quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Tsunami que atingiu Japão causou ruptura de iceberg, afirma Nasa


Cientistas da agência espacial americana descobriram que o tsunami vinculado ao terremoto que atingiu o Japão em 11 de março foi o responsável pela ruptura de um iceberg na Antártida, segundo um artigo publicado pelo Journal of Glaciology. Cientistas, geólogos e especialistas tinham relacionado anteriormente os desprendimentos de gelo nos grandes icebergs a outros efeitos naturais tão afastados que não poderiam se associar a "causa-efeito" em um primeiro momento. Por isso, após o terremoto de 8,8 graus na escala Richter e o posterior tsunami que castigou as costas do Japão, Brunt Kelly, especialista do Goddard Space Flight Center em Greenbelt, Maryland, e seus colegas começaram suas observações observando o sul. Utilizando diversas imagens satélite, Brunt, junto a Emile Okal da Universidade de Northwestern e Douglas MacAyeal da Universidade de Chicago, observaram novos icebergs flutuando no mar pouco depois que o impacto tenha provocado o tsunami e chegasse à Antártida. Assim, cerca de 18 horas depois do terremoto, a 13,6 mil quilômetros de distância, puderam ver quase em tempo real como se desprenderam vários pedaços de gelo da geleira Sulzberger, que segundo os registros históricos não tinha sofrido nenhuma ruptura em, pelo menos, 46 anos. Trata-se da primeira observação direta que demonstra uma conexão entre os tsunamis e a ruptura de icebergs a milhares de quilômetros, segundo assinala a equipe científica. A Imagem distribuída nesta terça-feira (9) pela Agência Espacial Europeia mostra a formação de icebergs na geleira Sulzberger, na Antártida, após o tsunami que atingiu o Japão em 11 março. A foto da esquerda é de 12 de março e a da direita, de 16 de março. As fotos foram geradas por um time da agência espacial americana (Nasa) a partir de sinais de radar do satélite europeu Envisat. O maior dos icebergs mede 6,5 km por 9,5 km e tem em torno de 80 metros de altura. As ondas gigantes do tsunami percorreram mais de 13 mil km pelo Oceano Pacífico para chegar à Antártida. Quando chegaram ao continente austral, tinham apenas 30 centímetros de altura, mas foi o suficiente para quebrar a geleira.
Foto: ESA/Reuters
Fontes: G1; Último Segundo; estadao.com.br

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