domingo, 4 de setembro de 2011

Lambaru, o tubarão manso das nossas praias


O Lambaru tem o nome científico de Ginglymostoma cirratum e pertence à família Ginglymostomatidae. Tem corpo alongado, cabeça grande e achatada, olhos pequenos e focinho curto. Possui a boca quase horizontal, inferior, com várias séries de pequenos dentes; um barbilhão à frente de cada narina, duas nadadeiras dorsais: a primeira acima da pélvica e a segunda, algo menor, acima da anal. As nadadeiras peitorais são amplas; caudal com lobo superior muito longo e inferior reduzido; cinco fendas branquiais. As séries de dentes são renovadas a cada 28 dias aproximadamente, com substituição da mais exterior, mas varia conforme a temperatura da água, podendo ocorrer até em 50 dias em regiões mais frias. Bege a marrom-avermelhado, eventualmente cinza, ligeiramente mais claro inferiormente; os jovens têm algumas faixas verticais escuras e manchinhas azuis que escurecem com a idade e finalmente desaparecem. Atingem até 4,3 metros e peso ao redor de 110 kg. Vive em águas rasas e costeiras, além de ilhas oceânicas, no Pacífico Oriental Tropical e Atlântico Tropical, no Ocidental desde a Carolina do Norte a São Paulo. É peixe comum de áreas rochosas e de corais e vive sempre junto do fundo, comendo moluscos, crustáceos e peixes, que captura principalmente por sucção. Permanece imóvel por horas, com a cabeça ou o corpo todo sob lajes ou em cavernas, penetra em mangues e não é incomum observar grupos de até 30 exemplares nadando lentamente em canais na maré alta. Embora se alimente geralmente à noite, mantém também hábitos diurnos, não sendo raro observa-lo em nado livre, próximo do fundo, notadamente no início da manhã e no meio da tarde. Exemplares jovens podem ser eventualmente observados em diagonal contra o fundo, o focinho para cima, apoiados nas peitorais; uma possível explicação para este comportamento é que estaria fingindo ser uma rocha, atraindo caranguejos para serem devorados. refere águas claras e quentes. Por ser muito dócil, calmo e geralmente lento, transforma-se em alvo de mergulhadores e caçadores submarinos. Esses buscam tocá-lo, empurrá-lo e até mesmo montá-lo, o que não raro acaba em acidentes: o lambaru vira o corpo e morde, podendo causar ferimentos sérios a despeito de sua boca e dentes pequenos. O melhor mesmo é observá-lo, bem de perto, sem importunar, apenas tocando-o levemente em seu dorso, se ele assim permitir. No sudeste brasileiro, o lambaru já foi muito abundante. Mas a pesca submarina predatória e os índices maiores de poluição diminuíram em muito sua ocorrência. Hoje, são raramente observados em águas de São Paulo e Rio de Janeiro, mas ainda é uma espécie relativamente comum no nordeste brasileiro. A reprodução parece ocorrer por todo o ano. É ovovivíparo, a maturidade sendo alcançada por volta dos 150 cm. As fêmeas produzem de 20 a 30 filhotes que nascem com cerca de 30 cm. Em águas quentes, a reprodução ocorre por todo o ano, mas cada fêmea somente é capaz de produzir uma prole a cada dois anos; o período de gestação dura 6 meses e apenas 18 meses depois é que os ovários produzem ovos maduros. Já nas regiões subtropicais a reprodução ocorre no final do inverno e o nascimento dos jovens durante o verão. Pode viver por, pelo menos, 25 anos. Nomes comuns em português: barroso, cação-arumaru, cação-lixa, gata, lambaru e lixa. Em inglês, chama-se nurse-shark (Tubarão-enfermeira).
Se quiser saber mais sobre este tubarão, acesse o artigo sobre o tubarão lixa, neste blog.
Fonte: Rede Ambiente

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