato ocular: há irritação intensa com congestão, edema, fotofobia e lacrimejamento.

3 - Coroa-de-cristo
Nome científico: Euphorbia milii
Princípio ativo: Látex Irritante
Parte tóxica: todas as partes da planta
Quadro clínico: irritação de pele e mucosas com hiperemia (aumento da quantidade de sangue circulante num determinado local); elevação dérmica que contem pus (pústulas); dor em queimação; secreção abundante de saliva (sialorreia), dificuldade de deglutição (disfagia); náuseas e vômitos. Em caso de contato ocular: conjuntivite (processos inflamatórios) e lesões da córnea.

4 - Mamona
Nome científico: Ricinus communis L.
Princípio ativo: Toxalbumina (ricina)
Parte tóxica: sementes
Quadro clínico: ação irritativa do trato gastrointestinal; dor abdominal; náuseas; vômitos, cólicas intensas; diarreia às vezes sanguinolenta; pressão arterial baixa (hipiotensão); falta de ar (dispneia); arritmia; parada cardíaca,;evolução para desidratação grave; choque; distúrbios hidroeletrolíticos; coma e insuficiência renal.

5 - Dedaleira
Nome científico: Digitalis purpúrea L.
Princípio ativo: Glicosídeos Cardiotóxicos
Parte tóxica: folha e flor
Quadro clínico: dor em queimação; secreção abundante de saliva (sialorreia); náuseas; vômitos; cólicas abdominais; diarréia; manifestações neurológicas com cefaléia; tonturas; confusão mental; distúrbios visuais; arritmias; diminuição na sequência cardíaca e pressão arterial baixa (hipiotensão). Em caso de contato ocular: conjuntivite (processos inflamatórios); fotofobia e lacrimejamento.

Fonte: Rede Ambiente

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