sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Estudo explica como era gravidez de réptil pré-histórico


Um fóssil encontrado nos Estados Unidos revelou que o plesiossauro, um réptil que viveu há 78 milhões de anos, era vivíparo, ou seja, as fêmeas engravidavam em vez de pôr ovos. O material foi coletado em 1987, no estado do Kansas, mas só agora uma análise chegou a essa conclusão. O estudo foi publicado pela revista Science. O plesiossauro vivia no mar e, eventualmente, vinha à orla. No entanto, seus corpos eram tão adaptados ao ambiente aquático, e os cientistas já trabalhavam com a possibilidade de que ele não tivesse condições de entrar no continente e construir ninhos. “Não era esperado, mas não surpreende. O que nos surpreende é o tamanho do filhote”, afirmou Frank Robin O’Keefe, um dos autores da pesquisa. Enquanto a mãe tinha 4,70 m de comprimento, o feto tinha, na estimativa mínima, 1,50 m. Os pesquisadores acreditam que o tamanho fosse bem maior, mas o estado ruim do fóssil não os permite ter certeza. De toda forma, é certo que o filhote era bem maior que os que estamos acostumados a ver hoje em dia. “É como se uma mulher desse à luz uma criança de seis anos”, comparou o cientista. A descoberta permite também imaginar alguns hábitos do plesiossauro. Segundo O’Keefe, é provável que as mães tomassem conta de suas crias após o parto, de modo semelhante ao que fazem golfinhos e baleias, por exemplo. Os répteis, em sua maioria, põem ovos, mas a gravidez não era uma exceção tão rara. Os cientistas já conheciam outras espécies de répteis aquáticos pré-históricos que eram vivíparos. Porém, esses animais davam grandes ninhadas, enquanto o plesiossauro tinha um filhote por vez. É importante destacar que, apesar de contemporâneos, plesiossauros e dinossauros são animais diferentes. “O plesiossauro tem mais parentesco com cobras e lagartos, e os dinossauros têm mais parentesco com crocodilos”, explicou O’Keefe. Segundo o pesquisador, todos os dinossauros punham ovos.
Foto: Ilustração de como seria o parto do plesiossauro (Foto: S. Abramowicz, Dinosaur Institute, NHM)
Fontes: G1; estadao.com.br

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