segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Esponjas marinhas retêm 88% do silício do oceano

As esponjas marinhas retêm 88% do silício do oceano, um nutriente fundamental para a proliferação de microalgas (diatomáceas) e da vida marinha, segundo concluiu um estudo do Centro Superior de Pesquisas Científicas (CSIC) da Espanha. O estudo, coordenado pelo pesquisador Manuel Maldonado, "contradiz o que se pensava até o momento: que a maior parte do silício do ecossistema estava nas diatomáceas do plâncton". Agora se sabe que a quantidade de silício utilizado pelas microalgas nos sistemas litorâneos poderia ser muito inferior ao que se pensava até agora. "O silício faz com que o mar seja mais produtivo e rico em vida porque facilita a proliferação das diatomáceas. Estas microalgas absorvem grandes quantidades de CO2 atmosférico, amenizando o efeito estufa e o aquecimento global de nossa atmosfera", destaca Maldonado. O cientista ressalta a importância das conclusões da pesquisa, já que o modelo aceito até agora estabelecia que as diatomáceas eram "os únicos organismos que controlavam biologicamente a passagem do silício pelo oceano". O estudo, publicado na "Nature Scientific Reports", dá às esponjas um "papel muito mais importante do que se pensava", o que "está contribuindo para reajustar notavelmente a visão tradicional", relataram os pesquisadores do CSIC. Além disso, demonstra que as esponjas capturam silício da água mediante um sistema que "não parece ter evoluído nos últimos 100 milhões de anos". Cada esponja pode incorporar silício durante milênios, enquanto as diatomáceas do plâncton "só o acumulam durante alguns dias".
Foto: Divulgação/CSIC.
Fonte: Último Segundo

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigado pela visita. Deixe sua crítica e sugestão para aperfeiçoarmos o blog. Abraços e Volte Sempre.